terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E as férias do blog chegam ao fim.


Nesses três meses em que fiquei longe do bloguinho, em nenhum momento eu esqueci dele. Quase sempre, me batia aquela saudade louca de escrever meus devaneios por aqui. Porém, a faculdade consumiu o meu tempo de tal maneira que eu não conseguia nem ver filmes quanto mais escrecer alguma coisa (além, é claro, de coisas sobre TV Digital, rádio nos 30 e método antropológico) Enfim, a marca do meu retorno ao bloguinho é um filme genial que há tempos eu tava doida para ver.


"Rebobine, por favor" é uma garnde homenagem ao cinema e aos anos 80. Quem me conhece sabe que são duas coisas que eu amo e, claro, o filme me conquistou desde a sinopse. Danny Glover faz o dono de uma locadora que está prestes a falir. Os concorrentes estão investindo nos DVDs enquanto ele ainda usa VHS e o cara não tem grana nem para fazer a reforma no prédio que a prefeitura exige - correndo o risco de perder o terreno. Assim, ele viaja para 'pesquisar o inimigo' e deixa seu ajudante Mike (Mos Def) tomando conta da loja. Mas o amigo desmilado de Mike, Jerry (ninguém menos que Jack Black - dá para imaginar!), sofre um acidente e acaba desmagnetizado, apagando o conteúdo de todas as fitas. Começa, então, a saga de reencenar cada filme da loja, antes que o dono volte de viajem e que os clientes percebam o que aconteceu.


O filme é totalmente cativante, principalmente na maneira como mexe com os sentimentos do público. Pode parecer besta que alguém como eu, que nasceu nos anos 90, se identifique tanto com os anos 80, mas eu vivi parte dessa década através meu irmão, por tabela. Eu joguei Atari, brinquei de Playmobil, ouvi fitas cassete e, principalmente, gravei e assisti muitos filmes em VHS. Aliás, a estante aqui de casa ainda tem as mais 300 fitas gravadas, com raridades como entrevistas do "Jô Onze e meia" e a abertura da Copa de 94. E a primeira temporada de Lost quase completa! (eu apertava o play e ia dormir porque passava muito tarde na Globo) E eu ainda assitiria essas coisas se o vídeo cassete funcionasse, porque o DVD não tem aquele charme: o barulhinho da fita entrando, o colorbar no começo e aquele chiado característico. É o mesmo sentimento que algumas pessoas têm com os LPs. Talvez por isso o filme não tenha feito tanto sucesso. Só quem tem esse quase-amor pelo cinema (e pelo VHS) entende o sentimento dos dois recriando os filmes.


Aliás, as recriações são impagáveis. É como nos anos 10 ou 20, quando os cineastas não tinham nenhum recurso e tinham que valer só da imaginação para fazer as coisas. Jerry e Mike arrasam e, o mais importante de tudo, se divertem à beça. Porque, talvez com toda a grana envolvida seilá, os moviemakers tenham perdido esse sentimento de total deslumbramento pela Sétime Arte. Sentimento que o diretor Michel Gondry captou e transportou para a tela, como há muito tempo não se via. É só você captar a emoção e aproveitar essa enorme homenagem ao cinema. Do tamanho que ele merece.

2 comentários:

  1. Ah, adoro Rebobine, por favor!, muito divertido e com um final muito bonito. Assisti no Festival do Rio sabe Deus de que ano.
    E cacete, 300 fitas?! Eu apenas mantive a minha coleção de VHS's da Disney, mesmo comprando os DVDs dos desenhos. Difícil mesmo largar, tem um significado muito grande.

    []s!

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  2. muito bom, me admira q um filme sueco nao ganhe oscars

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