sábado, 11 de setembro de 2010

Apenas o fim - O bloco do eu sozinho...





Hoje eu parei para ver o grande filme do circuito alternativo universitário dos últimos anos: Apenas o fim. Do estudante da PUC-Rio Matheus Souza, o filme foi ovacionado, ganhou um monte de prêmios e logo se tornou cult. Mas agora eu me pergunto, por quê?

Tudo é uma questão de expectativa. Como já aconteceu milhares de vezes, várias delas escritas aqui no blog, é muito triste você ouvir muito sobre um filmes e esperar tanto dele ao ponto dele se tornar uma decepção. Foi o que aconteceu hoje.

Outro dia, no meu estágio, o pessoal estava comentando como "Apenas o fim" era ótimo e como Matheus Souza era um gênio (?!), que o roteiro era genial e que ele era o grande representante do curso de cinema da PUC. A última opção tudo bem, há muito tempo ninguém fazia algo que ganhasse tanta repercussão no nível universitário. Daí a Matheus souza se tornar um gênio, me desculpe, mas é exagerar tanto que nem tem uma palavra em português para isso.

O roteiro é interessante, mas não tem quase nada de inteligente. Não é uma coisa de Quentin Tarantino, em que o cara joga o verde e se você pegar, parabéns, se não, perdeu playboy. Matheus Souza simplesmente tacou no liquidificador sua infância e adolescência, como se o filme fosse uma desculpa para homenagear toda a sua vida. Não que isso seja ruim, a história é até bem interessante só que o problema é que os diálogos ficaram meio forçados. Se esse é, como foi dito, o "retrato de uma geração", eu e todos os meus amigos não se encaixam nessa tal geração, me desculpe.

O que eu mais gostei foi da direção mesmo. Não sei se foi por falta de equipamento, por estilo, sei lá, mas o filme é quase todo filmado em planos longos. E eu adooooooooooooro planos longos, acho que é a melhor maneira de ver realmente o ator trabalhando e não naquela corta-corta sem fim. Ficou com a maior cara de teatro, o que combinou com o jeitão meio alternativo do filme.

Assim, acho que o cara tem mérito. O filme é fofo - bobinho, mas fofo - e para quem não teve quase nada de patrocínio e filmou tudo com as câmeras da faculdade, até que saiu um trabalho bem legal. Pena que tem gente exagerou quando elogiou o cara. Se eu não tivesse escutado esses comentários, talvez eu tivesse gostado bem mais.


P.s.: valeu mais ainda a música do Los Hermanos no final do filme. Ê, saudades!

P.s. 2: Eu sei que a PUC inteira vai me matar se ler esse post. Eles realmente são completamente fãs do filme, mas fazer o quê. Gosto é gosto. Mesmo que eu ache que sou a única pessoa na face da Terra a criticar publicamente o filme.






3 comentários:

  1. Engraçado isso de gosto,né? Eu gostei muito do filme.Achei os diálogos leve e reais, com o seu toque de brilhantismo.Não é um filme de gênio porque o Matheus ainda não tem experiência pra isso. Porém, achei muito bom pro que se propõe.
    É como eu disse,gostos são assim mesmo.

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  2. Expectativas é sempre um problema. A gente tem que se policiar muito para não tê-las.
    Mas eu gostei do filme, passei a gostar menos com o tempo, mas na época saí do cinema bastante satisfeito. Só acho-o um tanto vazio, se tirarmos o bando de diálogos sobre cavaleiros do zodíaco, cinema, cultura pop e nerdices, enfim, não sobra quase nada.

    []s!

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  3. tenho que dizer que eu sou outra pessoa que não gostou do filme.. nem um pouco. e não entendeu o porquê das pessoas gostarem tanto.

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