segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Kinsey: vamos falar de sexo"


Epa, pessoal. Calma aí. Não pensem que eu estava vendo algo como "Sex Hot" sei lá. Afinal, eu nem tenho tv a cabo! O filme do título estava passando na Globo, lá para umas duas e bráu da noite, depois de "Lost" (que, aliás, está um saco... mas isso é assunto para outro post.) Enfim, o Intercine é especialista em passar esses filmes que você só pode ver nessa faixa de horário e lá estava eu, mandando o sono e o calor pro espaço, assistindo a esse filme que, apesar do título, não é pornô!



Na verdade, ele conta a história real de Kinsey (Liam Neeson), um biólogo estudioso de vespas, que causa alvoroço na sociedade norte-americana ao lançar em 1948, um livro sobre o comportamento sexual do homem. Ele começa seu estudo ao percebeer como seus alunos na universidade não sabem nada sobre sexo e chegam à sua sala com perguntas como "Masturbação dá câncer?". O resultado desse estudo é um livro polêmico, mas que revolucionou aquela sociedade tão cheia de dedos quando o assunto é sexo.


Eu recomendo o filme a todos, mas aconselho cautela. Ele é bem direto e, se você é evergonhado como eu, não assista ao lado dos seus pais! Ainda mais se você foi uma leitora, afinal, ninguém quer ver um nu masculino frontal com o papai sentado do lado... Além disso, o filme tem inúmeras sequências de sexo, o que também pode causar um certo desconforto. Mas, mesmo assim, insisto em dizer que não é um filme pornô. Sabe aqueles videos educativos que todo mundo já viu sobre n assuntos? Então, é só educação. Você vê uma imagem de uma penetração, mas Kinsey tá lá explicando sobre os aspectos técnicos da coisa toda... E isso é bastante interessante porque, mesmo com tantas imagens que poderiam deixar os espectadores mais tímidos como eu vermelhos como um tomate, ele não é envergonhante, pois é como se você tivesse lá simplesmente aprendendo anatomia.


Mas a melhor parte da coisa toda está mesmo no método que o Kinsey usa em suas pesquisas. O cara simplesmente chega pra pessoa e diz "Quantas vezes você se masturba por dia?", "Você já fez sexo com quantoas pessoas?", "Em quais posições?", etc etc etc. Imagina na década de 40/50 alguém chegar para ovcê eprguntando isso? É, no mínimo, extremamente curioso... Mas ele criou todo um esquema super interessante para deixar as pessoas à vontade para abrir seu coração e seus segredos sexuais mais obscuros.


Assim, o filme conquista, é diverdito pra caramba e te prende naquela história magnífica. E podemos ver o que um homem conseguiu fazer com a mente de toda uma nação: uma grande revolução.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Efeitos especiais e...?





Eu vi "Avatar" um dia desses com as meninas: Ana, Flavi e Reh. E com a pressão mais alta e os belíssimos comentários das meninas ao longo do filme (tipo: "como eles vão transar se ele não tem piu-piu?") eu pude prestar mais atenção à película de James Cameron, que alguns por aí estão chamando de 'o melhor filme de todos tempos'. Hãn? Eu entendi direito? Quer dizer que "Avatar" tirou o posto do GENIAL "Cidadão Kane", do GÊNIO Orson Wells? Como diria Michael Kyle: 'errrrr... não.'

Explicando o filme: o planeta Pandora está recebendo militares cujo objetivo é se apossar de uma mina muito preciosa que está bem embaixo da moradia dos aborígenes, os Na'vis. Junto com eles, um grupo de cientistas tenta estudar as estranhas espécies do planeta e a relação dos indígenas com as plantas e os animais. É algo mais do que simples respeito, é como se fosse uma rede, repleta de ligações, como o próprio cérebro humano. Nesse cenário surge Jake Sully, um militar que está paraplégico e vai parar em Pandora para continuar o estudo iniciado por seu irmão que foi assssinado durante um assalto. Como o DNA deles é igual, ele pode usar o Avatar - ser criado pela mistura do DNA humano e dos Na'vis - que tinha sido feito para o irmão.

A partir daí começa aquela história toda: homens maus que só querem as terras indígenas; um homem que, a princípio tinha esses mesmo pensamentos, mas que depois se apaixona pelas tradições e por uma nativa, muda de lado e desencadeia uma grande guerra. Guerra com direito a super aviões, helicópteros ou naves espaciais esquisitas com duas hélices (!) que, segundo a Ana, é só pra ficar maneiro! Mas pera ae, isso tudo de índio, guerra e amor entre raças diferentes me lembra.... "Pocahontas"!! Pois é, eu tentei, eu juro que tentei, mas para mim Jake Sully era John Smith e Neytiri era a índia Pocahontas, casal que tanto povoou minha imaginação lá pros meus cinco aninhos *-*

Eu nem preciso dizer nada dos efeitos. É algo além das minhas palavras. Completamente, absurdamente, inteiramente espetacular. E olha que eu nem vi em 3D, hein? Todas as sessões já estavam lotadas e nós ficamos de fora. Imagina ver aquilo em 3D? Já é real demais em 2D. O planeta é lindo, todos aqueles bichos alá Pokémon também e, claro, fica a sensação de que tudo é real, que, caso a gente arranje uma super nave espacial, podemos ir parar e Pandora. sim, retiro o que disse sobre "2012". Nenhum outro filme tem chance de ganhar o Oscar de Efeitos Especiais concorrendo com "Avatar" - só "2001 - uma odisséia no espaço", mas aí também já seria sacanagem. Com esse ninguém briga...

Agora, eu acho que podia ter algo mais. Não sei explicar exatamente o quê, talvez um diferencial no roteiro, sei lá. Só efeitos especiais não me conquistam assim, completamente. E por isso, "Avatar" acabou não me conquistando completamente. Mas fica a mensão honrosa ao James Cameron por realmente ter nos proporcionado uma experiência cinematográfica impressionantes.

Ps: para quem, assim como a minha amiga, fiocu curioso para saber como os os Na'vis fazem sexo, eis a reportagem do Omelete. com http://www.omelete.com.br/cine/100024347/Zoë_Saldana_explica_como_os_Na_Vi_fazem_sexo_em_Avatar.aspx









Sim, eu aluguei "Orgulho e Preconceito" de novo!


Bom, a história é a seguinte: eu fui semana passada na locadora e aluguei três filmes do Harry Potter - porque, sabe como é, eu gosto de gastar dinheiro a toa - e fiquei com eles durante todo o recesso de fim de ano. Infezlimente, o pessoal aqui de Mal. Hermes não cuida nada bem dos DVDs da locadora e parece que eles foram arrastados no chão de tão destruídos. Resultado: quem disse que eu consegui ver "A câmara secreta" toda? Fui devolver e obviamente reclamei com a atendente, porque 'aquilo era um absrudo, como as pessoas cuidam do dvd assim, etc' Para minha - grata - surpresa, ela disse: 'Olha, você tem duas opções. Ou você espera a gente madar o menino que limpa eles consertar ou você pega outro filme de igual valor e leva sem pagar nada.' E não podia ter sido melhor! Ganhei de Natal do Mintira o livro "Orgulho e preconceito" e estava louca para ver o filme de novo! Tudo bem, eu podia ter alugado Star Wars, já que não vi o episódio V inteiro no domingo; ou qualquer outro filme inédito para mim. Mas a verdade é que eu estava morrendo de saudades do Mr. Darcy!


A razão desse post é escrever de novo sobre o filme, só que com um novo olhar. O primeiro post, lá atrás, é repleto de emoção, escrevi do fundo do meu coração mesmo e nele só tem espaço para romance, cenas lindas, arrepios e coração disparado. E sei que deixei de lado o excelente trabalho que o Joe Wright fez na direção. Além disso, agora que li o livro, posso parabenizar a roteirista Deborah Moggach pela fidelidade e respeito a obra de Jane Austen. As falas são praticamente idênticas, assim como a trama toda em si. Algumas coisas são diferentes, é claro, pois é difícil simplesmente transpor o livro. De tão fanática que estou, vi o filme com o áudio comentado do diretor e ele explica como foi laborioso transpor principalmente as inúmeras cartas presentes no livro. Segundo ele, cartas não são nada cinematográficas.


Então vamos por partes. Primeiro, o roteiro. O final é diferente, mas nada que atrapalhe a adaptação. É só ver "Wacthmen" sendo elogiadíssimo pelos fãs da HQ mesmo tendo um final diferente. Os diálogos têm a mesma linguagem do século XVIII, ou seja, não foi modernizado para um fácil entendimento - não que seja dificil entender claro, mas é tudo bem pomposo, como mandava o figurino da época.


Segundo: Joe Wright. Eu sou apaixonada por planos longos e ele abusa desse recurso no filme. Acho que dá uma veracidade maior ao que está aconcendo. Por exemplo, no grande baile de Netherfield, a câmera passeia pelos cômodos da mansão, mostrando o que cada personagem está fazendo. Você se sente como se fosse mais um convidado, um sortudo que está assitindo a tudo de camarote. Só falta ser convidado para dançar - de preferência pelo Mr. Darcy! Essas cenas são super difíceis de fazer, porque todo mundo tem que estar muito bem ensaiado, mas acho que vale a pena. Fica muito bonito, com mais alma e mais emoção, fatores às vezes retirados com o excesso de cortes. Aliás, a grande dança de Darcy e Lizzie, nesse mesmo baile, foi filmada em vários planos e em um longuíssimo. E Wright acabou escolhendo o longo, por ter 'tudo o que a montagem passava, e muito mais.' No fim, ainda no tal áudio comentado que falei anteriormente, o diretor se autocriticou (com ou sem hífen?!) por achar um pouco piegas aquilo ali. Mas, po, um romance tem que ter umas ceninhas mais fofuchas, né? Senão, qual é a graça? E nem achei tão piegas assim. A cena na chuva tem um quê a mais de piegas, porque todo bom romance tem que ter uma cena na chuva. Mas nem reclamo. Aquele aguaceiro só realçou os belos olhos do Mr. Darcy - brincadeirinha, Mintira!


A fotografia e a trilha sonora também são de cair o queixo. Queria saber como baixar as músicas do filme, mas acho difícil conseguir. As paisagens da Inglaterra e as grandes mansões imponentes dão um toque pralá de especial. O figurino é super fofo; amei aqueles lacinhos de fita que as Bennets usam o tempo todo. Até a Mary, a irmã mais séria, tem um figurino fofo.


Enfim, é isso. Sei que é meio chato ler sobre um filme de novo, mas, depois de assiti-lo mais calma e menos apaixonadamente, acho que ele merece um post que aborde seus aspectos técnicos também, que são tão maravilhosamente realizados. Os planos muito bem escolhidos, a sequência, o roteiro, a fotografia. É tudo magicamente bem feito.


Agora, um segredinho, só entre a gente: o Mr. Darcy ainda é a melhor coisa desse filme!