sábado, 10 de julho de 2010

O primeiro 3D a gente nunca esquece.



Shrek é o tipo de filme que marcou as nossas vidas. Lançado em 2001, inovou com as piadas inteligentes e referências a conto de fadas e cenas de filmes, sempre com aquele tom de humor meio ácido. Sua continuação, Shrek 2, mantém o mesmo estilo e introduz o meu personagem favorito, O Gato de Botas. Nesse filme, você contiua rindo horrores das referências a contos de fadas e as irônias que a DreamWorks colocou. E eis que, tchantchantchantchan, surge Shrek Terceiro, que desabou tudo que a empresa tinha contruído e foi um filme chato pra cacete. Nem as crianças no cinema riram e o mundo inteiro achou um saco. Seria um fim melancólico e, digamos, indgino do ogro mais adorado do cinema, que inovou ao apresentar essa linguagem super nova.




A DreamWorks, coitada, tem como concorrente a Pixar Animation Studios que ganha esse combate de lavada. A segunda é mestre em filmes que, pô, nos emocionam de tal maneira que você nem percebe que foi feito por um estúdio infantil. É o caso, por exemplo, de WALL-E, onde a sensibilidade dos diretores nos deu uma obra-prima que alcança todas as idades e faz adultos - como eu - comprarem o DVD para assistir de novo uma vez ou outra. Mesmo assim, quando lançou Shrek, a DreamWorks conquistou o público adulto também, pois aquelas referências eram mais entendidas pelos grandinho que pelos baixinhos. Quando o terceiro filme da franquia foi lançado, o queixo de todo mundo caiu porque a própria DreamWoaks destriu aquele mundão maravilhoso que ela tinha criado e colocou de volta a Pixar como grande referência quando o assunto era filme-de-criança-inteligente.

Shrek para sempre é, creio eu, uma tentativa de resgatar esse espírito e fazer um pedidão de desculpas pros fãs da série. Ninguém ia gostar de pensar que o fim do nosso amado ogro, Fiona, Burro e Gato de Botas era aquela coisinha meia-boa e sem graça. O quarto filme da série e primeiro com tecnologia 3D é muito divertido. Ainda não tem o humor inteligente, mas pelo menos você ri à beça durante a sessão. E, sim, não são só as crianças que acham graça no filme, não. Eu e minhas amigas Ana e Flavi, assim como vários adultos no cinema também achamos muita graça porque o filme tem algumas cenas inteligentes.

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A história é a seguinte: Shrek está achando sua vida um tédio completo e sente voltade de ser o ogro que assustava todo mundo e podia tomar banho de lama à vontade em seu pântano. Eis que, no aniversário de um ano de seus filhos com Fiona, ele perde o controle e fala um monte de besteiras para ela. Nesse momento ele encontra o espertalhão Rumpelstistilkin, diretamente dos conto da menina fiadora dos irmãos Grimm para roubar um dia de vida do ogro em troca de um dia livre para assustar as pessoas. O problema é que Rumps (dá preguiça escrever o nome todo) rouba extamente o dia em que Shrek nasceu, assim, ele nunca salvou Fiona e o reino de Tão Tão Distante é dele. E aí começa aquela coisa toda. Shrek só vai conseguir sua vida de volta se, até o nascer do sol, conseguir um beijo do amor verdadeiro (dããn) de Fiona. O problema é que agora ela é uma guerreira que junto com outros ogros, pretende fazer uma revolução e depor Rumps. Como se apaixonar em meio a uma guerra?
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É claro, Shrek para sempre ainda é um conto de fadas e, claro, dá para eles se apaixonarem. Nesse meio tempo, você ri, você se emociona, você relembra os outros filmes (só os dois primeiros porque o outro é dispensável) e você percebe que vai sentir saudades dos personagens. Mas ainda assim, você sabe que é melhor acabar logo com isso antes que a série desande de vez.
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Apesar da falta de piadas tão inteligentes, marca dos dois primeiros longas, o filme tem pontos fortes. A tecnologia 3D é um máximo e a criança dentro de mim ficou tentando "pegar" as coisas que eram jogadas "na plateia". Realmente ver um filme em tres dimensões é maravilhoso e já estou à espera de quando Avatar vai reestrear só para eu poder vê-lo nessa tecnologia. A fotografia também é linda e garante um visual super legal ao filme. Cara, é tão real que chega a cortar o coração quando Shrek chega no lugar onde tinha sua casa e se depara com uma árvore morta e infestada de ratos. Real. Real e deprimente. Além disso, as cenas em que ele tem uma crise básica de meia-idade, de frente ao espelho fazendo caretas assustadoras, nos fazem pensar que o ogro poderia muito bem ser um humano, assim, como o robôzinho WALL-E tem expressões humazinadas que levam o expectador a se identificar com o personagem.
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O Burro e o Gato de Botas estão roubando a cena, como sempre. Se Shrek está meio deprê por conta de Fiona não se lembrar dele, os dois que trazem o humor à tona. Com um Burro se perguntando como se casou com uma dragão e o Gato gordo e preguiçoso, o fã vai se divertir relembrando as cenas dos dois longas que merecem crédito. O olhar do Gato continua sendo a coisa mais fofa desse mundo e o Burro, bem, ele ainda é o Burro! Preciso dizer mais alguma coisa?
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Assim, você que é fã de Shrek vai gostar do filme. A série marcou nossas infâncias e ficará para sempre na nossa memória. O capítulo final é, apesar de tudo, um ótimo filme. Ele tem seus deslizes, mas é sim um final mais que digno para a historia do ogro e sua turma. Os aplausos no fim da sessão comprovam.

3 comentários:

  1. po, apesar de nao gostar muito de shrek admito q é uma boaanimação, ainda nao vi (é vc sab q eu nao vi né amorzinho^^) mas pretndo ver ..um dia..

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  2. Celly =)
    Vc não me deixa recado no scrapbook dizendo que atualizaou o Blog, mas mesmo assim eu venho dar uma olhadinha rss.
    Adorei seus comentários, apesar de muito pesados!Tadinho do shrek terceiro, não foi tão ruim assim! rsss.
    Vamos ver Avatar? hehe
    Beijoca!

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  3. Não gostei de Shrek 4 e não sei explicar o pq :x
    Achei fraco, sei lá.

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