sábado, 28 de novembro de 2009

2012 - "Isto é o fim do mundo, baby..."


(Primeiramente, perdoem-me o estado do texto anterior. A letra saiu grande demais e eu não consegui mudar.)

As pessoas têm um certo preconceito com filmes blockbusters. Eu mesma às vezes acho que são só feitos pra arrecadar dinheiro enquanto passamos duas horas nada produtivas dentro de uma sala escura. Entretanto, de vez em quando saem uns filmes pipocas legais que valem o preço do ingresso cobrado.

"2012" é um desses filmes. Eu não preciso contar a história porque até o meu sobrinho de três anos já deve saber do que o filme se trata. Mas, para que eu mesma me situe nesse pequeno texto, vou contar assim mesmo. O filme narra a história do apocalipse previsto pelos maias no dia 21 de dezembro de 2012, no qual uma grande onda de efeitos solares afetarão a Terra - Aaparte científica é meio complexa de explicar, mas não é nada de importante, só os caras usarem uns nomes difíceis que todo mundo entra no clima - Concomitantemente, John Cusack interpreta um cara separado, com dois filhos que ele nunca vê, ainda apaixonado pela ex-mulher, que pouco antes do caos tem a dificil missão de...levar a criançada para umas férias (sim, você já viu isso em algum filme). Claro, que ele acaba indo parar exatamente onde está havendo um estudo sobre os tais efeitos solares e "entra de gaiato" na confusão (sim, voce também já viu isso em algum filme)

É, parece que eu comecei a crítica meio mal. O tema é batido, a história idem, você sabe exatamente o que vai acontecer, mas mesmo assim eu gostei. O filme me deu tanta comichão na cadeira que eu não conseguia ficar parada! A minha amiga Ana disse que parecia que eu estava lá dentro. E é essa sensação que o filme acaba passando. Os efeitos são maravilhosos e, dando uma de vidente aqui, acho que vai acabar ganhando o Oscar ano que vem. Como todo filme-catástrofe, tem a agonia de você achar que as pessoas vão morrer, seja, afogadas, sufocadas, prensadas, explodidas ou queimadas. E, pode me chamar de inocente, mas dá mais agonia ainda porque tudo parece muito real. Como os efeitos são bem feitos, você acaba entrando naquilo tudo.

Tudo bem, tem muita mentira. O protagonista é sempre um super-homem, dirige em alta velocidade, está sempre pronto para salvar todo mundo e tudo aquilo que a gente já sabe de cor. Mas, sei lá, nesse caso, tudo funciona. Não parece forçado. E quem disse que tudo no cinema precisa ser verdade? Essa é a graça! Ver um cara voando a 200/hora num trailer correndo de meteoros em chamas!

John Cusack, claro, está sexy como sempre - eu tenho um gosto bem esquisito e a Ana ficou me lembrando disso o filme todo- Hum, ele interpreta bem também. A Amanda Peet é só a mãe e ex-mulher. Tá bem também. Tem um cara bonitão, loiro e gostoso que a Ana adorou. Prestamos mais atenção nos seus belos olhos, mas ele deve estar bem também!

Agora, só uns adendos: por que todo fime-catástrofe tem que ter uma criança pentelha? Aliás, várias crianças pentelhas? Por que o filho do protagonista nunca gosta muito do pai? E por que a menininha é sempre fofinha e meio medrosa, ou com algum problema? Sempre achava que a Dakota Fanning ia acabar aparecendo berrando como uma histérica, direto de "Guerra dos Mundos"... E, claro, porque todo presidente americano é sempre autruísta, nobre e bondoso? Até parece que ele ia morrer pra "salvar o povo americano"... Ia ser o primeiro a picar a mula! E não ficar lá dando uma de herói, enquanto os outros chefes de Estado, tão malvados, pagam 1 bilhão de euros para não morrer.

Bom, tirando esses detalhes inevitáveis: afinal, crianças sempre dão um tom fofo e inocente e o filme é americano então tem aquela adoração ao presida, vale muito a pena assistir. Mais ainda porque não é um filme deprêzão, sabe? Sem contar nada importante, você não sai querendo se suicidar porque o mundo vai acabar em 2012, graças a Deus. Porque seria muito chato sair pra matar as saudades de uma amiga acabar querendo me matar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Eu voltei, agora pra ficar/ Porque aqui, aqui é o meu lugar..."

Não gente. Eu (AINDA) não morri. Quero dizer, meu fim está próximo com esse calor que me estressa profundamente, mas minha hora ainda não chegou.Sim, ainda tenho algum tempo para postar filmes aqui pra vocês. YEAH!

Tenho visto tantos filmes, mas a mistura net discada e faculdade longe pra dedéu tem me impedido de postar com frequência. E que saudade que eu sinto de escrever aqui! Ai, a lista é extensa e, pra acabar logo com ela, o post vai ser enorme³ pra eu poder comentar sobre todos eles.


• Cidadão Kane (Orson Wells)

Cinéfilo que se preze TEM QUE ter visto esse filme, que é considerado o melhor de todos os tempos. É obrigatório. Pré-requisito. E fazer faculdade de jornalismo tem essas vantagens e, claro, meu professor de cinema passou esse clássico dos clássicos - um dos poucos filmes "normais" do período.Orson Wells é mesmo um gênio e o filme é perfeito. Em todos os aspectos. Não tem nem muito o que comentar porque seria só uma rasgação de seda sem fim. Bom, resumindo: um filmes mais do que recomendado e agora posso dizer realmente SouCINÉFILA porque vi o MELHOR filme de todos os tempos!


Esse é O cara. Tanto Wells quanto Kane.



• O cão Andaluz (Buñel)

Filme surrealista. Bom, isso já diz muita coisa e este filme encabeça a lista dos "anormais" passados pelo meu querido

professor Mariani. Mas sabe que eu gostei? É uma viagem na maionese, mas uma viagem divertida. E, claro, melhor ainda é tentar ficar descobrindo o significado de cenas como um homem arrastando um piano com bois em cima, que estão presos a padres quase enforcados, etc. Ah, só um adendo: a cena em que uma mulher corta o olho que me dá calafrios até hoje.

Não queiram ver o que passa depois...




• Metropolis (Fritz Lang)

Filme expressionista alemão da década de 20. Impressionantes observar os efeitos especiais em uma época onde recursos eram tão escassos. História maravilhosa. Roteiro maravilhoso. Enfim, muito bom. Agora, só falta ver o final, né, porque não deu pra ver o filme todo. Mas garanto que a parte que eu vi é boa!

Uma das melhores cenas de ficção científica da história


• Alemanha, ano zero (Roberto Rossellini)

Filme neo-realista italiano completamente filmado em Berlim, 1947, completamente destruída pela 2ª G.M. Conta a história de um menino de doze anos que precisa sustentar a família cujo pai está velho demais, o irmão tem medo de ser preso pelos americanos e a irmã trabalha como garçonete à noite. A história do amadurecimento forçado de um garoto e de um país inteiro. Legal ver o carregamento de simbologia anti-nazismo que Rossellini nos apresenta. E fica a dica que ele nos passa: cuidar da infância porque afetá-las é trazer consequências para uma geração.

O menino de "Alemanha, ano zero"