quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O lixo de Gramacho vai parar em Hollywood.


Cena do filme "Lixo Extraordinário"


Ontem saíram os indicados ao Oscar 2011 e, que surpresa, o documentário brasileiro "Lixo Extraordinário" tá concorrendo! Focado no trabalho do artista plástico Vik Muniz, o filme pretende montar quadros a partir de cenas que ele vê no aterro e, assim, aproximar os catadores de lixo do Aterro de Gramacho da arte. E ver como isso pode mudar a vida deles.


Confesso que não vi o documentário, mas tive o prazer de visitar Gramacho durante a escola técnica. Fomos lá coletar chorume in natura e após o tratamento (tem uma estação lá) e fazer ensaio toxicológico, ou seja, ver como animais reagem à essas substâncias e se elas são tóxicas ou não.

Mas passando por lá, é impossível não reparar nas pessoas trabalhando. Em um momento, um caminhão chegou e despejou o lixo perto dos catadores. Um deles achou um saco redondo em forma de bola de futebol, chamou os amigos e começou a jogar. Um menino da minha turma tirou uma foto daquilo e ficou sensacional: no meio de uma montanha de lixo (literalmente! quando eu fui lá, o morro já tinha uns 30m) caras jogam bola, se divertem. Impossible is nothing.

Pelas críticas que tenho lido sobre o documentário, esse é o maior mérito dele. Foca no trabalho de Vik Muniz, mas também no sonho daqueles catadores, na emoção deles de ver aquelas obras de arte. També mostra a noção deles de arte e como eles enxergam o lixo lixo rico x lixo pobre) Além disso, também tenta levar o espectador para aquele realidade tão diferente, às vezes tão cruel, que muita gente tenta ignorar, mas que existe e faz parte da vida de todo mundo. Afinal, Gramacho recebe o lixo de praticamente todo o RJ.

Não se se o documentário é bom, mas é realmente sensacional ver uma produção brasileira (mesmo que em parceira com a Inglaterra) na luta por um Oscar. Mas o que eu queria ver mesmo é a cara dos poderosos da Academia vendo aquelas imagens de um Rio de Janeiro tão diferente do que eles estão acostumados a ver por aí. Mulata pelada? Praias lindas? Apartamentos gigantescos de frente para praia? Para mim, o maior mérito de "Lixo Extraordinário" é mostrar pro mundo uma realidade carioca que muita gente quer mais é escorregar pra debaixo do tapete. Mais ainda, mostrar que existe uma tão beleza exuberante naquilo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Harry Potter - O fã nunca foi tão feliz


Corre que o final tá chegando!

Ver "Harry Potter e as Relíquias da Morte" é, para mim, mais do que uma simples ida ao cinema. É a constatação de que a infância acabou mesmo e que, depois de dez anos, a série está chegando ao fim. Por mais que se tente, não dá para adiar essa despedida eternamente. O que se tem a fazer, então, é aproveitá-la ao máximo até os últimos segundos.


E, graças a Deus, parece que a Warner finalmente entendeu esse sentimento que assola tantos e tantos fãs espalhados pelo mundo. Depois de seis filmes medianos - tô tentando ser fofinha, senão diria sofríveis - o grande receio era que as duas partes derradeiras não fizessem jus à maravilhosa série de livros, sempre infinitamente superiores às películas.

Mas não. Pelo primeira vez, um filme do Harry Potter foi feito inteiramente para os fãs. Afinal, eles que passaram mais de dez anos lotando livrarias, indo à pré-estreias fantasiados, comprando trocentos badaluques como varinhas, livros, caldeirões e pomos de ouro. Fãs que tatuaram no corpo o amor à Harry Potter e que passaram seis filmes fazendo bonequinhos de vodu com diretores e roteiristas. Tudo bem, eu exagerei bastante. Os filmes eram ruins mas não tanto assim. Porém, o que mais irritava era que eles nunca se lembravam do fã de verdade. O filme tinha que ser comercial, então que se dane a personalidade dos personagens, a história da J.K, que se dane tudo. Vamos vender é ingresso, ueba!

E como isso dava raiva! É claro que dá para fazer um filme comercial e que ainda agrade aos fãs! "O Senhor dos Anéis" está aí para comprovar. E olha que o enredo do Tolkien é muito mais complexo que o da J.K.. Ele era muito mais detalhista e o mundo dele infinitamente pior de tentar explicar. A grande diferença entre as duas séries é que Peter Jackson amava "O Senhor dos Anéis" e fez a melhor adaptação possível, mesmo cortando as coisas.

"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" conseguiu chegar nesse nível. A gente sabe que é impossível manter tudo do livro, até porque tanta coisa foi cortada nos filmes anteriores que ficaria rídiculo. Por exemplo, o Lupin é um personagem importantíssimo nos livros, que sempre está presente. Seria estranho colocar todo o drama sendo lobisomem, se casando com uma humana e procriando (correndo o risco de passar a doença para o filho) nos filmes, onde o coitado mal aparece! Mas tudo bem, o fã entende. Entende que a equipe fez o melhor possível. E que melhor! O resultado é sensacional! Direção, atuação, trilha sonora, fotografia, figurino... Tudo parece ter conspirado a favor. Esse não um excelente filme pros 'padrões Harry Potter'. É um excelente filme e ponto final. Comparável à clássicos como a própria trilogia do Anel.

Para começar, David Yates conseguiu achar o ponto na direção depois de três filmes. A gente sabe que os livros foram amadurecendo junto com os personagens. A mesma coisa aconteceu com os filmes. Esse é o capítulo mais denso, político e assustador da história. Harry agora está fora de Hogwarts, longe da Ordem da Fênix e da proteção de Dumbledore. Ao seu lado, Rony, Hermione e um rádio, onde ele procura notícias dos amigos. O trio está vagando pelo mundo à procura das Horcruxes, objetos onde Voldemort guardou um pedaço de sua alma para se tornar imortal. Eles não sabem aonde ir, estão perdidos, com fome, sem lugar para dormir e sem saber que rumo tomar. O uso de câmera na mão favoreceu passar esse sentimento ao espectador e Yates usou planos longos, contemplativos para transmitir a sensação de completa desorientação dos personagens.

Mas é claro que nada disso seria possível sem a perfeita atuação dos atores. Daniel Radcliffe merece créditos por se esforçar ao máximo no papel principal. Ele está muito melhor, cresce a cada filme e deve ser mesmo dificil carregar nas costas a esperança de dois mundo (o bruxo, como Harry; e o trouxa, como Harry). Emma Watson sempre a melhor dos três. E prova mais uma vez que tem um belo futuro no cinema. A cena em que ela apaga a memória dos pais é tocante. Não tem nenhuma fala, mas a expressão de Emma é realmente de cortar o coração. Agora, a primeira parte é de Rupert Grint. Ele sempre foi bom, mas nesse filme teve a oportunidade de mostrar seu talento. É mais do que o amigo engraçado de Harry para se tornar um verdadeiro guerreiro, um herói. E, agora, tudo fica mais complicado para o trio principal, que está sozinho mno mundo trouxa, sem a proteção dos muros seguros de Hogwarts.

E os atores 'secundários', que salvaram os outros filmes do completo desastre, mais uma vez provam porque foram escolhidos a dedo para os papéis. Alan Rickman dá show e faz um Snape melhor do que o que vive na imaginação da própria J.K. Ele é e sempre será o melhor de todos. Ralph Fiennes, que isso, é um Voldemort assustador. Jasoon Isaacs mostra outro lado de Lucius Malfoy: amedrontado. E ficou super eficiente. Agora, o destaque não poseria ser outro: Helena Boohan Carter. Ninguém mais poderia ter feito Belatriz. Nossa eterna Marla Singer está perfeita no papel, sem tirar nem pôr nada.

Agora, um adendo muito especial: Dobby. Ai, como ele é um personagem fofo! Nos livros ele sempre esteve ao lado do Harry, ajudando e salvando-o. E, meu Deus, conseguiram fazer jus a toda a história dele nesse filme. Seu discurso antes de ser atacado por Belatris (ai Jesus, se você ainda não sabe a história, se mata), me fez chorar! Sim, eu chorei por causa de um boneco de computador, e daí? Quando ele começou a falar sobre liberdade meus olhos marejaram porque eu sabia o que estava por vir (tá bem, você ainda não viu, então não vou contar mais nada)

Sim, eu já vi Harry Potter duas vezes. E poderia ter visto a terceira, a quarta, a quinta... Enfim, é um filmaço. E eu estou mais do que feliz com o resultado: estou radiante. Pela primeira vez essa fãzoca aqui tem orgulho de dizer: "vou ver Harry Potter!" Valeu, Warner! E aguardo ainda mais ansiosa pela Parte 2! Malfeito feito!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Tarantino elege seus filmes preferidos em 2010 (fonte: Omelete)


Quentin Tarantino liberou a lista com seus 20 filmes preferidos em 2010. Pena que, muitos deles, nós brasileiros não tivemos a oportunidade de assistir. Por outro lado, fico muito feliz de concordar com ele em diversos filmes.


Por exemplo, 'Toy Story 3" está em primeiro lugar merecidíssimo! O filme é sensacional e estou torcendo muito para ganhar o Oscar de Melhor Filme (missão impossível) Agora, uma dúvida, será que ele chorou no filme como 99,9% da população do planeta? Imagina, você está no cinema, olha pro lado e dá de cara com Taranta chorando com Andy correndo atrás de seus brinquedos perdidos.


Em segundo lugar, ficou "A rede social", que eu não vi, só de sacanagem porque tive inúmeras oportunidades. Mas, sei lá, não vi e ponto final.


Dos outros da lista, uau, "Kick-ass" entrou! É óbvio que deveria entrar porque tem um pouquinho de Tarantino em cada pedaço do filme. E é realmente um dos melhores do ano, da década. Na minha lista ele até ficaria umas posições acima.


Por último, gostaria de comentar sobre "Enter the void", o único filme da lista que Tarantino fez ressalvas. Segundo ele, os créditos de abertura são os melhores da década e um dos melhores da história do cinema. Eu vi no YouTube (tem o link no Omelete) e é muito bom, realmente. O primeiro minuto dá muita dor de cabeça, mas essa deve ser a intenção porque é tudo muito psicodélico. Depois, fica muito mais legal, a música que é toca é realmente muito boa. Parabéns para o cara que teve a paciência de ficar mudando as fontes, as letras, tudo. Deve ter dado um trabalho do cão.


Mas, no fim das contas, sem dar trabalho não é cinema.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E as férias do blog chegam ao fim.


Nesses três meses em que fiquei longe do bloguinho, em nenhum momento eu esqueci dele. Quase sempre, me batia aquela saudade louca de escrever meus devaneios por aqui. Porém, a faculdade consumiu o meu tempo de tal maneira que eu não conseguia nem ver filmes quanto mais escrecer alguma coisa (além, é claro, de coisas sobre TV Digital, rádio nos 30 e método antropológico) Enfim, a marca do meu retorno ao bloguinho é um filme genial que há tempos eu tava doida para ver.


"Rebobine, por favor" é uma garnde homenagem ao cinema e aos anos 80. Quem me conhece sabe que são duas coisas que eu amo e, claro, o filme me conquistou desde a sinopse. Danny Glover faz o dono de uma locadora que está prestes a falir. Os concorrentes estão investindo nos DVDs enquanto ele ainda usa VHS e o cara não tem grana nem para fazer a reforma no prédio que a prefeitura exige - correndo o risco de perder o terreno. Assim, ele viaja para 'pesquisar o inimigo' e deixa seu ajudante Mike (Mos Def) tomando conta da loja. Mas o amigo desmilado de Mike, Jerry (ninguém menos que Jack Black - dá para imaginar!), sofre um acidente e acaba desmagnetizado, apagando o conteúdo de todas as fitas. Começa, então, a saga de reencenar cada filme da loja, antes que o dono volte de viajem e que os clientes percebam o que aconteceu.


O filme é totalmente cativante, principalmente na maneira como mexe com os sentimentos do público. Pode parecer besta que alguém como eu, que nasceu nos anos 90, se identifique tanto com os anos 80, mas eu vivi parte dessa década através meu irmão, por tabela. Eu joguei Atari, brinquei de Playmobil, ouvi fitas cassete e, principalmente, gravei e assisti muitos filmes em VHS. Aliás, a estante aqui de casa ainda tem as mais 300 fitas gravadas, com raridades como entrevistas do "Jô Onze e meia" e a abertura da Copa de 94. E a primeira temporada de Lost quase completa! (eu apertava o play e ia dormir porque passava muito tarde na Globo) E eu ainda assitiria essas coisas se o vídeo cassete funcionasse, porque o DVD não tem aquele charme: o barulhinho da fita entrando, o colorbar no começo e aquele chiado característico. É o mesmo sentimento que algumas pessoas têm com os LPs. Talvez por isso o filme não tenha feito tanto sucesso. Só quem tem esse quase-amor pelo cinema (e pelo VHS) entende o sentimento dos dois recriando os filmes.


Aliás, as recriações são impagáveis. É como nos anos 10 ou 20, quando os cineastas não tinham nenhum recurso e tinham que valer só da imaginação para fazer as coisas. Jerry e Mike arrasam e, o mais importante de tudo, se divertem à beça. Porque, talvez com toda a grana envolvida seilá, os moviemakers tenham perdido esse sentimento de total deslumbramento pela Sétime Arte. Sentimento que o diretor Michel Gondry captou e transportou para a tela, como há muito tempo não se via. É só você captar a emoção e aproveitar essa enorme homenagem ao cinema. Do tamanho que ele merece.

sábado, 11 de setembro de 2010

Apenas o fim - O bloco do eu sozinho...





Hoje eu parei para ver o grande filme do circuito alternativo universitário dos últimos anos: Apenas o fim. Do estudante da PUC-Rio Matheus Souza, o filme foi ovacionado, ganhou um monte de prêmios e logo se tornou cult. Mas agora eu me pergunto, por quê?

Tudo é uma questão de expectativa. Como já aconteceu milhares de vezes, várias delas escritas aqui no blog, é muito triste você ouvir muito sobre um filmes e esperar tanto dele ao ponto dele se tornar uma decepção. Foi o que aconteceu hoje.

Outro dia, no meu estágio, o pessoal estava comentando como "Apenas o fim" era ótimo e como Matheus Souza era um gênio (?!), que o roteiro era genial e que ele era o grande representante do curso de cinema da PUC. A última opção tudo bem, há muito tempo ninguém fazia algo que ganhasse tanta repercussão no nível universitário. Daí a Matheus souza se tornar um gênio, me desculpe, mas é exagerar tanto que nem tem uma palavra em português para isso.

O roteiro é interessante, mas não tem quase nada de inteligente. Não é uma coisa de Quentin Tarantino, em que o cara joga o verde e se você pegar, parabéns, se não, perdeu playboy. Matheus Souza simplesmente tacou no liquidificador sua infância e adolescência, como se o filme fosse uma desculpa para homenagear toda a sua vida. Não que isso seja ruim, a história é até bem interessante só que o problema é que os diálogos ficaram meio forçados. Se esse é, como foi dito, o "retrato de uma geração", eu e todos os meus amigos não se encaixam nessa tal geração, me desculpe.

O que eu mais gostei foi da direção mesmo. Não sei se foi por falta de equipamento, por estilo, sei lá, mas o filme é quase todo filmado em planos longos. E eu adooooooooooooro planos longos, acho que é a melhor maneira de ver realmente o ator trabalhando e não naquela corta-corta sem fim. Ficou com a maior cara de teatro, o que combinou com o jeitão meio alternativo do filme.

Assim, acho que o cara tem mérito. O filme é fofo - bobinho, mas fofo - e para quem não teve quase nada de patrocínio e filmou tudo com as câmeras da faculdade, até que saiu um trabalho bem legal. Pena que tem gente exagerou quando elogiou o cara. Se eu não tivesse escutado esses comentários, talvez eu tivesse gostado bem mais.


P.s.: valeu mais ainda a música do Los Hermanos no final do filme. Ê, saudades!

P.s. 2: Eu sei que a PUC inteira vai me matar se ler esse post. Eles realmente são completamente fãs do filme, mas fazer o quê. Gosto é gosto. Mesmo que eu ache que sou a única pessoa na face da Terra a criticar publicamente o filme.






quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quando o que já é bom fica melhor ainda.



O que dá se você juntar Quentin Tarantino, o maior diretor dos anos 90, com CSI Las Vegas, uma das mais importantes e influentes séries de todos os tempos? Um episódio foda, claro! Com 1h22min, Grave Danger ou Perigo a sete palmos em português, mostra os nossos CSIs tendo que investigar o sequestro do criminalista mais gente boa do laboratório, Nick Stokes. Ele é enterrado vivo e o sequestrador coloca uma câmera do "túmulo" onde todo mundo fica vendo o drama dele enquanto o oxigênio disponível vai acabando.

CSI Las Vegas estreou em outubro de 2000 nos EUA e foi criado por Anthony E. Zuiker. Ela conta a história de um grupo de cientistas forenses da polícia de Las Vegas, cujo objetivo é investigar crimes em circunstâncias incomuns. Apesar das histórias meio viagem na maionese, CSI é real e os criadores garantem que todos os equipamentos e técnicas usadas na série existem de verdade. Mas, é claro, nem no melhor laboratório do mundo, um resultado de DNA sai em um dia. Mesmo assim, CSI é considerada uma das melhores séries da história e tem dois "filhos": CSI Miami e CSI Nova York. É, mas sem o mesmo charme.

E no outro lado dessa história tem Quentin Tarantino, o diretor, ator e roteirista ítalo-americano, conhecido por roteiros não-lineares, diálogos rápidos e uso de violência extrema. São dessa mente genial clássicos como "Pulp Fiction", "Cães de Aluguel" e "Kill Bill". Tarantino também dirigiu e participou de dois episódios de "Alias", outra série famosa e importante.

Essa mistura rendeu um dos melhores episódios de séries que eu já vi na vida. E como são dois episódios (especificamente a season finale da 5ª temporada), ficou com a maior cara de filme. Tarantino imprimiu seu ritmo, seu estilo, mas ao mesmo tempo respeitou cada um dos personagens e a história da série. E, cara, ficou espetacular.

O episódio começa com Nick (George Eads) indo para a cena do crime dirigindo o seu carro e cantando uma música que está tocando na rádio - muito Tarantino. Em outra cena, dois técnicos do laboratório conversam sobre casualidades enquanto jogam um jogo de tabuleiro - outra cena muito Tarantino. Outro momento em que, mesmo sem saber, você percebe que tem o dedo do Quentin é que uma música tem função crucial no desenvolvimento da trama.

Aliás, que desenvolvimento! Ver o Nick enterrado é completamente desesperador e eu juro que cheguei à beira das lágrimas no clímax do episódio. E não porque foi dramático porque o Tarantino não faz essas coisas de filme da Julia Roberts, não. A tensão é extrema, como eu nunca tinha visto em nenhum episódio de CSI (e olha que eu sou fãzoca mesmo, hein!) e é de uma crueldade e violência absurda. Mas é claro, não podia ser diferente, pois isso é o Taranta que a gente tanto ama.

A fotografia e a direção de arte sempre são maravilhosas, mas não teve nenhuma diferença dos outros episódios da série. O clima escuro combinando com as luzes de Las Vegas mostra que aquela é a equipe do turno da noite. Não que todas as cenas sejam assim e Tarantino aproveitou como ninguém os momentos à luz do dia, como é o caso da cena memorável dentro de uma casa abandonada. Não falarei mais nada. Só vendo pra saber. Mas prepare-se. É maravilhoso.
Ah, e eu não posso esquecer dos diálogos que são ainda mais espetaculares que normalmente. O episódio destila muito mais daquela ironia, daquele sarcasmo que é maravilhoso e meio politicamente incorreto quando se trata de uma série tão séria. Mas, e daí, politicamente correto é um troço chato pra cacete. E quem melhor que Quentin para nos provar isso mais uma vez?

E, assim, CSI Las Vegas e Quentin Tarantino nos mostram que o que é bom pode, sim ficar melhor. Muito melhor. Infinitamente melhor. Pros fãs de cinema e seriados como eu se deliciarem. Ui.




sábado, 10 de julho de 2010

O primeiro 3D a gente nunca esquece.



Shrek é o tipo de filme que marcou as nossas vidas. Lançado em 2001, inovou com as piadas inteligentes e referências a conto de fadas e cenas de filmes, sempre com aquele tom de humor meio ácido. Sua continuação, Shrek 2, mantém o mesmo estilo e introduz o meu personagem favorito, O Gato de Botas. Nesse filme, você contiua rindo horrores das referências a contos de fadas e as irônias que a DreamWorks colocou. E eis que, tchantchantchantchan, surge Shrek Terceiro, que desabou tudo que a empresa tinha contruído e foi um filme chato pra cacete. Nem as crianças no cinema riram e o mundo inteiro achou um saco. Seria um fim melancólico e, digamos, indgino do ogro mais adorado do cinema, que inovou ao apresentar essa linguagem super nova.




A DreamWorks, coitada, tem como concorrente a Pixar Animation Studios que ganha esse combate de lavada. A segunda é mestre em filmes que, pô, nos emocionam de tal maneira que você nem percebe que foi feito por um estúdio infantil. É o caso, por exemplo, de WALL-E, onde a sensibilidade dos diretores nos deu uma obra-prima que alcança todas as idades e faz adultos - como eu - comprarem o DVD para assistir de novo uma vez ou outra. Mesmo assim, quando lançou Shrek, a DreamWorks conquistou o público adulto também, pois aquelas referências eram mais entendidas pelos grandinho que pelos baixinhos. Quando o terceiro filme da franquia foi lançado, o queixo de todo mundo caiu porque a própria DreamWoaks destriu aquele mundão maravilhoso que ela tinha criado e colocou de volta a Pixar como grande referência quando o assunto era filme-de-criança-inteligente.

Shrek para sempre é, creio eu, uma tentativa de resgatar esse espírito e fazer um pedidão de desculpas pros fãs da série. Ninguém ia gostar de pensar que o fim do nosso amado ogro, Fiona, Burro e Gato de Botas era aquela coisinha meia-boa e sem graça. O quarto filme da série e primeiro com tecnologia 3D é muito divertido. Ainda não tem o humor inteligente, mas pelo menos você ri à beça durante a sessão. E, sim, não são só as crianças que acham graça no filme, não. Eu e minhas amigas Ana e Flavi, assim como vários adultos no cinema também achamos muita graça porque o filme tem algumas cenas inteligentes.

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A história é a seguinte: Shrek está achando sua vida um tédio completo e sente voltade de ser o ogro que assustava todo mundo e podia tomar banho de lama à vontade em seu pântano. Eis que, no aniversário de um ano de seus filhos com Fiona, ele perde o controle e fala um monte de besteiras para ela. Nesse momento ele encontra o espertalhão Rumpelstistilkin, diretamente dos conto da menina fiadora dos irmãos Grimm para roubar um dia de vida do ogro em troca de um dia livre para assustar as pessoas. O problema é que Rumps (dá preguiça escrever o nome todo) rouba extamente o dia em que Shrek nasceu, assim, ele nunca salvou Fiona e o reino de Tão Tão Distante é dele. E aí começa aquela coisa toda. Shrek só vai conseguir sua vida de volta se, até o nascer do sol, conseguir um beijo do amor verdadeiro (dããn) de Fiona. O problema é que agora ela é uma guerreira que junto com outros ogros, pretende fazer uma revolução e depor Rumps. Como se apaixonar em meio a uma guerra?
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É claro, Shrek para sempre ainda é um conto de fadas e, claro, dá para eles se apaixonarem. Nesse meio tempo, você ri, você se emociona, você relembra os outros filmes (só os dois primeiros porque o outro é dispensável) e você percebe que vai sentir saudades dos personagens. Mas ainda assim, você sabe que é melhor acabar logo com isso antes que a série desande de vez.
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Apesar da falta de piadas tão inteligentes, marca dos dois primeiros longas, o filme tem pontos fortes. A tecnologia 3D é um máximo e a criança dentro de mim ficou tentando "pegar" as coisas que eram jogadas "na plateia". Realmente ver um filme em tres dimensões é maravilhoso e já estou à espera de quando Avatar vai reestrear só para eu poder vê-lo nessa tecnologia. A fotografia também é linda e garante um visual super legal ao filme. Cara, é tão real que chega a cortar o coração quando Shrek chega no lugar onde tinha sua casa e se depara com uma árvore morta e infestada de ratos. Real. Real e deprimente. Além disso, as cenas em que ele tem uma crise básica de meia-idade, de frente ao espelho fazendo caretas assustadoras, nos fazem pensar que o ogro poderia muito bem ser um humano, assim, como o robôzinho WALL-E tem expressões humazinadas que levam o expectador a se identificar com o personagem.
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O Burro e o Gato de Botas estão roubando a cena, como sempre. Se Shrek está meio deprê por conta de Fiona não se lembrar dele, os dois que trazem o humor à tona. Com um Burro se perguntando como se casou com uma dragão e o Gato gordo e preguiçoso, o fã vai se divertir relembrando as cenas dos dois longas que merecem crédito. O olhar do Gato continua sendo a coisa mais fofa desse mundo e o Burro, bem, ele ainda é o Burro! Preciso dizer mais alguma coisa?
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Assim, você que é fã de Shrek vai gostar do filme. A série marcou nossas infâncias e ficará para sempre na nossa memória. O capítulo final é, apesar de tudo, um ótimo filme. Ele tem seus deslizes, mas é sim um final mais que digno para a historia do ogro e sua turma. Os aplausos no fim da sessão comprovam.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Top 10 - Filmes adolescentes americanos.


A fórmula é sempre a mesma: high school, garota que se apaixona por um garoto e vice-versa, confusões de sentimentos, aquela garota mala-patricinha-e-invejosa-lider-de-torcida, o fortão do time da escola e o nerd, sempre jogado dentro de um armário. Os filmes adolescentes americanos são, na maioria das vezes, iguais. Porém, de vez em quando, aparecem uns que mesmo tendo essa fórmula tão batida, são legais, engraçados e marcam nossas vidas. Alguns da lista nem são tão formulados assim, como é o caso de "Curtindo a vida adoidado" mas podem ser classificados como 'adolescentes' mais pelo tema mesmo: todo mundo às vezes tem a vontade de matar aula e sair por aí zoando horrores.


Então, em homenagem a esse gênero que as pessoas adoram, mas têm vergonha de admitir - inclusive eu - eis aí o meu top 10 de filmes adolescentes americanos.


• As patricinhas de Beverly Hills - clássico absoluto! Confesso que paro o que estou fazendo toda vez que passa na Sessão da Tarde. É engraçado, fofo e tem uma inocência maravilhosa. Adoro a cena em que a Cher está doando esquis pros pobres e diz pro pai: "Eles também precisam se divertir!" Genial. E, claro, o Josh está na minha lista dos personagens mais cut-cutis do cinema!
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• Meninas Malvadas - Ah, adooooro! E, o melhor de tudo, conversando com um amigo meu da PUC, o Rodrigo (vulgo Pedro), que fez high school nos USA, ele me disse que é exatamente daquele jeito. As mesas divididas, as líderes de torcida burras e o preconceito e a crueldade. Triste, mas, po, real, malvado, cruel e... Maneiríssimo!
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• 10 coisas que eu odeio em você - outro clássico. Só a cena em que o Heath Leadger canta a música do Sinatra já valeria o filme todo, mas ainda é fofo e divertido ao extremo. "Mas odeio principalmente não conseguir te odiar, nem um pouco/ Nem um por um segundo/ Nem mesmo só por te odiar." Lindo!
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• Curtindo a vida adoidado - Todo adolescente quer ser Ferris Buller. Fato.
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• O dário da princesa - esse vale mais pelos livros, que são bem coisinha de adolescente. Mas, msmo assim, têm um humor diferente, meio ácido, com muitas referências à cultura pop, filmes, séries, etc. O filme não manteve isso, mas confesso que faço "ohh" toda vez que vejo o beijo entre a Mia e o Michael, com aquela levantadinha básica de perna que ela dá *-*
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• High School Musical - bobão, mas, ainda sim, bem feito. Admito, a Disney arrasou e fez um filme com tudo aquilo que adolescente gosta. O Troy é um perfeito herói romântico, além de ser o tipo lindão e a Gabriela é a doce mocinha. Tudo certinho, no lugar certinho. E, claro, bem feito como musical, tenho mesmo que admitir... Não podia faltar na lista.
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• Ela é o cara e Tudo que uma garota quer - Só incluí porque eu adoro a Amanda Bynes. Acho ela engraçada e boa atriz, não é maluca ou metida como outras menininhas tipo Lindsay Lohan ou Miley Cyrus. E os filmes são legaizinhos, vai ;)
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• Ela é demais - Freddie Prinze Jr. não podia ficar de fora e seu maior clássico também. "Ela é demais" conta a batida história do bonitão que se apaixona pelo patinho feio. Batida, mas ainda sim, legal. P.s.: créditos para Jana, que me indicou esse filme. Valeu, Jana!
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• Passaporte para Paris - ou qualquer outro das gêmeas Olsen. Afinal, os filmes delas também tem tudo o que uma menina sonha passar: lugares paradisíacos, garotos fofos, muito romance e aventura. Ai, ai, pena que essas coisas só acontecem no cinema.
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E, você, também gosta de filmes adolescente? Não se reprima, pode admitir! E faça sua lista também!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Viva o politicamente incorreto, PORRA!



Eu sei que eu não deveria estar escrevendo sobre um filme que ainda nem estreou no Brasil, pois isso significa que ele foi baixado da internet: ou seja, pirataria. Mas, na sociedade em que a gente vive, que cultua o politicamente correto e as coisas certinhas ao extremo, é muito bom remar um pouco contra essa maré chata pra caralho. Isso mesmo, meus caros, esse é o post da revolução! Ops, acho que me empolguei demais... Talvez nao seja uma revolução aos moldes do marxismo, sei lá. Mas tenho que dizer que é bom pra caramba dar de cara com essas surpresas cinematográficas chocantes e subversivas, como é o caso de "Kick-Ass - Quebrando tudo".


O filme conta a história do nerd magricela e invisível Dave (Aaron Johnson). Viciado em quadrinhos e sabe-tudo sobre as histórias (do tipo que poderia ter uma discussão daquelas com o ícone nerd Sheldon), ele um dia começa a se perguntar porque ninguém nunca colocou uma roupa de borracha, uma máscara e saiu por aí combatendo o crime. Afinal, como ele mesmo diz, os vilões também existem na vida real e alguém precisa combatê-los. Assim, ele compra uma roupa colorida pela internet e sai pelas ruas lutando contra o mal. A atitude dele toma proporções malucas quando um video seu em uma briga cai no YouTube e faz dele uma celebridade instatânea - ele não, o Kick-Ass, claro; um super-herói nunca revela sua identidade. A partir daí, ele passa a conhecer outras pessoas que também fazem isso, como é caso do Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha de doze anos Hit Girl (Chloe Moretz - impagável) que vão tentar ajudá-lo nessa jornada enquanto tentam combater o verdadeiro vilão: o traficante Frank D'Amico (Mark Strong).


"Kick-Ass" é aquele tipo de filme que a gente pode classificar como um achado. Depois de "Watchmen", eu achei que nunca mais ia ver um filme de super-herói do jeito que nossos companheiros nerds sempre sonham. Mas me enganei terrivelmente. Esse daí me surpreendeu tanto que já vi duas vezes e reprisei as cenas mais legais. A maioria delas é protagonizada pela garota Chloe Moretz, na pele da heroína dos cabelos roxos. Hit Girl é a melhor parte de todo o filme. A cena que aparece no trailer: quando ela mata uns vinte caras do tipo armário, sozinha, estourando os miolos deles, enquanto toca uma música muito legal no fundo que eu infelizmente ainda não descobri o nome - é mais do que absurda. É tão maneira, bem feita e divertida que você se mata de rir! A interação da música com cena ficou perfeita.

Aliás, a trilha sonora é outro aspecto a ser elogiado no filme. Tudo quanto é música foi perfeitamente escolhida e cabe certinho nos momentos em que aparecem. E tem de tudo, sabia? Desde o clássico pop/rock americano, passando pelo hip hop - em uma cena muito legal protagonizada pelo nosso herói e seu companheiro Red Mist, papel de Christopher Mintz-Plasse, o garoto McLovin e melhor coisa de "Superbad" - e até uma música que, pasmem, toca no filme "Por uns dólares a mais", com Clint Eastwood.


E ainda por cima, tinha hora que eu me sentia em um filme do Quentin Tarantino. O diretor Matthew Vaughn deve ter buscado inspiração nas matanças sangrentas e nos tiroteitos barulhentos que nosso amigo ítalo-americano tanto se amarra. Hit Girl parecia uma gângster sobrinha de Vincent Vega dado tiro para tudo o que é canto ou esfaqueando as pessoas. Agora, vai dizer que não é no mínimo doido ver um filme onde uma garota de doze anos usa, não uma, mas várias armas e sai matando todo mundo que vê pela frente? E acho que esse é o grande mérito do diretor. Ele não teve medo de ousar e colocar a violência ao extremo, mesmo se tratando de crianças ou adolescentes. Lá estão metralhadoras e bazucas nas mãos de quem quer que seja.

Os mais chatos vão dizer que isso é um absurdo. Que é um culto à violência. Que é por isso que as crianças estão malcriadas, mal-educadas e mal-comportadas (com hífen ou sem hífen, eis a questão!) Pois eu discordo completamente e acho isso tudo um grande balela. Quando eu era criança, joguei "Street Fighter", RPG, jogo que guerra, batia no meu irmão onze anos mais velho que eu e nem por isso matei ninguém ou fiz um ritual de magia negra no cemitério. Se os pais não sabem educar seus filhos, pelo menos admitam e não coloquem a culpa nos outros!

Agora, "Kick-Ass" não é uma montanha-russa louca de violência e sangue. Tem umas partes muito legais que dão o equilíbrio e passam também aquela mensagem do porquê daquilo tudo estar aparecendo. Afinal, a mensagem mais importante é que aquele garoto por quem ninguém dava nada levantou a bunda da cadeira e tomou uma atitude que influenciou toda uma cidade. A partir dele, podemos perceber que não dá para ficar esperando por aranhas radioativas ou seres de outro planeta. São nossas boas intenções que nos fazem heróis. E sua grande lição para gente é que "Sem poder não temos responsabilidade. Exceto que isso era mentira!"

terça-feira, 25 de maio de 2010

TOP 10 - Os mais gatos do cinema.

Meu professor de Comunicação Impressa, o jornalista Lula Branco Martins, é cara que adora contar histórias em suas aulas. E as histórias dele são imbatíveis e engraçadíssimas! Todas estão relacionadas com a sua carreira e falam de ética na profissão, maneiras de conseguir uma matéria e como sobreviver nesse mundo cão do jornalismo. Uma das histórias era sobre uma 'lista do Fluminense', que ele fez quando trabalhava na Revista de Domingo do Jornal do Brasil. Toda semana ele tinha que fazer um Top 10 sobre qualquer coisa. Isso mesmo, qualquer coisa. Uma dessas listas foi sobre o Fluminense dizendo dez coisas que caracterizavam os torcedores. No dia dessa aula, me veio a ideia: porque não fazer top's 10 aqui no blog? Às vezes não vi nenhum filme e fico sem nada para postar. E também seria uma boa maneira de quem lê me conhecer melhor.
Então, para começar, esse top 10 é sobre um assunto que me interessa muito. Hehehe. Os homens bonitos que embelezam os filmes, nos dão um motivo a mais para assitir a alguns (às vezes eles são o único motivo!) e, claro, têm talento também; não são só um corpitcho bonito! Preciso frisar que os caras não estão necessariamente nessa ordem e, claro, essa é a MINHA opinião. Como sou conhecida entre as minhas amigas como tendo pessimo gosto, pode ser que vocês detestem a lista! Mas tentei ser o mais imparcial possível: tipo, não incluí o John Cusack, que eu acho charmosérrimo, mas que tenho consciência de que tem gente muito mais bonita que ele!

Bom, aí vão: Os homens mais bonitos do cinema, pela jornalista Marcelle Soares. Ou seja, eu! :D



• Johnny Depp - esse é O cara. Além de puta talentoso, é charmoso, inteligente, tem borogodó e parece que tem aquela pegada! Enfim, pode-se dizer que é o cara perfeito que toda mulher sonha.

• Humprey Bogart - quando vi 'Casablanca' pela primeira vez me apaixonei. Outro que é um charme só. Mais do que beleza física propriamente dita, ele tem aquele olhar 43 que mata qualquer uma.

• Marlom Brando - esse é um ícone. É só olhar a foto ali embaixo e saber porquê.

• Brad Pitt - eu nem vejo tanta graça nele, mas admito que ele é realmente muito gato. É bom ator, lindo fiscamente, inteligente e carismático. Além de paizão e maridão! Ah, essa sortuda da Jolie!

• Tom Hanks - ah, eu acho ele bonitão. Claro, agora tá velho e meio caído, mas o que dizer daquela carinha fofa de filmes como 'Splash' e 'Um dia a casa cai'? Até em 'Naufrago' ele tá bonitão! Esqueçam o barbão e prestem atenção no tanquinho!

• Al Pacino - o que é Michael Corleone? Eu queria ser a primeira dama da Máfia!

• Clint Eastwood - o que dizer dele nos filmes werstens, de chapéu, barba e arma na mão, olhando para a câmera com aquele carão? A gente se apaixona pelo anti-herói só porque é ele!Agora, além de beleza, o Clint tem uma voz que, peloamordeDeus, é absurdamente sexy!

• George Clooney - Esse daí é como vinho: vai ficando mais bonito com o tempo. Ai, George, viva muitos ainda, hein!

• Russel Crowe - um brutamontes. Mas vai dizer que não achou tudo ele em 'Gladiador' naquela roupa sexy mostrando as pernas, todo suado, defendendo a honra da esposa?
• Clive Owen - eu fiquei na dúvida se botava ele ou não. Tem filme que ele tá bonitão, agora tem outros que ele tá com um cara de bobão! Mas mesmo assim ele ainda é charmosão, tem olhar 43 e é britânico! Só o sotaque dele já mata.


Analisando o resultado, eu percebi que não entrou nenhum cara novinho. Tipo Ashton Kutcher ou meninos bonitinhos do Disney Channel. Eu não gosto dos pirralhos; gosto dos homens de verdade. Dos dez, só três têm olho claro, o que é uma surpresa para mim pois eu adoro homens de olhos claros. Por outro lado, só tem um loiro: o Brad Pitt. Os morenos fazem mais a minha cabeça, mesmo. Desses dez, dois já morreram: Bogart e Brando. Todos eles, mais do que beleza física tradicional, eles foram escolhidos pelo charme na tela e a capacidade de conquistar você ali do outro lado só com um olhar.