sexta-feira, 25 de junho de 2010

Top 10 - Filmes adolescentes americanos.


A fórmula é sempre a mesma: high school, garota que se apaixona por um garoto e vice-versa, confusões de sentimentos, aquela garota mala-patricinha-e-invejosa-lider-de-torcida, o fortão do time da escola e o nerd, sempre jogado dentro de um armário. Os filmes adolescentes americanos são, na maioria das vezes, iguais. Porém, de vez em quando, aparecem uns que mesmo tendo essa fórmula tão batida, são legais, engraçados e marcam nossas vidas. Alguns da lista nem são tão formulados assim, como é o caso de "Curtindo a vida adoidado" mas podem ser classificados como 'adolescentes' mais pelo tema mesmo: todo mundo às vezes tem a vontade de matar aula e sair por aí zoando horrores.


Então, em homenagem a esse gênero que as pessoas adoram, mas têm vergonha de admitir - inclusive eu - eis aí o meu top 10 de filmes adolescentes americanos.


• As patricinhas de Beverly Hills - clássico absoluto! Confesso que paro o que estou fazendo toda vez que passa na Sessão da Tarde. É engraçado, fofo e tem uma inocência maravilhosa. Adoro a cena em que a Cher está doando esquis pros pobres e diz pro pai: "Eles também precisam se divertir!" Genial. E, claro, o Josh está na minha lista dos personagens mais cut-cutis do cinema!
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• Meninas Malvadas - Ah, adooooro! E, o melhor de tudo, conversando com um amigo meu da PUC, o Rodrigo (vulgo Pedro), que fez high school nos USA, ele me disse que é exatamente daquele jeito. As mesas divididas, as líderes de torcida burras e o preconceito e a crueldade. Triste, mas, po, real, malvado, cruel e... Maneiríssimo!
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• 10 coisas que eu odeio em você - outro clássico. Só a cena em que o Heath Leadger canta a música do Sinatra já valeria o filme todo, mas ainda é fofo e divertido ao extremo. "Mas odeio principalmente não conseguir te odiar, nem um pouco/ Nem um por um segundo/ Nem mesmo só por te odiar." Lindo!
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• Curtindo a vida adoidado - Todo adolescente quer ser Ferris Buller. Fato.
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• O dário da princesa - esse vale mais pelos livros, que são bem coisinha de adolescente. Mas, msmo assim, têm um humor diferente, meio ácido, com muitas referências à cultura pop, filmes, séries, etc. O filme não manteve isso, mas confesso que faço "ohh" toda vez que vejo o beijo entre a Mia e o Michael, com aquela levantadinha básica de perna que ela dá *-*
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• High School Musical - bobão, mas, ainda sim, bem feito. Admito, a Disney arrasou e fez um filme com tudo aquilo que adolescente gosta. O Troy é um perfeito herói romântico, além de ser o tipo lindão e a Gabriela é a doce mocinha. Tudo certinho, no lugar certinho. E, claro, bem feito como musical, tenho mesmo que admitir... Não podia faltar na lista.
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• Ela é o cara e Tudo que uma garota quer - Só incluí porque eu adoro a Amanda Bynes. Acho ela engraçada e boa atriz, não é maluca ou metida como outras menininhas tipo Lindsay Lohan ou Miley Cyrus. E os filmes são legaizinhos, vai ;)
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• Ela é demais - Freddie Prinze Jr. não podia ficar de fora e seu maior clássico também. "Ela é demais" conta a batida história do bonitão que se apaixona pelo patinho feio. Batida, mas ainda sim, legal. P.s.: créditos para Jana, que me indicou esse filme. Valeu, Jana!
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• Passaporte para Paris - ou qualquer outro das gêmeas Olsen. Afinal, os filmes delas também tem tudo o que uma menina sonha passar: lugares paradisíacos, garotos fofos, muito romance e aventura. Ai, ai, pena que essas coisas só acontecem no cinema.
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E, você, também gosta de filmes adolescente? Não se reprima, pode admitir! E faça sua lista também!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Viva o politicamente incorreto, PORRA!



Eu sei que eu não deveria estar escrevendo sobre um filme que ainda nem estreou no Brasil, pois isso significa que ele foi baixado da internet: ou seja, pirataria. Mas, na sociedade em que a gente vive, que cultua o politicamente correto e as coisas certinhas ao extremo, é muito bom remar um pouco contra essa maré chata pra caralho. Isso mesmo, meus caros, esse é o post da revolução! Ops, acho que me empolguei demais... Talvez nao seja uma revolução aos moldes do marxismo, sei lá. Mas tenho que dizer que é bom pra caramba dar de cara com essas surpresas cinematográficas chocantes e subversivas, como é o caso de "Kick-Ass - Quebrando tudo".


O filme conta a história do nerd magricela e invisível Dave (Aaron Johnson). Viciado em quadrinhos e sabe-tudo sobre as histórias (do tipo que poderia ter uma discussão daquelas com o ícone nerd Sheldon), ele um dia começa a se perguntar porque ninguém nunca colocou uma roupa de borracha, uma máscara e saiu por aí combatendo o crime. Afinal, como ele mesmo diz, os vilões também existem na vida real e alguém precisa combatê-los. Assim, ele compra uma roupa colorida pela internet e sai pelas ruas lutando contra o mal. A atitude dele toma proporções malucas quando um video seu em uma briga cai no YouTube e faz dele uma celebridade instatânea - ele não, o Kick-Ass, claro; um super-herói nunca revela sua identidade. A partir daí, ele passa a conhecer outras pessoas que também fazem isso, como é caso do Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha de doze anos Hit Girl (Chloe Moretz - impagável) que vão tentar ajudá-lo nessa jornada enquanto tentam combater o verdadeiro vilão: o traficante Frank D'Amico (Mark Strong).


"Kick-Ass" é aquele tipo de filme que a gente pode classificar como um achado. Depois de "Watchmen", eu achei que nunca mais ia ver um filme de super-herói do jeito que nossos companheiros nerds sempre sonham. Mas me enganei terrivelmente. Esse daí me surpreendeu tanto que já vi duas vezes e reprisei as cenas mais legais. A maioria delas é protagonizada pela garota Chloe Moretz, na pele da heroína dos cabelos roxos. Hit Girl é a melhor parte de todo o filme. A cena que aparece no trailer: quando ela mata uns vinte caras do tipo armário, sozinha, estourando os miolos deles, enquanto toca uma música muito legal no fundo que eu infelizmente ainda não descobri o nome - é mais do que absurda. É tão maneira, bem feita e divertida que você se mata de rir! A interação da música com cena ficou perfeita.

Aliás, a trilha sonora é outro aspecto a ser elogiado no filme. Tudo quanto é música foi perfeitamente escolhida e cabe certinho nos momentos em que aparecem. E tem de tudo, sabia? Desde o clássico pop/rock americano, passando pelo hip hop - em uma cena muito legal protagonizada pelo nosso herói e seu companheiro Red Mist, papel de Christopher Mintz-Plasse, o garoto McLovin e melhor coisa de "Superbad" - e até uma música que, pasmem, toca no filme "Por uns dólares a mais", com Clint Eastwood.


E ainda por cima, tinha hora que eu me sentia em um filme do Quentin Tarantino. O diretor Matthew Vaughn deve ter buscado inspiração nas matanças sangrentas e nos tiroteitos barulhentos que nosso amigo ítalo-americano tanto se amarra. Hit Girl parecia uma gângster sobrinha de Vincent Vega dado tiro para tudo o que é canto ou esfaqueando as pessoas. Agora, vai dizer que não é no mínimo doido ver um filme onde uma garota de doze anos usa, não uma, mas várias armas e sai matando todo mundo que vê pela frente? E acho que esse é o grande mérito do diretor. Ele não teve medo de ousar e colocar a violência ao extremo, mesmo se tratando de crianças ou adolescentes. Lá estão metralhadoras e bazucas nas mãos de quem quer que seja.

Os mais chatos vão dizer que isso é um absurdo. Que é um culto à violência. Que é por isso que as crianças estão malcriadas, mal-educadas e mal-comportadas (com hífen ou sem hífen, eis a questão!) Pois eu discordo completamente e acho isso tudo um grande balela. Quando eu era criança, joguei "Street Fighter", RPG, jogo que guerra, batia no meu irmão onze anos mais velho que eu e nem por isso matei ninguém ou fiz um ritual de magia negra no cemitério. Se os pais não sabem educar seus filhos, pelo menos admitam e não coloquem a culpa nos outros!

Agora, "Kick-Ass" não é uma montanha-russa louca de violência e sangue. Tem umas partes muito legais que dão o equilíbrio e passam também aquela mensagem do porquê daquilo tudo estar aparecendo. Afinal, a mensagem mais importante é que aquele garoto por quem ninguém dava nada levantou a bunda da cadeira e tomou uma atitude que influenciou toda uma cidade. A partir dele, podemos perceber que não dá para ficar esperando por aranhas radioativas ou seres de outro planeta. São nossas boas intenções que nos fazem heróis. E sua grande lição para gente é que "Sem poder não temos responsabilidade. Exceto que isso era mentira!"