terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E as férias do blog chegam ao fim.


Nesses três meses em que fiquei longe do bloguinho, em nenhum momento eu esqueci dele. Quase sempre, me batia aquela saudade louca de escrever meus devaneios por aqui. Porém, a faculdade consumiu o meu tempo de tal maneira que eu não conseguia nem ver filmes quanto mais escrecer alguma coisa (além, é claro, de coisas sobre TV Digital, rádio nos 30 e método antropológico) Enfim, a marca do meu retorno ao bloguinho é um filme genial que há tempos eu tava doida para ver.


"Rebobine, por favor" é uma garnde homenagem ao cinema e aos anos 80. Quem me conhece sabe que são duas coisas que eu amo e, claro, o filme me conquistou desde a sinopse. Danny Glover faz o dono de uma locadora que está prestes a falir. Os concorrentes estão investindo nos DVDs enquanto ele ainda usa VHS e o cara não tem grana nem para fazer a reforma no prédio que a prefeitura exige - correndo o risco de perder o terreno. Assim, ele viaja para 'pesquisar o inimigo' e deixa seu ajudante Mike (Mos Def) tomando conta da loja. Mas o amigo desmilado de Mike, Jerry (ninguém menos que Jack Black - dá para imaginar!), sofre um acidente e acaba desmagnetizado, apagando o conteúdo de todas as fitas. Começa, então, a saga de reencenar cada filme da loja, antes que o dono volte de viajem e que os clientes percebam o que aconteceu.


O filme é totalmente cativante, principalmente na maneira como mexe com os sentimentos do público. Pode parecer besta que alguém como eu, que nasceu nos anos 90, se identifique tanto com os anos 80, mas eu vivi parte dessa década através meu irmão, por tabela. Eu joguei Atari, brinquei de Playmobil, ouvi fitas cassete e, principalmente, gravei e assisti muitos filmes em VHS. Aliás, a estante aqui de casa ainda tem as mais 300 fitas gravadas, com raridades como entrevistas do "Jô Onze e meia" e a abertura da Copa de 94. E a primeira temporada de Lost quase completa! (eu apertava o play e ia dormir porque passava muito tarde na Globo) E eu ainda assitiria essas coisas se o vídeo cassete funcionasse, porque o DVD não tem aquele charme: o barulhinho da fita entrando, o colorbar no começo e aquele chiado característico. É o mesmo sentimento que algumas pessoas têm com os LPs. Talvez por isso o filme não tenha feito tanto sucesso. Só quem tem esse quase-amor pelo cinema (e pelo VHS) entende o sentimento dos dois recriando os filmes.


Aliás, as recriações são impagáveis. É como nos anos 10 ou 20, quando os cineastas não tinham nenhum recurso e tinham que valer só da imaginação para fazer as coisas. Jerry e Mike arrasam e, o mais importante de tudo, se divertem à beça. Porque, talvez com toda a grana envolvida seilá, os moviemakers tenham perdido esse sentimento de total deslumbramento pela Sétime Arte. Sentimento que o diretor Michel Gondry captou e transportou para a tela, como há muito tempo não se via. É só você captar a emoção e aproveitar essa enorme homenagem ao cinema. Do tamanho que ele merece.

sábado, 11 de setembro de 2010

Apenas o fim - O bloco do eu sozinho...





Hoje eu parei para ver o grande filme do circuito alternativo universitário dos últimos anos: Apenas o fim. Do estudante da PUC-Rio Matheus Souza, o filme foi ovacionado, ganhou um monte de prêmios e logo se tornou cult. Mas agora eu me pergunto, por quê?

Tudo é uma questão de expectativa. Como já aconteceu milhares de vezes, várias delas escritas aqui no blog, é muito triste você ouvir muito sobre um filmes e esperar tanto dele ao ponto dele se tornar uma decepção. Foi o que aconteceu hoje.

Outro dia, no meu estágio, o pessoal estava comentando como "Apenas o fim" era ótimo e como Matheus Souza era um gênio (?!), que o roteiro era genial e que ele era o grande representante do curso de cinema da PUC. A última opção tudo bem, há muito tempo ninguém fazia algo que ganhasse tanta repercussão no nível universitário. Daí a Matheus souza se tornar um gênio, me desculpe, mas é exagerar tanto que nem tem uma palavra em português para isso.

O roteiro é interessante, mas não tem quase nada de inteligente. Não é uma coisa de Quentin Tarantino, em que o cara joga o verde e se você pegar, parabéns, se não, perdeu playboy. Matheus Souza simplesmente tacou no liquidificador sua infância e adolescência, como se o filme fosse uma desculpa para homenagear toda a sua vida. Não que isso seja ruim, a história é até bem interessante só que o problema é que os diálogos ficaram meio forçados. Se esse é, como foi dito, o "retrato de uma geração", eu e todos os meus amigos não se encaixam nessa tal geração, me desculpe.

O que eu mais gostei foi da direção mesmo. Não sei se foi por falta de equipamento, por estilo, sei lá, mas o filme é quase todo filmado em planos longos. E eu adooooooooooooro planos longos, acho que é a melhor maneira de ver realmente o ator trabalhando e não naquela corta-corta sem fim. Ficou com a maior cara de teatro, o que combinou com o jeitão meio alternativo do filme.

Assim, acho que o cara tem mérito. O filme é fofo - bobinho, mas fofo - e para quem não teve quase nada de patrocínio e filmou tudo com as câmeras da faculdade, até que saiu um trabalho bem legal. Pena que tem gente exagerou quando elogiou o cara. Se eu não tivesse escutado esses comentários, talvez eu tivesse gostado bem mais.


P.s.: valeu mais ainda a música do Los Hermanos no final do filme. Ê, saudades!

P.s. 2: Eu sei que a PUC inteira vai me matar se ler esse post. Eles realmente são completamente fãs do filme, mas fazer o quê. Gosto é gosto. Mesmo que eu ache que sou a única pessoa na face da Terra a criticar publicamente o filme.






quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quando o que já é bom fica melhor ainda.



O que dá se você juntar Quentin Tarantino, o maior diretor dos anos 90, com CSI Las Vegas, uma das mais importantes e influentes séries de todos os tempos? Um episódio foda, claro! Com 1h22min, Grave Danger ou Perigo a sete palmos em português, mostra os nossos CSIs tendo que investigar o sequestro do criminalista mais gente boa do laboratório, Nick Stokes. Ele é enterrado vivo e o sequestrador coloca uma câmera do "túmulo" onde todo mundo fica vendo o drama dele enquanto o oxigênio disponível vai acabando.

CSI Las Vegas estreou em outubro de 2000 nos EUA e foi criado por Anthony E. Zuiker. Ela conta a história de um grupo de cientistas forenses da polícia de Las Vegas, cujo objetivo é investigar crimes em circunstâncias incomuns. Apesar das histórias meio viagem na maionese, CSI é real e os criadores garantem que todos os equipamentos e técnicas usadas na série existem de verdade. Mas, é claro, nem no melhor laboratório do mundo, um resultado de DNA sai em um dia. Mesmo assim, CSI é considerada uma das melhores séries da história e tem dois "filhos": CSI Miami e CSI Nova York. É, mas sem o mesmo charme.

E no outro lado dessa história tem Quentin Tarantino, o diretor, ator e roteirista ítalo-americano, conhecido por roteiros não-lineares, diálogos rápidos e uso de violência extrema. São dessa mente genial clássicos como "Pulp Fiction", "Cães de Aluguel" e "Kill Bill". Tarantino também dirigiu e participou de dois episódios de "Alias", outra série famosa e importante.

Essa mistura rendeu um dos melhores episódios de séries que eu já vi na vida. E como são dois episódios (especificamente a season finale da 5ª temporada), ficou com a maior cara de filme. Tarantino imprimiu seu ritmo, seu estilo, mas ao mesmo tempo respeitou cada um dos personagens e a história da série. E, cara, ficou espetacular.

O episódio começa com Nick (George Eads) indo para a cena do crime dirigindo o seu carro e cantando uma música que está tocando na rádio - muito Tarantino. Em outra cena, dois técnicos do laboratório conversam sobre casualidades enquanto jogam um jogo de tabuleiro - outra cena muito Tarantino. Outro momento em que, mesmo sem saber, você percebe que tem o dedo do Quentin é que uma música tem função crucial no desenvolvimento da trama.

Aliás, que desenvolvimento! Ver o Nick enterrado é completamente desesperador e eu juro que cheguei à beira das lágrimas no clímax do episódio. E não porque foi dramático porque o Tarantino não faz essas coisas de filme da Julia Roberts, não. A tensão é extrema, como eu nunca tinha visto em nenhum episódio de CSI (e olha que eu sou fãzoca mesmo, hein!) e é de uma crueldade e violência absurda. Mas é claro, não podia ser diferente, pois isso é o Taranta que a gente tanto ama.

A fotografia e a direção de arte sempre são maravilhosas, mas não teve nenhuma diferença dos outros episódios da série. O clima escuro combinando com as luzes de Las Vegas mostra que aquela é a equipe do turno da noite. Não que todas as cenas sejam assim e Tarantino aproveitou como ninguém os momentos à luz do dia, como é o caso da cena memorável dentro de uma casa abandonada. Não falarei mais nada. Só vendo pra saber. Mas prepare-se. É maravilhoso.
Ah, e eu não posso esquecer dos diálogos que são ainda mais espetaculares que normalmente. O episódio destila muito mais daquela ironia, daquele sarcasmo que é maravilhoso e meio politicamente incorreto quando se trata de uma série tão séria. Mas, e daí, politicamente correto é um troço chato pra cacete. E quem melhor que Quentin para nos provar isso mais uma vez?

E, assim, CSI Las Vegas e Quentin Tarantino nos mostram que o que é bom pode, sim ficar melhor. Muito melhor. Infinitamente melhor. Pros fãs de cinema e seriados como eu se deliciarem. Ui.




sábado, 10 de julho de 2010

O primeiro 3D a gente nunca esquece.



Shrek é o tipo de filme que marcou as nossas vidas. Lançado em 2001, inovou com as piadas inteligentes e referências a conto de fadas e cenas de filmes, sempre com aquele tom de humor meio ácido. Sua continuação, Shrek 2, mantém o mesmo estilo e introduz o meu personagem favorito, O Gato de Botas. Nesse filme, você contiua rindo horrores das referências a contos de fadas e as irônias que a DreamWorks colocou. E eis que, tchantchantchantchan, surge Shrek Terceiro, que desabou tudo que a empresa tinha contruído e foi um filme chato pra cacete. Nem as crianças no cinema riram e o mundo inteiro achou um saco. Seria um fim melancólico e, digamos, indgino do ogro mais adorado do cinema, que inovou ao apresentar essa linguagem super nova.




A DreamWorks, coitada, tem como concorrente a Pixar Animation Studios que ganha esse combate de lavada. A segunda é mestre em filmes que, pô, nos emocionam de tal maneira que você nem percebe que foi feito por um estúdio infantil. É o caso, por exemplo, de WALL-E, onde a sensibilidade dos diretores nos deu uma obra-prima que alcança todas as idades e faz adultos - como eu - comprarem o DVD para assistir de novo uma vez ou outra. Mesmo assim, quando lançou Shrek, a DreamWorks conquistou o público adulto também, pois aquelas referências eram mais entendidas pelos grandinho que pelos baixinhos. Quando o terceiro filme da franquia foi lançado, o queixo de todo mundo caiu porque a própria DreamWoaks destriu aquele mundão maravilhoso que ela tinha criado e colocou de volta a Pixar como grande referência quando o assunto era filme-de-criança-inteligente.

Shrek para sempre é, creio eu, uma tentativa de resgatar esse espírito e fazer um pedidão de desculpas pros fãs da série. Ninguém ia gostar de pensar que o fim do nosso amado ogro, Fiona, Burro e Gato de Botas era aquela coisinha meia-boa e sem graça. O quarto filme da série e primeiro com tecnologia 3D é muito divertido. Ainda não tem o humor inteligente, mas pelo menos você ri à beça durante a sessão. E, sim, não são só as crianças que acham graça no filme, não. Eu e minhas amigas Ana e Flavi, assim como vários adultos no cinema também achamos muita graça porque o filme tem algumas cenas inteligentes.

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A história é a seguinte: Shrek está achando sua vida um tédio completo e sente voltade de ser o ogro que assustava todo mundo e podia tomar banho de lama à vontade em seu pântano. Eis que, no aniversário de um ano de seus filhos com Fiona, ele perde o controle e fala um monte de besteiras para ela. Nesse momento ele encontra o espertalhão Rumpelstistilkin, diretamente dos conto da menina fiadora dos irmãos Grimm para roubar um dia de vida do ogro em troca de um dia livre para assustar as pessoas. O problema é que Rumps (dá preguiça escrever o nome todo) rouba extamente o dia em que Shrek nasceu, assim, ele nunca salvou Fiona e o reino de Tão Tão Distante é dele. E aí começa aquela coisa toda. Shrek só vai conseguir sua vida de volta se, até o nascer do sol, conseguir um beijo do amor verdadeiro (dããn) de Fiona. O problema é que agora ela é uma guerreira que junto com outros ogros, pretende fazer uma revolução e depor Rumps. Como se apaixonar em meio a uma guerra?
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É claro, Shrek para sempre ainda é um conto de fadas e, claro, dá para eles se apaixonarem. Nesse meio tempo, você ri, você se emociona, você relembra os outros filmes (só os dois primeiros porque o outro é dispensável) e você percebe que vai sentir saudades dos personagens. Mas ainda assim, você sabe que é melhor acabar logo com isso antes que a série desande de vez.
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Apesar da falta de piadas tão inteligentes, marca dos dois primeiros longas, o filme tem pontos fortes. A tecnologia 3D é um máximo e a criança dentro de mim ficou tentando "pegar" as coisas que eram jogadas "na plateia". Realmente ver um filme em tres dimensões é maravilhoso e já estou à espera de quando Avatar vai reestrear só para eu poder vê-lo nessa tecnologia. A fotografia também é linda e garante um visual super legal ao filme. Cara, é tão real que chega a cortar o coração quando Shrek chega no lugar onde tinha sua casa e se depara com uma árvore morta e infestada de ratos. Real. Real e deprimente. Além disso, as cenas em que ele tem uma crise básica de meia-idade, de frente ao espelho fazendo caretas assustadoras, nos fazem pensar que o ogro poderia muito bem ser um humano, assim, como o robôzinho WALL-E tem expressões humazinadas que levam o expectador a se identificar com o personagem.
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O Burro e o Gato de Botas estão roubando a cena, como sempre. Se Shrek está meio deprê por conta de Fiona não se lembrar dele, os dois que trazem o humor à tona. Com um Burro se perguntando como se casou com uma dragão e o Gato gordo e preguiçoso, o fã vai se divertir relembrando as cenas dos dois longas que merecem crédito. O olhar do Gato continua sendo a coisa mais fofa desse mundo e o Burro, bem, ele ainda é o Burro! Preciso dizer mais alguma coisa?
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Assim, você que é fã de Shrek vai gostar do filme. A série marcou nossas infâncias e ficará para sempre na nossa memória. O capítulo final é, apesar de tudo, um ótimo filme. Ele tem seus deslizes, mas é sim um final mais que digno para a historia do ogro e sua turma. Os aplausos no fim da sessão comprovam.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Top 10 - Filmes adolescentes americanos.


A fórmula é sempre a mesma: high school, garota que se apaixona por um garoto e vice-versa, confusões de sentimentos, aquela garota mala-patricinha-e-invejosa-lider-de-torcida, o fortão do time da escola e o nerd, sempre jogado dentro de um armário. Os filmes adolescentes americanos são, na maioria das vezes, iguais. Porém, de vez em quando, aparecem uns que mesmo tendo essa fórmula tão batida, são legais, engraçados e marcam nossas vidas. Alguns da lista nem são tão formulados assim, como é o caso de "Curtindo a vida adoidado" mas podem ser classificados como 'adolescentes' mais pelo tema mesmo: todo mundo às vezes tem a vontade de matar aula e sair por aí zoando horrores.


Então, em homenagem a esse gênero que as pessoas adoram, mas têm vergonha de admitir - inclusive eu - eis aí o meu top 10 de filmes adolescentes americanos.


• As patricinhas de Beverly Hills - clássico absoluto! Confesso que paro o que estou fazendo toda vez que passa na Sessão da Tarde. É engraçado, fofo e tem uma inocência maravilhosa. Adoro a cena em que a Cher está doando esquis pros pobres e diz pro pai: "Eles também precisam se divertir!" Genial. E, claro, o Josh está na minha lista dos personagens mais cut-cutis do cinema!
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• Meninas Malvadas - Ah, adooooro! E, o melhor de tudo, conversando com um amigo meu da PUC, o Rodrigo (vulgo Pedro), que fez high school nos USA, ele me disse que é exatamente daquele jeito. As mesas divididas, as líderes de torcida burras e o preconceito e a crueldade. Triste, mas, po, real, malvado, cruel e... Maneiríssimo!
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• 10 coisas que eu odeio em você - outro clássico. Só a cena em que o Heath Leadger canta a música do Sinatra já valeria o filme todo, mas ainda é fofo e divertido ao extremo. "Mas odeio principalmente não conseguir te odiar, nem um pouco/ Nem um por um segundo/ Nem mesmo só por te odiar." Lindo!
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• Curtindo a vida adoidado - Todo adolescente quer ser Ferris Buller. Fato.
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• O dário da princesa - esse vale mais pelos livros, que são bem coisinha de adolescente. Mas, msmo assim, têm um humor diferente, meio ácido, com muitas referências à cultura pop, filmes, séries, etc. O filme não manteve isso, mas confesso que faço "ohh" toda vez que vejo o beijo entre a Mia e o Michael, com aquela levantadinha básica de perna que ela dá *-*
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• High School Musical - bobão, mas, ainda sim, bem feito. Admito, a Disney arrasou e fez um filme com tudo aquilo que adolescente gosta. O Troy é um perfeito herói romântico, além de ser o tipo lindão e a Gabriela é a doce mocinha. Tudo certinho, no lugar certinho. E, claro, bem feito como musical, tenho mesmo que admitir... Não podia faltar na lista.
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• Ela é o cara e Tudo que uma garota quer - Só incluí porque eu adoro a Amanda Bynes. Acho ela engraçada e boa atriz, não é maluca ou metida como outras menininhas tipo Lindsay Lohan ou Miley Cyrus. E os filmes são legaizinhos, vai ;)
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• Ela é demais - Freddie Prinze Jr. não podia ficar de fora e seu maior clássico também. "Ela é demais" conta a batida história do bonitão que se apaixona pelo patinho feio. Batida, mas ainda sim, legal. P.s.: créditos para Jana, que me indicou esse filme. Valeu, Jana!
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• Passaporte para Paris - ou qualquer outro das gêmeas Olsen. Afinal, os filmes delas também tem tudo o que uma menina sonha passar: lugares paradisíacos, garotos fofos, muito romance e aventura. Ai, ai, pena que essas coisas só acontecem no cinema.
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E, você, também gosta de filmes adolescente? Não se reprima, pode admitir! E faça sua lista também!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Viva o politicamente incorreto, PORRA!



Eu sei que eu não deveria estar escrevendo sobre um filme que ainda nem estreou no Brasil, pois isso significa que ele foi baixado da internet: ou seja, pirataria. Mas, na sociedade em que a gente vive, que cultua o politicamente correto e as coisas certinhas ao extremo, é muito bom remar um pouco contra essa maré chata pra caralho. Isso mesmo, meus caros, esse é o post da revolução! Ops, acho que me empolguei demais... Talvez nao seja uma revolução aos moldes do marxismo, sei lá. Mas tenho que dizer que é bom pra caramba dar de cara com essas surpresas cinematográficas chocantes e subversivas, como é o caso de "Kick-Ass - Quebrando tudo".


O filme conta a história do nerd magricela e invisível Dave (Aaron Johnson). Viciado em quadrinhos e sabe-tudo sobre as histórias (do tipo que poderia ter uma discussão daquelas com o ícone nerd Sheldon), ele um dia começa a se perguntar porque ninguém nunca colocou uma roupa de borracha, uma máscara e saiu por aí combatendo o crime. Afinal, como ele mesmo diz, os vilões também existem na vida real e alguém precisa combatê-los. Assim, ele compra uma roupa colorida pela internet e sai pelas ruas lutando contra o mal. A atitude dele toma proporções malucas quando um video seu em uma briga cai no YouTube e faz dele uma celebridade instatânea - ele não, o Kick-Ass, claro; um super-herói nunca revela sua identidade. A partir daí, ele passa a conhecer outras pessoas que também fazem isso, como é caso do Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha de doze anos Hit Girl (Chloe Moretz - impagável) que vão tentar ajudá-lo nessa jornada enquanto tentam combater o verdadeiro vilão: o traficante Frank D'Amico (Mark Strong).


"Kick-Ass" é aquele tipo de filme que a gente pode classificar como um achado. Depois de "Watchmen", eu achei que nunca mais ia ver um filme de super-herói do jeito que nossos companheiros nerds sempre sonham. Mas me enganei terrivelmente. Esse daí me surpreendeu tanto que já vi duas vezes e reprisei as cenas mais legais. A maioria delas é protagonizada pela garota Chloe Moretz, na pele da heroína dos cabelos roxos. Hit Girl é a melhor parte de todo o filme. A cena que aparece no trailer: quando ela mata uns vinte caras do tipo armário, sozinha, estourando os miolos deles, enquanto toca uma música muito legal no fundo que eu infelizmente ainda não descobri o nome - é mais do que absurda. É tão maneira, bem feita e divertida que você se mata de rir! A interação da música com cena ficou perfeita.

Aliás, a trilha sonora é outro aspecto a ser elogiado no filme. Tudo quanto é música foi perfeitamente escolhida e cabe certinho nos momentos em que aparecem. E tem de tudo, sabia? Desde o clássico pop/rock americano, passando pelo hip hop - em uma cena muito legal protagonizada pelo nosso herói e seu companheiro Red Mist, papel de Christopher Mintz-Plasse, o garoto McLovin e melhor coisa de "Superbad" - e até uma música que, pasmem, toca no filme "Por uns dólares a mais", com Clint Eastwood.


E ainda por cima, tinha hora que eu me sentia em um filme do Quentin Tarantino. O diretor Matthew Vaughn deve ter buscado inspiração nas matanças sangrentas e nos tiroteitos barulhentos que nosso amigo ítalo-americano tanto se amarra. Hit Girl parecia uma gângster sobrinha de Vincent Vega dado tiro para tudo o que é canto ou esfaqueando as pessoas. Agora, vai dizer que não é no mínimo doido ver um filme onde uma garota de doze anos usa, não uma, mas várias armas e sai matando todo mundo que vê pela frente? E acho que esse é o grande mérito do diretor. Ele não teve medo de ousar e colocar a violência ao extremo, mesmo se tratando de crianças ou adolescentes. Lá estão metralhadoras e bazucas nas mãos de quem quer que seja.

Os mais chatos vão dizer que isso é um absurdo. Que é um culto à violência. Que é por isso que as crianças estão malcriadas, mal-educadas e mal-comportadas (com hífen ou sem hífen, eis a questão!) Pois eu discordo completamente e acho isso tudo um grande balela. Quando eu era criança, joguei "Street Fighter", RPG, jogo que guerra, batia no meu irmão onze anos mais velho que eu e nem por isso matei ninguém ou fiz um ritual de magia negra no cemitério. Se os pais não sabem educar seus filhos, pelo menos admitam e não coloquem a culpa nos outros!

Agora, "Kick-Ass" não é uma montanha-russa louca de violência e sangue. Tem umas partes muito legais que dão o equilíbrio e passam também aquela mensagem do porquê daquilo tudo estar aparecendo. Afinal, a mensagem mais importante é que aquele garoto por quem ninguém dava nada levantou a bunda da cadeira e tomou uma atitude que influenciou toda uma cidade. A partir dele, podemos perceber que não dá para ficar esperando por aranhas radioativas ou seres de outro planeta. São nossas boas intenções que nos fazem heróis. E sua grande lição para gente é que "Sem poder não temos responsabilidade. Exceto que isso era mentira!"

terça-feira, 25 de maio de 2010

TOP 10 - Os mais gatos do cinema.

Meu professor de Comunicação Impressa, o jornalista Lula Branco Martins, é cara que adora contar histórias em suas aulas. E as histórias dele são imbatíveis e engraçadíssimas! Todas estão relacionadas com a sua carreira e falam de ética na profissão, maneiras de conseguir uma matéria e como sobreviver nesse mundo cão do jornalismo. Uma das histórias era sobre uma 'lista do Fluminense', que ele fez quando trabalhava na Revista de Domingo do Jornal do Brasil. Toda semana ele tinha que fazer um Top 10 sobre qualquer coisa. Isso mesmo, qualquer coisa. Uma dessas listas foi sobre o Fluminense dizendo dez coisas que caracterizavam os torcedores. No dia dessa aula, me veio a ideia: porque não fazer top's 10 aqui no blog? Às vezes não vi nenhum filme e fico sem nada para postar. E também seria uma boa maneira de quem lê me conhecer melhor.
Então, para começar, esse top 10 é sobre um assunto que me interessa muito. Hehehe. Os homens bonitos que embelezam os filmes, nos dão um motivo a mais para assitir a alguns (às vezes eles são o único motivo!) e, claro, têm talento também; não são só um corpitcho bonito! Preciso frisar que os caras não estão necessariamente nessa ordem e, claro, essa é a MINHA opinião. Como sou conhecida entre as minhas amigas como tendo pessimo gosto, pode ser que vocês detestem a lista! Mas tentei ser o mais imparcial possível: tipo, não incluí o John Cusack, que eu acho charmosérrimo, mas que tenho consciência de que tem gente muito mais bonita que ele!

Bom, aí vão: Os homens mais bonitos do cinema, pela jornalista Marcelle Soares. Ou seja, eu! :D



• Johnny Depp - esse é O cara. Além de puta talentoso, é charmoso, inteligente, tem borogodó e parece que tem aquela pegada! Enfim, pode-se dizer que é o cara perfeito que toda mulher sonha.

• Humprey Bogart - quando vi 'Casablanca' pela primeira vez me apaixonei. Outro que é um charme só. Mais do que beleza física propriamente dita, ele tem aquele olhar 43 que mata qualquer uma.

• Marlom Brando - esse é um ícone. É só olhar a foto ali embaixo e saber porquê.

• Brad Pitt - eu nem vejo tanta graça nele, mas admito que ele é realmente muito gato. É bom ator, lindo fiscamente, inteligente e carismático. Além de paizão e maridão! Ah, essa sortuda da Jolie!

• Tom Hanks - ah, eu acho ele bonitão. Claro, agora tá velho e meio caído, mas o que dizer daquela carinha fofa de filmes como 'Splash' e 'Um dia a casa cai'? Até em 'Naufrago' ele tá bonitão! Esqueçam o barbão e prestem atenção no tanquinho!

• Al Pacino - o que é Michael Corleone? Eu queria ser a primeira dama da Máfia!

• Clint Eastwood - o que dizer dele nos filmes werstens, de chapéu, barba e arma na mão, olhando para a câmera com aquele carão? A gente se apaixona pelo anti-herói só porque é ele!Agora, além de beleza, o Clint tem uma voz que, peloamordeDeus, é absurdamente sexy!

• George Clooney - Esse daí é como vinho: vai ficando mais bonito com o tempo. Ai, George, viva muitos ainda, hein!

• Russel Crowe - um brutamontes. Mas vai dizer que não achou tudo ele em 'Gladiador' naquela roupa sexy mostrando as pernas, todo suado, defendendo a honra da esposa?
• Clive Owen - eu fiquei na dúvida se botava ele ou não. Tem filme que ele tá bonitão, agora tem outros que ele tá com um cara de bobão! Mas mesmo assim ele ainda é charmosão, tem olhar 43 e é britânico! Só o sotaque dele já mata.


Analisando o resultado, eu percebi que não entrou nenhum cara novinho. Tipo Ashton Kutcher ou meninos bonitinhos do Disney Channel. Eu não gosto dos pirralhos; gosto dos homens de verdade. Dos dez, só três têm olho claro, o que é uma surpresa para mim pois eu adoro homens de olhos claros. Por outro lado, só tem um loiro: o Brad Pitt. Os morenos fazem mais a minha cabeça, mesmo. Desses dez, dois já morreram: Bogart e Brando. Todos eles, mais do que beleza física tradicional, eles foram escolhidos pelo charme na tela e a capacidade de conquistar você ali do outro lado só com um olhar.




segunda-feira, 17 de maio de 2010

"The Goonies" - como é bom ser criança!


Ele tem alma de criança, uma imaginação muito fértil e é o "rei" dos blockbusters. É também o cineasta que melhor representa uma criança na grande tela, que mais entende seu mundo e seuas atitudes. Esse cara é Steven Spilberg, responsável por sucessos como "Tubarão", "Indiana Jones" e "Superman" e, claro "Os Goonies". Feito em 1985, dirigido por Richard Donner e escrito por Chris Columbus (dos dois primeiros Harry Potter) e Spilberg, "Os Gonnies" é um clássico. A história de um grupo de amigos, formados por Mikey, Brand, Bocão, Dado e Gordo, que encontram o mapa do tesouro do pirata Willie Caolho e partem em busco do ouro na esperança de salvar suas famílias do despejo, marcou toda a geração 80 e encanta os espectadores até hoje. Inclusive eu.


O SBT tem esse quê especial de passar uns filmes legais que ninguem mais passa. É claro, no meio de trocentas bombas, mas de vez em quando dá para pescar um filmaço. E semana passada, o Silvio exibiu no SabadoCine "Os Gonnies". Eu parei em frente à tv na expectativa de ver esse filme que nunca tinha visto. Já tinha lido, visto foto, ouvido falar... Tem horas que eu percebo que, apesar de ser cinéfila, não vi filme quase nenhum!


"Os Gonnies" é um filmaço, posso dizer com toda a certeza. Mistura comédia, drama, aventura e amor em uma hora e meia que você nem sente passar. Eu fiquei particularmente feliz de encontrar um filme de criança em que elas não são idiotas ou extremamente infantilizadas. Os personagens principais do filme saem em busco do tesouro preocupadas com o despejo de suas famílias, ou seja, elas nao são burras ou alienadas. Se enchem de coragem para salvar a cidade que será transformada em um enorme campo de golfe! (eu entendi direito?!) . Isso é uma marca de Spilberg, que sempre faz crianças mais profundas, como o garoto Elliot, de "E.T."


Porém, entretanto, contudo,todavia, eles ainda são crianças. E o mais legal é vê-las ainda se comportando como crianças. Essa história de acreditar em pirata, que criança nunca quis ir atrás de um tesouro de verdade? Tem outra coisa legal: eles saem por aí de bicicleta! Pode parecer estúpido mas eu achei isso tão legal! As crianças andam tão computadorizadas hoje em dia que é muito maneiro ver que se pode ter uma aventura com coragem e uma bicicleta!


Outra coisa marcante no filme é a família Fratelli. São bandidões bem malvados, liderados pela Mamma, que se escondem bem no restaurante abandonado onde as crianças acham que o teouro está. Ela tem três filhos: dois bandidos, meio confusos e doidos, mas ainda bandidos; e o monstro Sloth, o personagem mais marcante do filme. Ele caiu do berço várias vezes quando era criança e cresceu preso a correntes. Do decorrer da história, depois de assustar muito as crianças, ele faz amizade com Gordo, com quem compartilha uma paixão: chocolate. Na verdade, Sloth tem um bom coração e não é violento. Ele é só grande demais e, por ser deformado, acaba assustando as pessoas, mas sem querer.


"Os Gonnies" é portanto um filme raro. Pelo menos pros padrões atuais ele é. Não se fazem mais filmes como esse atualmente, onde as crianças ganhavam um show de imaginação, e não um show de efeitos especiais sem magia nenhuma. É isso que falta no cinema: magia! E para se ter magia não precisa de efeitos mirabolantes ou pirotécnicos. Crianças querem aventura, querem se sentir dentro do filme, querem é passar duas horas sonhando que é possível encontrar um mapa, um pirata, um tesouro. Que eu também posso ir lá, de bicicleta, encarar bandidões e viver uma aventura inesquecível. E isso tudo é em parte responsabilidade daquele cara com alma de criança, que adora uma aventura. Vlaeu Spilberg, por mais esse filmaço! A criança dentro de mim agradece!

domingo, 25 de abril de 2010

"Moulin Rouge!" - Espetacular, Espetacular!




Quando eu dizia para as pessoas que nunca tinha visto "Moulin Rouge" era sempre a mesma coisa: "Nunca??" - acompanhada de uma cara muito assustada. Agora, isso acabou. Ahá! Graças a Marina, minha amiga da PUC que me emprestou o DVD, nunca mais ninguém vai me olhar como se eu fosse um E.T.!



"Moulin Rouge! - Amor em vermelho" é escrito e dirigido pelo autraliano Baz Lurhman. Feito em 2001, o musical conta a história de Christian (o gatíssimo Ewan McGregor) um escritor que vai morar em Paris no ano de 1889. Lá, ele conhece a bela cortesã (vulgo prostituta) Satine , interpretada por Nicole Kidman, e logo se paixona por ela. Porém, para realizar o espetáculo que o grupo de teatro e o dono do cabaré Moulin Rouge tanto desejam, Satine é prometida com exclusividade ao duque, que financiará a construção do teatro. Começa então a história de amor proibida de Christian e Satine.

Existem diversos aspectos a serem elogiados no filme. E terei que me controlar para não fazer um post enorme! - pensa, Marcelle, você é jornalista. E o lema do jornalista é concisão, concisão e concisão. Então, vam'bora. Primeiro, as atuações. Nicole Kidman está linda e maravilhosa! Ela encarnou a Satine de tal maneira... E o Ewan McGregor? Charmoso, o perfeito herói romântico que qualquer mulher se apaixonaria. Aliás, eu mesma me apaixono toda vez que ouço ele cantar "How wonderful life is now you're in the world!". Outro personagem marcante é o Toulouse, interpretado por John Leguizamo, que foi um importante pintor e litógrafo e dá um toque de humor maravilhoso ao filme. E tem um cara que não tem uma única fala, o capanga do duque que, apesar de portar uma arma o filme todo, é muito carismático! O cara não precisou falar um ai nas duas horas para ser um personagem marcante. Mérito pro ator!

Em segundo lugar, é preciso elogiar a direção de arte do filme. Poucas vezes eu vi cenários tão impecáveis quanto em "Moulin Rouge". É simplesmente deslumbrante ver o cabaré, as dançarinas, o "Elefante" até o apartamento simples que Christian e os outros revolucionários moram. A fotografia também é linda é propositalment marcante. Os momentos alegres são cheios de tons avermelhados e as cenas tristes têm aquele clima azulado. O contraste entre o iluminado e o escuro força o expectador a acompanhar, como em uma montanha-russa, o clima do filme todo. E assim nós vamos, ficando alegres quando Satine e Christian estão alegres, tristes nos momentos deprimentes. Talvez a única excessão para isso seja a importantíssima cena no final, que não vou contar pra não estragar. É uma cena triste, mas que acaba tendo cores vivas por força da situação.

A direção frenética e louca de Baz Luhrman também é show de bola. A mistura do século XIX com elementos atuais não ficou forçada. Muito pelo contrário, ficou hiper original, deixou o musical mais divertido e envolvente. E, claro, divertissímo. Impossível não rir na cena em que o dono do cabaré canta "Like a virgin" da Madonna. Isso só para citar uma das inúmeras músicas atuais que compoem a linda trilha sonora do filme, ao lado, é claro, das músicas românticas do casal principal. As danças, o can can, as românticas, o tango, tudo foi maravilhosamente ensaiado e maravilhosamente filmado fazendo com que fique maravilhoso de assistir.


Enfim, "Moulin Rouge" é um super musical, envolvente, emocionante e muito divertido. A história aparentemente comum e tantas vezes mostrada - o amor proibido - ganha novos contornos nesse musical pralá de moderno. Maravilhoso, estupendo, exuberante, charmoso, atraente e hipnotizador. São tantos os adjetivos que se encaixam na descrição desse filme... Eu poderia ficar posts e posts aqui descrevendo o quão marvilhoso ele é. Mas não precisa, seria chover no molhado... Só preciso dizer uma coisa: se você ainda não viu, ahh, arrume uma Nina na sua vida! Porque, como não se pode viver sem amor, não se pode passar pela vida sem ter visto "Moulin Rouge"!






























terça-feira, 6 de abril de 2010

Armargedon? Impacto Profundo? 2012? Não, 05/04/2010!


O que aconteceu ontem e continua acontecendo hoje no Rio de Janeiro é algo inimaginável. As proporções são gigantescas e ninguém era capaz de prever uma chuva equivalente a 300 mil piscinas olímpicas em apenas 24h. E o resultado: caos completo, culpa da falta de infra-estrutura da cidade e da falta de educação de quem joga lixo onde não deve.



Por volta das cinco horas da tarde de ontem, uma chuva torrencial começou a cair em todo o Rio. Eu estava na PUC e tinha acabado de sair para fazer um lanche. Mesmo vendo a chuva, nunca ia sonhar com que me esperaria às sete horas, quando as minhas aulas acabaram. Tinha onda nas ruas da Gávea e, em cinco metros de caminhada, metade da minha calça já estava encharcada e eu tinha poças dentro do meu All Star. Meu objetivo era pegar o 460 (Leblon/São Cristóvão) pois achei que isso era o suficiente. Na minha doce inocência, eu até pensei "Poxa, tomara que a Borges de Medeiros - rua que beira a Lagoa Rodrigo de Freitas - não esteja tao engarragafada para eu chegar a tempo de ver CSI Las Vegas!". Eram sete horas e achei que até as nove e dez eu estaria em Marechal. Ledo engano. Nove horas eu ainda não tinha nem chegado ao túnel Rebouças. Quem conhece, sabe que esse trajeto é feito, em dias sem trânsito, em uns quinze/vinte minutos. O trajeto total do ônibus eu já fiz em meia hora em dias excelentes. E ontem, foram seis horas e meia dentro daquele ônibus, quase todo fechado por causa da chuva. Minha única companhia era o radinho do celular, onde ouvia na Band News o que eu mais temia: Praça da Bandeira completamente alagada. Ou seja: pra mim, o fim das esperanças de chegar em casa ainda no dia 05 de abril. Depois dessas seis horas a mais, cheguei em São Cristóvão e encontrei o meu pai héroi, que saiu de casa aquela hora, com nosso carrinho velhinho que anda meio mal das pernas, mas pronto para me socorrer. A partir desse momento, eu me tranquilizei: pelo menos não estava sozinha. Mas nas quase duas horas seguintes ficamos os dois "costurando" pelas ruas da Zona Norte, fugindo dos pontos de alagamento. Lá pelas três da madrugada, eu consegui passar pela soleira da minha porta, rezando e agradecendo muito a Deus por ter me ajudado a, apesar de tudo, chegar bem em casa.



E o fim do meu dia foi o seguinte: um belo banho com direito a álcool nas pernas para matar os 'micróbios' e um belo jantar seguido de sorvete, colomba pascal e chocolate; tudo isso assistindo a "Veronica Mars" no TeleSeriados do SBT. Danem-se as calorias, os carboidratos durante a noite e a dieta engordiet. Depois disso tudo, eu merecia, né?



Agora, como algo dessa magnitude foi capaz de acontecer no Rio? De quem é a culpa dessa história toda? Pra mim, um pouco do governo, que não investe em infra-estrutura adequada. Imagina uma chuva dessas em 2016, no meio das Olimpíadas? Outra parte da culpa é da própria população, que, mesmo sofrendo há décadas com tragédias decorrentes da chuva, continua jogando o lixo onde bem entende. Ou vai dizer que você aí nunca presenciou alguém jogado lixo pela janela do ônibus? Esse lixo entope os bueiros, que limpos já não são suficiente; sujos então...



Se 2012 ainda estivesse sendo filmado, Roland Emmerich bem que podia usar as imagens de reportagem como cenas do filme. Aquele alagamento gigantesco por toda a cidade, carros abandonados por todo o lado, gente que desceu dos ônibus e seguiu o caminho a pé (como foi o caso de muita gente que estava no mesmo 460 que eu) , pessoas ilhadas, gente passando mal, mães com crianças de colo no meio da chuva, grávidas desesperadas, gente que desligou o carro no engarrafamento e parou para bater um papo com os "vizinhos" de tragédia, deslizamentos de terra, gente perdendo suas casas, gente perdendo familiares e amigos que morreram soterrados ou afogados. Enfim, algo muito mais terrível do que aquele Cristo Redentor se espedaçando... Mas é sério, parecia cena de filme mesmo. Agora, se algum dia fizerem um filme sobre o dia 05/04/2010 no RJ, deve privilegiar o caos psicológico na cabeça das pessoas. Imagina não saber se você vai conseguir chegar em casa? Imagina estar às duas da madrugada em uma cidade como essa, temendo arrastão, assaltos? Saber que nem a polícia, nem os bombeiros, nem a Defesa Civil podem chegar até você?



O que nos resta agora é rezar pelos mortos e feridos, por quem corre o risco de perder o pouco que tem e para que isso nunca mais aconteça. Mas rezar só não adianta, pois sem o posicionamento do poder público e sem uma mudança de atitude da população, nem Deus pode fazer esse milagre sozinho.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Laranja Mecânica": um pouco da velha ultra-violência.


Feito em 1971, "Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick, é um marco na história do cinema. Conta a forte história de Alex (Malcolm McDowell) um jovem sem limites e extremamente violento, cujo passatempo favorito é espancar velhinhos e estuprar mulheres. Entretanto, um dia ele é preso e aceita ser cobaia de um tratamento intensivo e polêmico para "retirar" toda a violência nele contida. "Laranja Mecânica" ficou conhecido como um filme politicamente incorreto, chegou a ser proibido em alguns países, foi retirado de circulação pelo próprio Kubrick e se tornou - não tem palavra melhor - uma lenda!


Como toda lenda, "Laranja Mecânica" sempre foi cercada de mistérios. Teve uma época que ele só podia ser visto escondido, emprestado por baixo dos panos, como se fosse contrabando, com uma imagem péssima, a gravação da gravação. Tudo porque algumas pessoas começaram a achar que tudo aquilo que aparece era como se o Kubrick estivesse dizendo "Olha, que legal! Estuprar e espancar!". Claro que não era isso; mas as cenas eram tão fortes e tão reais para a época, que gangues começaram a se espelhar. Quem aí nunca ouviu falar da famosa cena do estupro ao som de "Singing in the rain", por favor saia do blog e se mate. Qualquer reles mortal já pelo menos ouviu o eco dessa história. Na época, os garotos começaram a cantar essa música em seus estupros. E a culpa caiu para cima de quem? Mr. Stanley Kubrick, que se tornou o "responsável" pela onda de violência que se instaurou. Por esse motivo, ele se viu obrigado a retirar o filme. E durante muitos anos, "Laranja" foi sinônimo de mistério; aumentado pelos boatos de gente que saiu vomitando do cinema durante as exibições.


Claro que, pros padrões atuais de carnificina alá "Jogos Mortais" e seus discípulos, "Laranja Mecânica" é brincadeira de criança, filme da Tela Quente. Porque simplesmente tripas não escorrem e não tem nenhuma cabeça aberta com o cérebro à mostra. Então, você me perguntará, por que diabos tanto drama? A questão central é exatamente essa: Kubrick nunca deixou nada à mostra. O terror psicológico de você quase-ver, quase-chegar-lá, ou só ouvir os gritos da pessoa atacada é pior do que ver a coisa em si. Na supracitada cena do estupro, a gente nem vê o estupro em si. Mas aquela preparação... Já dá arrepios...


Quando chega a parte do tratamento, a coisa piora. A tortura que fazem ao Alex nos atinge também e, juro, você passa a quase ter pena dele. O sofrimento psicológico é mais forte e mais intenso que a tortura física que ele causou nas pessoas. E ele sofre, sente dor de verdade, náuseas. E você lá, junto com seus anti-herói. Esse é outro fato interesse no filme: você torce pelo Alex. Mesmo sendo contra todos os seus princípios torcer por alguém como ele, mentiroso, violento, estúpido e cruel. Ele faz aquelas atrocidades na primeira parte do filme por pura e simples diversão. E agora você me pergunta: como torcer por um cara desses? Pois é, mas você torce. E muito.


Nos extras do DVD do meu irmão, tem uma entrevista com o filho do Malcom McDowell na qual ela diz que já encontrou gente que abriu a camisa no meio da rua e mostrou uma tatuagem enorme do pai dele no peito. Aquela cara do Alex, os cílios postiços e o chapéu-coco se tornaram um símbolo. Você não precisa ter visto o filme para saber quem ele é e o que ele se tornou na mente de tanta gente: sinônimo de ultra-violência. E, claro, McDowell se tornou sinônimo de puta ator.

Mr. Stanley Kubrick nunca fazia algo meia-boca. Nem dois filmes iguais. Quando resolveu fazer ficção científica, ele fez O filme de ficção científica. Quando decidiu se aventurar pelo suspense, ele fez, para muitos, O filme de suspense. E isso não foi diferente com "Laranja Mecânica". Ele fez O filme sobre a cultura jovem. O mais forte, o mais intenso e, pode acreditar, o mais inesquecível.
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Ps.: Eu demorei quase dois meses escrevendo esse post e confesso que, ainda sim, ele não me agradou. Escrever sobre obras-primas é extremamente complicado porque, sinceramente, não me sinto ainda capaz o suficiente para tecer algum comentário realmente válido sobre. Entretanto, assistir "Laranja Mecânica" e não escrever sobre ele seria pior ainda. Um filme como esse deve ser visto e comentado, para que todos se sintam interessados em assistí-lo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um pouco de tudo em um post só.

Eu larguei esse blog às traças. Ô desgraça... E, mais uma vez, por motivo de forças maiores. Tipo, o computador queimar bem quando eu precisava dele apra terminar o relatório de estágio nas férias. Tudo bem, tudo bem... Ele sempre me sacaneia nessas horas. Por causa disso, eu parei de comentar sobre os filmes asssitidos, não comentei sobre os indicados ao Oscar, a cerimônia do Oscar e tudo o que vem acontecendo no mundo da sétima arte nesses últimos meses. Agora que o computador voltou a funcionar, esse post tem como objetivo colocar em dia tanto assuntos pendentes.
Primeiro: o Oscar. Fiz um postezinho correndo dizendo que fiquei feliz de "Avatar" ter perdido as principais categorias. Eu não gotei, achei o filme só técnico e, além dessa parte, não tinha novidade nenhuma. E um filme assim não pode ganhar o Oscar de Melhor Filme, né não? Eu gostei da cerimônia toda, apesar de ter visto só a metade - culpa da Globo e do BBB. Mesmo assim, vale a pena só pra ver o Zé Wilker e seus comentarios hiper irônicos e engraçados.
Agora, os filmes vistos esses meses. Primeiro, o lindo-perfeito-maravilhoso-e-gostoso Johnny Depp em "Don Juan". Preciso dizer mais alguma coisa? E, segunda, eu vi "Eclipse de uma paixão", um filme com o DiCaprio e o David Thewlis, o Lupin de Harry Potter. Eu tenho poucos comentários sobre esse. Na verdade, como eu tenho que fazer um trbalho sobre ele, fica complicado simplesmente ver e "sentir" e filme... Sei lá. É diferente. Mas tenho que comentar que é MUITO estranho ver o "Lupin" branquelo daquele jeito pelado no filme... Hehehehe.
É isso. Eu vi muitos filmes nesse meio tempo, mas como lembrar de todos?? Vou volvar os poucos que lembro aqui, ok?
• "Morte no funeral": Legal, divertido e engraçado. Um bom passatempo para um dia modorrento.
• "Férias ao Sol": filme das gêmeas Olsen. Precisa falar mais alguma coisa?
• "Eu vos declaro, marido...e Larry": eu ri. Apesar de ter o Adam Samdler. Eu não vejo graça nenhuma no Adam Sandler.
O máximo que eu consegui lembrar foram esses três. Eita, Alzeimer... Tô ficando velha! :D

segunda-feira, 8 de março de 2010

[Correndo...]

Ui, estou na sala de computadores da faculdade escrevendo correndo só pra deixar aqui a minha felicidade de ver "Avatar" perder o Oscar de Melhor Filme. Juro que, quando meu amado Tom Hanks anunciou o resultado, eu pulei de felicidade em plenas duas horas da madruga e, confesso, fiquei parecendo uma louca pulando sozinha na sala. Mas enfim, o que importa foi ver o dinheiro e o excesso de glamour exagerado perderem para um filme mais inteligente, mais criativo e, o principal, com mais história.

Espero comentar melhor outro dia e PROMETO MESMO que esse blog vai ressurgir das cinzas. Como a Fawkes!

Beijos porque eu tenho que ir: minha aula vai começar! :D

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Kinsey: vamos falar de sexo"


Epa, pessoal. Calma aí. Não pensem que eu estava vendo algo como "Sex Hot" sei lá. Afinal, eu nem tenho tv a cabo! O filme do título estava passando na Globo, lá para umas duas e bráu da noite, depois de "Lost" (que, aliás, está um saco... mas isso é assunto para outro post.) Enfim, o Intercine é especialista em passar esses filmes que você só pode ver nessa faixa de horário e lá estava eu, mandando o sono e o calor pro espaço, assistindo a esse filme que, apesar do título, não é pornô!



Na verdade, ele conta a história real de Kinsey (Liam Neeson), um biólogo estudioso de vespas, que causa alvoroço na sociedade norte-americana ao lançar em 1948, um livro sobre o comportamento sexual do homem. Ele começa seu estudo ao percebeer como seus alunos na universidade não sabem nada sobre sexo e chegam à sua sala com perguntas como "Masturbação dá câncer?". O resultado desse estudo é um livro polêmico, mas que revolucionou aquela sociedade tão cheia de dedos quando o assunto é sexo.


Eu recomendo o filme a todos, mas aconselho cautela. Ele é bem direto e, se você é evergonhado como eu, não assista ao lado dos seus pais! Ainda mais se você foi uma leitora, afinal, ninguém quer ver um nu masculino frontal com o papai sentado do lado... Além disso, o filme tem inúmeras sequências de sexo, o que também pode causar um certo desconforto. Mas, mesmo assim, insisto em dizer que não é um filme pornô. Sabe aqueles videos educativos que todo mundo já viu sobre n assuntos? Então, é só educação. Você vê uma imagem de uma penetração, mas Kinsey tá lá explicando sobre os aspectos técnicos da coisa toda... E isso é bastante interessante porque, mesmo com tantas imagens que poderiam deixar os espectadores mais tímidos como eu vermelhos como um tomate, ele não é envergonhante, pois é como se você tivesse lá simplesmente aprendendo anatomia.


Mas a melhor parte da coisa toda está mesmo no método que o Kinsey usa em suas pesquisas. O cara simplesmente chega pra pessoa e diz "Quantas vezes você se masturba por dia?", "Você já fez sexo com quantoas pessoas?", "Em quais posições?", etc etc etc. Imagina na década de 40/50 alguém chegar para ovcê eprguntando isso? É, no mínimo, extremamente curioso... Mas ele criou todo um esquema super interessante para deixar as pessoas à vontade para abrir seu coração e seus segredos sexuais mais obscuros.


Assim, o filme conquista, é diverdito pra caramba e te prende naquela história magnífica. E podemos ver o que um homem conseguiu fazer com a mente de toda uma nação: uma grande revolução.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Efeitos especiais e...?





Eu vi "Avatar" um dia desses com as meninas: Ana, Flavi e Reh. E com a pressão mais alta e os belíssimos comentários das meninas ao longo do filme (tipo: "como eles vão transar se ele não tem piu-piu?") eu pude prestar mais atenção à película de James Cameron, que alguns por aí estão chamando de 'o melhor filme de todos tempos'. Hãn? Eu entendi direito? Quer dizer que "Avatar" tirou o posto do GENIAL "Cidadão Kane", do GÊNIO Orson Wells? Como diria Michael Kyle: 'errrrr... não.'

Explicando o filme: o planeta Pandora está recebendo militares cujo objetivo é se apossar de uma mina muito preciosa que está bem embaixo da moradia dos aborígenes, os Na'vis. Junto com eles, um grupo de cientistas tenta estudar as estranhas espécies do planeta e a relação dos indígenas com as plantas e os animais. É algo mais do que simples respeito, é como se fosse uma rede, repleta de ligações, como o próprio cérebro humano. Nesse cenário surge Jake Sully, um militar que está paraplégico e vai parar em Pandora para continuar o estudo iniciado por seu irmão que foi assssinado durante um assalto. Como o DNA deles é igual, ele pode usar o Avatar - ser criado pela mistura do DNA humano e dos Na'vis - que tinha sido feito para o irmão.

A partir daí começa aquela história toda: homens maus que só querem as terras indígenas; um homem que, a princípio tinha esses mesmo pensamentos, mas que depois se apaixona pelas tradições e por uma nativa, muda de lado e desencadeia uma grande guerra. Guerra com direito a super aviões, helicópteros ou naves espaciais esquisitas com duas hélices (!) que, segundo a Ana, é só pra ficar maneiro! Mas pera ae, isso tudo de índio, guerra e amor entre raças diferentes me lembra.... "Pocahontas"!! Pois é, eu tentei, eu juro que tentei, mas para mim Jake Sully era John Smith e Neytiri era a índia Pocahontas, casal que tanto povoou minha imaginação lá pros meus cinco aninhos *-*

Eu nem preciso dizer nada dos efeitos. É algo além das minhas palavras. Completamente, absurdamente, inteiramente espetacular. E olha que eu nem vi em 3D, hein? Todas as sessões já estavam lotadas e nós ficamos de fora. Imagina ver aquilo em 3D? Já é real demais em 2D. O planeta é lindo, todos aqueles bichos alá Pokémon também e, claro, fica a sensação de que tudo é real, que, caso a gente arranje uma super nave espacial, podemos ir parar e Pandora. sim, retiro o que disse sobre "2012". Nenhum outro filme tem chance de ganhar o Oscar de Efeitos Especiais concorrendo com "Avatar" - só "2001 - uma odisséia no espaço", mas aí também já seria sacanagem. Com esse ninguém briga...

Agora, eu acho que podia ter algo mais. Não sei explicar exatamente o quê, talvez um diferencial no roteiro, sei lá. Só efeitos especiais não me conquistam assim, completamente. E por isso, "Avatar" acabou não me conquistando completamente. Mas fica a mensão honrosa ao James Cameron por realmente ter nos proporcionado uma experiência cinematográfica impressionantes.

Ps: para quem, assim como a minha amiga, fiocu curioso para saber como os os Na'vis fazem sexo, eis a reportagem do Omelete. com http://www.omelete.com.br/cine/100024347/Zoë_Saldana_explica_como_os_Na_Vi_fazem_sexo_em_Avatar.aspx









Sim, eu aluguei "Orgulho e Preconceito" de novo!


Bom, a história é a seguinte: eu fui semana passada na locadora e aluguei três filmes do Harry Potter - porque, sabe como é, eu gosto de gastar dinheiro a toa - e fiquei com eles durante todo o recesso de fim de ano. Infezlimente, o pessoal aqui de Mal. Hermes não cuida nada bem dos DVDs da locadora e parece que eles foram arrastados no chão de tão destruídos. Resultado: quem disse que eu consegui ver "A câmara secreta" toda? Fui devolver e obviamente reclamei com a atendente, porque 'aquilo era um absrudo, como as pessoas cuidam do dvd assim, etc' Para minha - grata - surpresa, ela disse: 'Olha, você tem duas opções. Ou você espera a gente madar o menino que limpa eles consertar ou você pega outro filme de igual valor e leva sem pagar nada.' E não podia ter sido melhor! Ganhei de Natal do Mintira o livro "Orgulho e preconceito" e estava louca para ver o filme de novo! Tudo bem, eu podia ter alugado Star Wars, já que não vi o episódio V inteiro no domingo; ou qualquer outro filme inédito para mim. Mas a verdade é que eu estava morrendo de saudades do Mr. Darcy!


A razão desse post é escrever de novo sobre o filme, só que com um novo olhar. O primeiro post, lá atrás, é repleto de emoção, escrevi do fundo do meu coração mesmo e nele só tem espaço para romance, cenas lindas, arrepios e coração disparado. E sei que deixei de lado o excelente trabalho que o Joe Wright fez na direção. Além disso, agora que li o livro, posso parabenizar a roteirista Deborah Moggach pela fidelidade e respeito a obra de Jane Austen. As falas são praticamente idênticas, assim como a trama toda em si. Algumas coisas são diferentes, é claro, pois é difícil simplesmente transpor o livro. De tão fanática que estou, vi o filme com o áudio comentado do diretor e ele explica como foi laborioso transpor principalmente as inúmeras cartas presentes no livro. Segundo ele, cartas não são nada cinematográficas.


Então vamos por partes. Primeiro, o roteiro. O final é diferente, mas nada que atrapalhe a adaptação. É só ver "Wacthmen" sendo elogiadíssimo pelos fãs da HQ mesmo tendo um final diferente. Os diálogos têm a mesma linguagem do século XVIII, ou seja, não foi modernizado para um fácil entendimento - não que seja dificil entender claro, mas é tudo bem pomposo, como mandava o figurino da época.


Segundo: Joe Wright. Eu sou apaixonada por planos longos e ele abusa desse recurso no filme. Acho que dá uma veracidade maior ao que está aconcendo. Por exemplo, no grande baile de Netherfield, a câmera passeia pelos cômodos da mansão, mostrando o que cada personagem está fazendo. Você se sente como se fosse mais um convidado, um sortudo que está assitindo a tudo de camarote. Só falta ser convidado para dançar - de preferência pelo Mr. Darcy! Essas cenas são super difíceis de fazer, porque todo mundo tem que estar muito bem ensaiado, mas acho que vale a pena. Fica muito bonito, com mais alma e mais emoção, fatores às vezes retirados com o excesso de cortes. Aliás, a grande dança de Darcy e Lizzie, nesse mesmo baile, foi filmada em vários planos e em um longuíssimo. E Wright acabou escolhendo o longo, por ter 'tudo o que a montagem passava, e muito mais.' No fim, ainda no tal áudio comentado que falei anteriormente, o diretor se autocriticou (com ou sem hífen?!) por achar um pouco piegas aquilo ali. Mas, po, um romance tem que ter umas ceninhas mais fofuchas, né? Senão, qual é a graça? E nem achei tão piegas assim. A cena na chuva tem um quê a mais de piegas, porque todo bom romance tem que ter uma cena na chuva. Mas nem reclamo. Aquele aguaceiro só realçou os belos olhos do Mr. Darcy - brincadeirinha, Mintira!


A fotografia e a trilha sonora também são de cair o queixo. Queria saber como baixar as músicas do filme, mas acho difícil conseguir. As paisagens da Inglaterra e as grandes mansões imponentes dão um toque pralá de especial. O figurino é super fofo; amei aqueles lacinhos de fita que as Bennets usam o tempo todo. Até a Mary, a irmã mais séria, tem um figurino fofo.


Enfim, é isso. Sei que é meio chato ler sobre um filme de novo, mas, depois de assiti-lo mais calma e menos apaixonadamente, acho que ele merece um post que aborde seus aspectos técnicos também, que são tão maravilhosamente realizados. Os planos muito bem escolhidos, a sequência, o roteiro, a fotografia. É tudo magicamente bem feito.


Agora, um segredinho, só entre a gente: o Mr. Darcy ainda é a melhor coisa desse filme!