quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quando o que já é bom fica melhor ainda.



O que dá se você juntar Quentin Tarantino, o maior diretor dos anos 90, com CSI Las Vegas, uma das mais importantes e influentes séries de todos os tempos? Um episódio foda, claro! Com 1h22min, Grave Danger ou Perigo a sete palmos em português, mostra os nossos CSIs tendo que investigar o sequestro do criminalista mais gente boa do laboratório, Nick Stokes. Ele é enterrado vivo e o sequestrador coloca uma câmera do "túmulo" onde todo mundo fica vendo o drama dele enquanto o oxigênio disponível vai acabando.

CSI Las Vegas estreou em outubro de 2000 nos EUA e foi criado por Anthony E. Zuiker. Ela conta a história de um grupo de cientistas forenses da polícia de Las Vegas, cujo objetivo é investigar crimes em circunstâncias incomuns. Apesar das histórias meio viagem na maionese, CSI é real e os criadores garantem que todos os equipamentos e técnicas usadas na série existem de verdade. Mas, é claro, nem no melhor laboratório do mundo, um resultado de DNA sai em um dia. Mesmo assim, CSI é considerada uma das melhores séries da história e tem dois "filhos": CSI Miami e CSI Nova York. É, mas sem o mesmo charme.

E no outro lado dessa história tem Quentin Tarantino, o diretor, ator e roteirista ítalo-americano, conhecido por roteiros não-lineares, diálogos rápidos e uso de violência extrema. São dessa mente genial clássicos como "Pulp Fiction", "Cães de Aluguel" e "Kill Bill". Tarantino também dirigiu e participou de dois episódios de "Alias", outra série famosa e importante.

Essa mistura rendeu um dos melhores episódios de séries que eu já vi na vida. E como são dois episódios (especificamente a season finale da 5ª temporada), ficou com a maior cara de filme. Tarantino imprimiu seu ritmo, seu estilo, mas ao mesmo tempo respeitou cada um dos personagens e a história da série. E, cara, ficou espetacular.

O episódio começa com Nick (George Eads) indo para a cena do crime dirigindo o seu carro e cantando uma música que está tocando na rádio - muito Tarantino. Em outra cena, dois técnicos do laboratório conversam sobre casualidades enquanto jogam um jogo de tabuleiro - outra cena muito Tarantino. Outro momento em que, mesmo sem saber, você percebe que tem o dedo do Quentin é que uma música tem função crucial no desenvolvimento da trama.

Aliás, que desenvolvimento! Ver o Nick enterrado é completamente desesperador e eu juro que cheguei à beira das lágrimas no clímax do episódio. E não porque foi dramático porque o Tarantino não faz essas coisas de filme da Julia Roberts, não. A tensão é extrema, como eu nunca tinha visto em nenhum episódio de CSI (e olha que eu sou fãzoca mesmo, hein!) e é de uma crueldade e violência absurda. Mas é claro, não podia ser diferente, pois isso é o Taranta que a gente tanto ama.

A fotografia e a direção de arte sempre são maravilhosas, mas não teve nenhuma diferença dos outros episódios da série. O clima escuro combinando com as luzes de Las Vegas mostra que aquela é a equipe do turno da noite. Não que todas as cenas sejam assim e Tarantino aproveitou como ninguém os momentos à luz do dia, como é o caso da cena memorável dentro de uma casa abandonada. Não falarei mais nada. Só vendo pra saber. Mas prepare-se. É maravilhoso.
Ah, e eu não posso esquecer dos diálogos que são ainda mais espetaculares que normalmente. O episódio destila muito mais daquela ironia, daquele sarcasmo que é maravilhoso e meio politicamente incorreto quando se trata de uma série tão séria. Mas, e daí, politicamente correto é um troço chato pra cacete. E quem melhor que Quentin para nos provar isso mais uma vez?

E, assim, CSI Las Vegas e Quentin Tarantino nos mostram que o que é bom pode, sim ficar melhor. Muito melhor. Infinitamente melhor. Pros fãs de cinema e seriados como eu se deliciarem. Ui.




sábado, 10 de julho de 2010

O primeiro 3D a gente nunca esquece.



Shrek é o tipo de filme que marcou as nossas vidas. Lançado em 2001, inovou com as piadas inteligentes e referências a conto de fadas e cenas de filmes, sempre com aquele tom de humor meio ácido. Sua continuação, Shrek 2, mantém o mesmo estilo e introduz o meu personagem favorito, O Gato de Botas. Nesse filme, você contiua rindo horrores das referências a contos de fadas e as irônias que a DreamWorks colocou. E eis que, tchantchantchantchan, surge Shrek Terceiro, que desabou tudo que a empresa tinha contruído e foi um filme chato pra cacete. Nem as crianças no cinema riram e o mundo inteiro achou um saco. Seria um fim melancólico e, digamos, indgino do ogro mais adorado do cinema, que inovou ao apresentar essa linguagem super nova.




A DreamWorks, coitada, tem como concorrente a Pixar Animation Studios que ganha esse combate de lavada. A segunda é mestre em filmes que, pô, nos emocionam de tal maneira que você nem percebe que foi feito por um estúdio infantil. É o caso, por exemplo, de WALL-E, onde a sensibilidade dos diretores nos deu uma obra-prima que alcança todas as idades e faz adultos - como eu - comprarem o DVD para assistir de novo uma vez ou outra. Mesmo assim, quando lançou Shrek, a DreamWorks conquistou o público adulto também, pois aquelas referências eram mais entendidas pelos grandinho que pelos baixinhos. Quando o terceiro filme da franquia foi lançado, o queixo de todo mundo caiu porque a própria DreamWoaks destriu aquele mundão maravilhoso que ela tinha criado e colocou de volta a Pixar como grande referência quando o assunto era filme-de-criança-inteligente.

Shrek para sempre é, creio eu, uma tentativa de resgatar esse espírito e fazer um pedidão de desculpas pros fãs da série. Ninguém ia gostar de pensar que o fim do nosso amado ogro, Fiona, Burro e Gato de Botas era aquela coisinha meia-boa e sem graça. O quarto filme da série e primeiro com tecnologia 3D é muito divertido. Ainda não tem o humor inteligente, mas pelo menos você ri à beça durante a sessão. E, sim, não são só as crianças que acham graça no filme, não. Eu e minhas amigas Ana e Flavi, assim como vários adultos no cinema também achamos muita graça porque o filme tem algumas cenas inteligentes.

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A história é a seguinte: Shrek está achando sua vida um tédio completo e sente voltade de ser o ogro que assustava todo mundo e podia tomar banho de lama à vontade em seu pântano. Eis que, no aniversário de um ano de seus filhos com Fiona, ele perde o controle e fala um monte de besteiras para ela. Nesse momento ele encontra o espertalhão Rumpelstistilkin, diretamente dos conto da menina fiadora dos irmãos Grimm para roubar um dia de vida do ogro em troca de um dia livre para assustar as pessoas. O problema é que Rumps (dá preguiça escrever o nome todo) rouba extamente o dia em que Shrek nasceu, assim, ele nunca salvou Fiona e o reino de Tão Tão Distante é dele. E aí começa aquela coisa toda. Shrek só vai conseguir sua vida de volta se, até o nascer do sol, conseguir um beijo do amor verdadeiro (dããn) de Fiona. O problema é que agora ela é uma guerreira que junto com outros ogros, pretende fazer uma revolução e depor Rumps. Como se apaixonar em meio a uma guerra?
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É claro, Shrek para sempre ainda é um conto de fadas e, claro, dá para eles se apaixonarem. Nesse meio tempo, você ri, você se emociona, você relembra os outros filmes (só os dois primeiros porque o outro é dispensável) e você percebe que vai sentir saudades dos personagens. Mas ainda assim, você sabe que é melhor acabar logo com isso antes que a série desande de vez.
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Apesar da falta de piadas tão inteligentes, marca dos dois primeiros longas, o filme tem pontos fortes. A tecnologia 3D é um máximo e a criança dentro de mim ficou tentando "pegar" as coisas que eram jogadas "na plateia". Realmente ver um filme em tres dimensões é maravilhoso e já estou à espera de quando Avatar vai reestrear só para eu poder vê-lo nessa tecnologia. A fotografia também é linda e garante um visual super legal ao filme. Cara, é tão real que chega a cortar o coração quando Shrek chega no lugar onde tinha sua casa e se depara com uma árvore morta e infestada de ratos. Real. Real e deprimente. Além disso, as cenas em que ele tem uma crise básica de meia-idade, de frente ao espelho fazendo caretas assustadoras, nos fazem pensar que o ogro poderia muito bem ser um humano, assim, como o robôzinho WALL-E tem expressões humazinadas que levam o expectador a se identificar com o personagem.
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O Burro e o Gato de Botas estão roubando a cena, como sempre. Se Shrek está meio deprê por conta de Fiona não se lembrar dele, os dois que trazem o humor à tona. Com um Burro se perguntando como se casou com uma dragão e o Gato gordo e preguiçoso, o fã vai se divertir relembrando as cenas dos dois longas que merecem crédito. O olhar do Gato continua sendo a coisa mais fofa desse mundo e o Burro, bem, ele ainda é o Burro! Preciso dizer mais alguma coisa?
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Assim, você que é fã de Shrek vai gostar do filme. A série marcou nossas infâncias e ficará para sempre na nossa memória. O capítulo final é, apesar de tudo, um ótimo filme. Ele tem seus deslizes, mas é sim um final mais que digno para a historia do ogro e sua turma. Os aplausos no fim da sessão comprovam.