domingo, 8 de março de 2009

'Quem quer ser um milionário?' - Surpreendeu!


Fui assistir ao fenômeno do ano com um pézinho atrás. Tanta falação, tantos elogios e tanta badalação me deixaram desconfiada até o último fio de cabelo. Mas não é que me surpreendeu? A história do garoto que ganha milhões no Show do milhão indiano fez jus aos Oscar's que recebeu e merece aplausos.

Mas vamos comentar por partes. Primeiro: a história. Clichê até dizer chega, mas um clichê bem feito é bom sim e ponto final. Apesar de ser batido eles contando como o garoto 'favelado' conseguia saber as respostas, a 'idéia' da pergunta final - não vou falar para quem ainda não viu - o próprio final entre Jamal, o principal, e Latika, o amor de sua vida... Enfim, muito, muito clichê. Mas é um clichê arrumadinho, emocionante, que tem seus momentos engraçados e dramáticos e, acima de tudo, muito bem feito. Lembram quando comentei sobre 'Austrália'? Era clichezão também. Mas qual a diferença então, Marcelle?? A diferença é que 'Austrália' não só não emociona, como te irrita com tanta melação.
Segundo: as críticas. Uns amaram, outros odiaram. No entanto, não concordo com algumas coisas que li como que era uma apelação às favelas da Índia, que passava uma imagem muito ruim, que era nojento e outras coisas (p.s.: não existe 'fonte' para as criticas, não estou falando de uma pessoa em particular, nem estou querendo ofender ninguem que achou isso do filme.) A Índia pobre é daquele jeito, não é só a Maya dançando para o Bahuan como acontece na novela das oito. Aliás, o que foi mostrado nem foi tãão chocante assim - e olha que eu me impressiono fácil. Quer ver algo chocante? Assiste às notícias violentas do Rio de Janeiro, por exemplo. Ou leia sobre as torturas da Ditadura Militar - o cara que tortura o Jamal pode ser considerado um anjo!

Terceiro e mais importante: o Oscar. Acho que ele mereceu os prêmios, sim. É um filme bem contado, bem amarrado, interessante, emocionante e nos convence. Agora, só dois prêmios que não concordo: melhor canção, como já disse anteriormente - por falar nisso, a pior parte do filme é um número musical no final que não tem absolutamente NADA haver com NADA; e melhor filme - achei 'O curioso caso de Benjamin Button' melhor...Mais profundo, com um enredo que nos prende, nos faz refletir (sem lição de moral) e ao mesmo tempo tem uma história de amor linda, tanto quanto a de Jamal e Latika.

Finalizando, um filme muito, muito legal, que vale a pena pagar quinze reais para assistir - o cinema está muito caro e eu esqueci a carteirinha de estudante - Enfim, recomento a todos!
Mas, depois, quero saber a sua - sim, a SUA - opinião, hein, querido leitor?? :D






sábado, 7 de março de 2009

Feliz Dia Internacional da Mulher!

'Mulher', segundo o meu minidicionário Aurélio, quer dizer: 1.Ser humano do sexo feminino; 2. Esse mesmo ser após a puberdade; 3. Esposa. Mas essa descrição é muito pouco para esse ser, tão lindamente criado por Deus e que é um misto louco de emoção e razão, fragilidade e força, amor e...huum...ódio - é, porque mulher quando fica com raiva, sai de baixo!!

E nossa classe já foi tão bem representada na grande tela quanto foi mal. Tivemos de mulheres fortes a burras como uma porta, mulheres 'da vida', mulheres frágeis, heroínas ou até mulheres 'normais'. Todas elas interpretadas tentando mostrar ao máximo todos os lados do sexo feminino.

No filme 'Erin Brockovich - uma mulher de talento ', Julia Roberts interpreta uma mulher que começa a investigar casos de contaminação por água nos moradores das redondezas e não descansou até conseguir seus direitos.
Em 'Até o limite da honra', Demi Moore é uma mulher que entra para a Marinha e participa do mais cruel treinamento militar dos Estados Unidos, no qual ela é pioneira na admissão de mulheres. O filme não é lá tudo isso, mas mostra como a coragem feminina pode chegar ao extremo.
'Casamento grego' narra a história de Toula, que luta para ser feliz enfrentando sua família, as tradições gregas e faz tudo para estudar, casar com o homem de seus sonhos e construir sua própria vida - isso tudo sem perder o bom humor, claro!
Fernanda Montenegro nos deu Dora, a escritora de cartas para cegos em 'Central do Brasil', que aprendeu a viver depois de adulta ao lado de um menino especial.
Renée Zellweger nos mata de rir com sua Bridget Jones, que escreve um seu diário os dramas da mulher moderna: emagrecer, gostar daquele canalha FDP, se dar bem da profissão e, simplesmente sobreviver ao século XXI tentando responder a grande questão: devemos ser ladies ou fortes? Usar um vestido ou queimar o sutiã?

E assim as mulheres recebem essa 'singela' homenagem da Sétima Arte. Mostrando todas as suas facetas, para que o mundo conheça um pouco dessa arte maravilhosa que é ser uma mulher! Parabéns a todas! :D