sexta-feira, 4 de junho de 2010

Viva o politicamente incorreto, PORRA!



Eu sei que eu não deveria estar escrevendo sobre um filme que ainda nem estreou no Brasil, pois isso significa que ele foi baixado da internet: ou seja, pirataria. Mas, na sociedade em que a gente vive, que cultua o politicamente correto e as coisas certinhas ao extremo, é muito bom remar um pouco contra essa maré chata pra caralho. Isso mesmo, meus caros, esse é o post da revolução! Ops, acho que me empolguei demais... Talvez nao seja uma revolução aos moldes do marxismo, sei lá. Mas tenho que dizer que é bom pra caramba dar de cara com essas surpresas cinematográficas chocantes e subversivas, como é o caso de "Kick-Ass - Quebrando tudo".


O filme conta a história do nerd magricela e invisível Dave (Aaron Johnson). Viciado em quadrinhos e sabe-tudo sobre as histórias (do tipo que poderia ter uma discussão daquelas com o ícone nerd Sheldon), ele um dia começa a se perguntar porque ninguém nunca colocou uma roupa de borracha, uma máscara e saiu por aí combatendo o crime. Afinal, como ele mesmo diz, os vilões também existem na vida real e alguém precisa combatê-los. Assim, ele compra uma roupa colorida pela internet e sai pelas ruas lutando contra o mal. A atitude dele toma proporções malucas quando um video seu em uma briga cai no YouTube e faz dele uma celebridade instatânea - ele não, o Kick-Ass, claro; um super-herói nunca revela sua identidade. A partir daí, ele passa a conhecer outras pessoas que também fazem isso, como é caso do Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha de doze anos Hit Girl (Chloe Moretz - impagável) que vão tentar ajudá-lo nessa jornada enquanto tentam combater o verdadeiro vilão: o traficante Frank D'Amico (Mark Strong).


"Kick-Ass" é aquele tipo de filme que a gente pode classificar como um achado. Depois de "Watchmen", eu achei que nunca mais ia ver um filme de super-herói do jeito que nossos companheiros nerds sempre sonham. Mas me enganei terrivelmente. Esse daí me surpreendeu tanto que já vi duas vezes e reprisei as cenas mais legais. A maioria delas é protagonizada pela garota Chloe Moretz, na pele da heroína dos cabelos roxos. Hit Girl é a melhor parte de todo o filme. A cena que aparece no trailer: quando ela mata uns vinte caras do tipo armário, sozinha, estourando os miolos deles, enquanto toca uma música muito legal no fundo que eu infelizmente ainda não descobri o nome - é mais do que absurda. É tão maneira, bem feita e divertida que você se mata de rir! A interação da música com cena ficou perfeita.

Aliás, a trilha sonora é outro aspecto a ser elogiado no filme. Tudo quanto é música foi perfeitamente escolhida e cabe certinho nos momentos em que aparecem. E tem de tudo, sabia? Desde o clássico pop/rock americano, passando pelo hip hop - em uma cena muito legal protagonizada pelo nosso herói e seu companheiro Red Mist, papel de Christopher Mintz-Plasse, o garoto McLovin e melhor coisa de "Superbad" - e até uma música que, pasmem, toca no filme "Por uns dólares a mais", com Clint Eastwood.


E ainda por cima, tinha hora que eu me sentia em um filme do Quentin Tarantino. O diretor Matthew Vaughn deve ter buscado inspiração nas matanças sangrentas e nos tiroteitos barulhentos que nosso amigo ítalo-americano tanto se amarra. Hit Girl parecia uma gângster sobrinha de Vincent Vega dado tiro para tudo o que é canto ou esfaqueando as pessoas. Agora, vai dizer que não é no mínimo doido ver um filme onde uma garota de doze anos usa, não uma, mas várias armas e sai matando todo mundo que vê pela frente? E acho que esse é o grande mérito do diretor. Ele não teve medo de ousar e colocar a violência ao extremo, mesmo se tratando de crianças ou adolescentes. Lá estão metralhadoras e bazucas nas mãos de quem quer que seja.

Os mais chatos vão dizer que isso é um absurdo. Que é um culto à violência. Que é por isso que as crianças estão malcriadas, mal-educadas e mal-comportadas (com hífen ou sem hífen, eis a questão!) Pois eu discordo completamente e acho isso tudo um grande balela. Quando eu era criança, joguei "Street Fighter", RPG, jogo que guerra, batia no meu irmão onze anos mais velho que eu e nem por isso matei ninguém ou fiz um ritual de magia negra no cemitério. Se os pais não sabem educar seus filhos, pelo menos admitam e não coloquem a culpa nos outros!

Agora, "Kick-Ass" não é uma montanha-russa louca de violência e sangue. Tem umas partes muito legais que dão o equilíbrio e passam também aquela mensagem do porquê daquilo tudo estar aparecendo. Afinal, a mensagem mais importante é que aquele garoto por quem ninguém dava nada levantou a bunda da cadeira e tomou uma atitude que influenciou toda uma cidade. A partir dele, podemos perceber que não dá para ficar esperando por aranhas radioativas ou seres de outro planeta. São nossas boas intenções que nos fazem heróis. E sua grande lição para gente é que "Sem poder não temos responsabilidade. Exceto que isso era mentira!"

3 comentários:

  1. Poxa, eu ainda não assisti o filme, até pq ele não saiu aqui. Mas tenho uns comentários sobre o seu post: Existe um abismo muito grande entre kick-ass e watchmen. Ambos são obras em quadrinhos adaptadas pro cinema, e os mais enjoados não curtiram watchmen, pode esperar q vc vai ouvir mta gente falando mal d kick-ass... q eu espero q seja bom. Outra, comparar um Nerd com o Sheldon é uma grande eresia, nerds somos eu, vc e mtos outros, q jogaram street fighter, sonic, mario e megaman, q jogaram RPG e assistiram muito anime, tokusatsu e temeram o holocausto nuclear, Big Bang Theory é uma série pra não nerd e nem se compara a seinfeld e friends. Por último, crianças violentas, mal-educadas e enjoadas são assim por um motivo: FALTA DE PORRADA! fui criado na base da porrada e hoje posso dizer q sou um adulto responsável, teu filho num t obedece? meu irmão, pé na porta e tapa na cara pra acordar pra vida!

    Um abraço!

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  2. "fui criado na base da porrada e hoje posso dizer q sou um adulto responsável" é né, vo te enviar um sms dizendo oq eu penso disso, enfim, vo pegar teu comentario e jogar NO LIXO q é seu devido lugar, sobr o filme, o filme é muito absurdo, desde a ideia central da historia como a forma q o filme é conduzido, desde os atores até a trilha sonora (eu achei q só eu q havia restado no mundo q tinha assistido aos filmes de faroeste do clint) a idéia de q um super herói é feito de carne, osso, maluquice e coragemtambem é muito boa, enfim, uma boa dose de cult, de comédia, de ação, d aventura e "nerdesa" na medida certa, até agora o melhor filme do ano.

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  3. Você não devia ser uma criança fácil. hehe
    Também gostei bastante do filme, mas por algum motivo ele começou a me cansar, talvez pudesse ser um pouco mais curto. Mas a Hit Girl é foda, garante mesmo os melhores momentos do filme. E diferente de você, não gostei da música daquela cena do corredor. hehe Vá entender.

    []s!

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