
O roteiro é interessante, mas não tem quase nada de inteligente. Não é uma coisa de Quentin Tarantino, em que o cara joga o verde e se você pegar, parabéns, se não, perdeu playboy. Matheus Souza simplesmente tacou no liquidificador sua infância e adolescência, como se o filme fosse uma desculpa para homenagear toda a sua vida. Não que isso seja ruim, a história é até bem interessante só que o problema é que os diálogos ficaram meio forçados. Se esse é, como foi dito, o "retrato de uma geração", eu e todos os meus amigos não se encaixam nessa tal geração, me desculpe.
O que eu mais gostei foi da direção mesmo. Não sei se foi por falta de equipamento, por estilo, sei lá, mas o filme é quase todo filmado em planos longos. E eu adooooooooooooro planos longos, acho que é a melhor maneira de ver realmente o ator trabalhando e não naquela corta-corta sem fim. Ficou com a maior cara de teatro, o que combinou com o jeitão meio alternativo do filme.
Assim, acho que o cara tem mérito. O filme é fofo - bobinho, mas fofo - e para quem não teve quase nada de patrocínio e filmou tudo com as câmeras da faculdade, até que saiu um trabalho bem legal. Pena que tem gente exagerou quando elogiou o cara. Se eu não tivesse escutado esses comentários, talvez eu tivesse gostado bem mais.
P.s. 2: Eu sei que a PUC inteira vai me matar se ler esse post. Eles realmente são completamente fãs do filme, mas fazer o quê. Gosto é gosto. Mesmo que eu ache que sou a única pessoa na face da Terra a criticar publicamente o filme.