terça-feira, 25 de maio de 2010

TOP 10 - Os mais gatos do cinema.

Meu professor de Comunicação Impressa, o jornalista Lula Branco Martins, é cara que adora contar histórias em suas aulas. E as histórias dele são imbatíveis e engraçadíssimas! Todas estão relacionadas com a sua carreira e falam de ética na profissão, maneiras de conseguir uma matéria e como sobreviver nesse mundo cão do jornalismo. Uma das histórias era sobre uma 'lista do Fluminense', que ele fez quando trabalhava na Revista de Domingo do Jornal do Brasil. Toda semana ele tinha que fazer um Top 10 sobre qualquer coisa. Isso mesmo, qualquer coisa. Uma dessas listas foi sobre o Fluminense dizendo dez coisas que caracterizavam os torcedores. No dia dessa aula, me veio a ideia: porque não fazer top's 10 aqui no blog? Às vezes não vi nenhum filme e fico sem nada para postar. E também seria uma boa maneira de quem lê me conhecer melhor.
Então, para começar, esse top 10 é sobre um assunto que me interessa muito. Hehehe. Os homens bonitos que embelezam os filmes, nos dão um motivo a mais para assitir a alguns (às vezes eles são o único motivo!) e, claro, têm talento também; não são só um corpitcho bonito! Preciso frisar que os caras não estão necessariamente nessa ordem e, claro, essa é a MINHA opinião. Como sou conhecida entre as minhas amigas como tendo pessimo gosto, pode ser que vocês detestem a lista! Mas tentei ser o mais imparcial possível: tipo, não incluí o John Cusack, que eu acho charmosérrimo, mas que tenho consciência de que tem gente muito mais bonita que ele!

Bom, aí vão: Os homens mais bonitos do cinema, pela jornalista Marcelle Soares. Ou seja, eu! :D



• Johnny Depp - esse é O cara. Além de puta talentoso, é charmoso, inteligente, tem borogodó e parece que tem aquela pegada! Enfim, pode-se dizer que é o cara perfeito que toda mulher sonha.

• Humprey Bogart - quando vi 'Casablanca' pela primeira vez me apaixonei. Outro que é um charme só. Mais do que beleza física propriamente dita, ele tem aquele olhar 43 que mata qualquer uma.

• Marlom Brando - esse é um ícone. É só olhar a foto ali embaixo e saber porquê.

• Brad Pitt - eu nem vejo tanta graça nele, mas admito que ele é realmente muito gato. É bom ator, lindo fiscamente, inteligente e carismático. Além de paizão e maridão! Ah, essa sortuda da Jolie!

• Tom Hanks - ah, eu acho ele bonitão. Claro, agora tá velho e meio caído, mas o que dizer daquela carinha fofa de filmes como 'Splash' e 'Um dia a casa cai'? Até em 'Naufrago' ele tá bonitão! Esqueçam o barbão e prestem atenção no tanquinho!

• Al Pacino - o que é Michael Corleone? Eu queria ser a primeira dama da Máfia!

• Clint Eastwood - o que dizer dele nos filmes werstens, de chapéu, barba e arma na mão, olhando para a câmera com aquele carão? A gente se apaixona pelo anti-herói só porque é ele!Agora, além de beleza, o Clint tem uma voz que, peloamordeDeus, é absurdamente sexy!

• George Clooney - Esse daí é como vinho: vai ficando mais bonito com o tempo. Ai, George, viva muitos ainda, hein!

• Russel Crowe - um brutamontes. Mas vai dizer que não achou tudo ele em 'Gladiador' naquela roupa sexy mostrando as pernas, todo suado, defendendo a honra da esposa?
• Clive Owen - eu fiquei na dúvida se botava ele ou não. Tem filme que ele tá bonitão, agora tem outros que ele tá com um cara de bobão! Mas mesmo assim ele ainda é charmosão, tem olhar 43 e é britânico! Só o sotaque dele já mata.


Analisando o resultado, eu percebi que não entrou nenhum cara novinho. Tipo Ashton Kutcher ou meninos bonitinhos do Disney Channel. Eu não gosto dos pirralhos; gosto dos homens de verdade. Dos dez, só três têm olho claro, o que é uma surpresa para mim pois eu adoro homens de olhos claros. Por outro lado, só tem um loiro: o Brad Pitt. Os morenos fazem mais a minha cabeça, mesmo. Desses dez, dois já morreram: Bogart e Brando. Todos eles, mais do que beleza física tradicional, eles foram escolhidos pelo charme na tela e a capacidade de conquistar você ali do outro lado só com um olhar.




segunda-feira, 17 de maio de 2010

"The Goonies" - como é bom ser criança!


Ele tem alma de criança, uma imaginação muito fértil e é o "rei" dos blockbusters. É também o cineasta que melhor representa uma criança na grande tela, que mais entende seu mundo e seuas atitudes. Esse cara é Steven Spilberg, responsável por sucessos como "Tubarão", "Indiana Jones" e "Superman" e, claro "Os Goonies". Feito em 1985, dirigido por Richard Donner e escrito por Chris Columbus (dos dois primeiros Harry Potter) e Spilberg, "Os Gonnies" é um clássico. A história de um grupo de amigos, formados por Mikey, Brand, Bocão, Dado e Gordo, que encontram o mapa do tesouro do pirata Willie Caolho e partem em busco do ouro na esperança de salvar suas famílias do despejo, marcou toda a geração 80 e encanta os espectadores até hoje. Inclusive eu.


O SBT tem esse quê especial de passar uns filmes legais que ninguem mais passa. É claro, no meio de trocentas bombas, mas de vez em quando dá para pescar um filmaço. E semana passada, o Silvio exibiu no SabadoCine "Os Gonnies". Eu parei em frente à tv na expectativa de ver esse filme que nunca tinha visto. Já tinha lido, visto foto, ouvido falar... Tem horas que eu percebo que, apesar de ser cinéfila, não vi filme quase nenhum!


"Os Gonnies" é um filmaço, posso dizer com toda a certeza. Mistura comédia, drama, aventura e amor em uma hora e meia que você nem sente passar. Eu fiquei particularmente feliz de encontrar um filme de criança em que elas não são idiotas ou extremamente infantilizadas. Os personagens principais do filme saem em busco do tesouro preocupadas com o despejo de suas famílias, ou seja, elas nao são burras ou alienadas. Se enchem de coragem para salvar a cidade que será transformada em um enorme campo de golfe! (eu entendi direito?!) . Isso é uma marca de Spilberg, que sempre faz crianças mais profundas, como o garoto Elliot, de "E.T."


Porém, entretanto, contudo,todavia, eles ainda são crianças. E o mais legal é vê-las ainda se comportando como crianças. Essa história de acreditar em pirata, que criança nunca quis ir atrás de um tesouro de verdade? Tem outra coisa legal: eles saem por aí de bicicleta! Pode parecer estúpido mas eu achei isso tão legal! As crianças andam tão computadorizadas hoje em dia que é muito maneiro ver que se pode ter uma aventura com coragem e uma bicicleta!


Outra coisa marcante no filme é a família Fratelli. São bandidões bem malvados, liderados pela Mamma, que se escondem bem no restaurante abandonado onde as crianças acham que o teouro está. Ela tem três filhos: dois bandidos, meio confusos e doidos, mas ainda bandidos; e o monstro Sloth, o personagem mais marcante do filme. Ele caiu do berço várias vezes quando era criança e cresceu preso a correntes. Do decorrer da história, depois de assustar muito as crianças, ele faz amizade com Gordo, com quem compartilha uma paixão: chocolate. Na verdade, Sloth tem um bom coração e não é violento. Ele é só grande demais e, por ser deformado, acaba assustando as pessoas, mas sem querer.


"Os Gonnies" é portanto um filme raro. Pelo menos pros padrões atuais ele é. Não se fazem mais filmes como esse atualmente, onde as crianças ganhavam um show de imaginação, e não um show de efeitos especiais sem magia nenhuma. É isso que falta no cinema: magia! E para se ter magia não precisa de efeitos mirabolantes ou pirotécnicos. Crianças querem aventura, querem se sentir dentro do filme, querem é passar duas horas sonhando que é possível encontrar um mapa, um pirata, um tesouro. Que eu também posso ir lá, de bicicleta, encarar bandidões e viver uma aventura inesquecível. E isso tudo é em parte responsabilidade daquele cara com alma de criança, que adora uma aventura. Vlaeu Spilberg, por mais esse filmaço! A criança dentro de mim agradece!

domingo, 25 de abril de 2010

"Moulin Rouge!" - Espetacular, Espetacular!




Quando eu dizia para as pessoas que nunca tinha visto "Moulin Rouge" era sempre a mesma coisa: "Nunca??" - acompanhada de uma cara muito assustada. Agora, isso acabou. Ahá! Graças a Marina, minha amiga da PUC que me emprestou o DVD, nunca mais ninguém vai me olhar como se eu fosse um E.T.!



"Moulin Rouge! - Amor em vermelho" é escrito e dirigido pelo autraliano Baz Lurhman. Feito em 2001, o musical conta a história de Christian (o gatíssimo Ewan McGregor) um escritor que vai morar em Paris no ano de 1889. Lá, ele conhece a bela cortesã (vulgo prostituta) Satine , interpretada por Nicole Kidman, e logo se paixona por ela. Porém, para realizar o espetáculo que o grupo de teatro e o dono do cabaré Moulin Rouge tanto desejam, Satine é prometida com exclusividade ao duque, que financiará a construção do teatro. Começa então a história de amor proibida de Christian e Satine.

Existem diversos aspectos a serem elogiados no filme. E terei que me controlar para não fazer um post enorme! - pensa, Marcelle, você é jornalista. E o lema do jornalista é concisão, concisão e concisão. Então, vam'bora. Primeiro, as atuações. Nicole Kidman está linda e maravilhosa! Ela encarnou a Satine de tal maneira... E o Ewan McGregor? Charmoso, o perfeito herói romântico que qualquer mulher se apaixonaria. Aliás, eu mesma me apaixono toda vez que ouço ele cantar "How wonderful life is now you're in the world!". Outro personagem marcante é o Toulouse, interpretado por John Leguizamo, que foi um importante pintor e litógrafo e dá um toque de humor maravilhoso ao filme. E tem um cara que não tem uma única fala, o capanga do duque que, apesar de portar uma arma o filme todo, é muito carismático! O cara não precisou falar um ai nas duas horas para ser um personagem marcante. Mérito pro ator!

Em segundo lugar, é preciso elogiar a direção de arte do filme. Poucas vezes eu vi cenários tão impecáveis quanto em "Moulin Rouge". É simplesmente deslumbrante ver o cabaré, as dançarinas, o "Elefante" até o apartamento simples que Christian e os outros revolucionários moram. A fotografia também é linda é propositalment marcante. Os momentos alegres são cheios de tons avermelhados e as cenas tristes têm aquele clima azulado. O contraste entre o iluminado e o escuro força o expectador a acompanhar, como em uma montanha-russa, o clima do filme todo. E assim nós vamos, ficando alegres quando Satine e Christian estão alegres, tristes nos momentos deprimentes. Talvez a única excessão para isso seja a importantíssima cena no final, que não vou contar pra não estragar. É uma cena triste, mas que acaba tendo cores vivas por força da situação.

A direção frenética e louca de Baz Luhrman também é show de bola. A mistura do século XIX com elementos atuais não ficou forçada. Muito pelo contrário, ficou hiper original, deixou o musical mais divertido e envolvente. E, claro, divertissímo. Impossível não rir na cena em que o dono do cabaré canta "Like a virgin" da Madonna. Isso só para citar uma das inúmeras músicas atuais que compoem a linda trilha sonora do filme, ao lado, é claro, das músicas românticas do casal principal. As danças, o can can, as românticas, o tango, tudo foi maravilhosamente ensaiado e maravilhosamente filmado fazendo com que fique maravilhoso de assistir.


Enfim, "Moulin Rouge" é um super musical, envolvente, emocionante e muito divertido. A história aparentemente comum e tantas vezes mostrada - o amor proibido - ganha novos contornos nesse musical pralá de moderno. Maravilhoso, estupendo, exuberante, charmoso, atraente e hipnotizador. São tantos os adjetivos que se encaixam na descrição desse filme... Eu poderia ficar posts e posts aqui descrevendo o quão marvilhoso ele é. Mas não precisa, seria chover no molhado... Só preciso dizer uma coisa: se você ainda não viu, ahh, arrume uma Nina na sua vida! Porque, como não se pode viver sem amor, não se pode passar pela vida sem ter visto "Moulin Rouge"!






























terça-feira, 6 de abril de 2010

Armargedon? Impacto Profundo? 2012? Não, 05/04/2010!


O que aconteceu ontem e continua acontecendo hoje no Rio de Janeiro é algo inimaginável. As proporções são gigantescas e ninguém era capaz de prever uma chuva equivalente a 300 mil piscinas olímpicas em apenas 24h. E o resultado: caos completo, culpa da falta de infra-estrutura da cidade e da falta de educação de quem joga lixo onde não deve.



Por volta das cinco horas da tarde de ontem, uma chuva torrencial começou a cair em todo o Rio. Eu estava na PUC e tinha acabado de sair para fazer um lanche. Mesmo vendo a chuva, nunca ia sonhar com que me esperaria às sete horas, quando as minhas aulas acabaram. Tinha onda nas ruas da Gávea e, em cinco metros de caminhada, metade da minha calça já estava encharcada e eu tinha poças dentro do meu All Star. Meu objetivo era pegar o 460 (Leblon/São Cristóvão) pois achei que isso era o suficiente. Na minha doce inocência, eu até pensei "Poxa, tomara que a Borges de Medeiros - rua que beira a Lagoa Rodrigo de Freitas - não esteja tao engarragafada para eu chegar a tempo de ver CSI Las Vegas!". Eram sete horas e achei que até as nove e dez eu estaria em Marechal. Ledo engano. Nove horas eu ainda não tinha nem chegado ao túnel Rebouças. Quem conhece, sabe que esse trajeto é feito, em dias sem trânsito, em uns quinze/vinte minutos. O trajeto total do ônibus eu já fiz em meia hora em dias excelentes. E ontem, foram seis horas e meia dentro daquele ônibus, quase todo fechado por causa da chuva. Minha única companhia era o radinho do celular, onde ouvia na Band News o que eu mais temia: Praça da Bandeira completamente alagada. Ou seja: pra mim, o fim das esperanças de chegar em casa ainda no dia 05 de abril. Depois dessas seis horas a mais, cheguei em São Cristóvão e encontrei o meu pai héroi, que saiu de casa aquela hora, com nosso carrinho velhinho que anda meio mal das pernas, mas pronto para me socorrer. A partir desse momento, eu me tranquilizei: pelo menos não estava sozinha. Mas nas quase duas horas seguintes ficamos os dois "costurando" pelas ruas da Zona Norte, fugindo dos pontos de alagamento. Lá pelas três da madrugada, eu consegui passar pela soleira da minha porta, rezando e agradecendo muito a Deus por ter me ajudado a, apesar de tudo, chegar bem em casa.



E o fim do meu dia foi o seguinte: um belo banho com direito a álcool nas pernas para matar os 'micróbios' e um belo jantar seguido de sorvete, colomba pascal e chocolate; tudo isso assistindo a "Veronica Mars" no TeleSeriados do SBT. Danem-se as calorias, os carboidratos durante a noite e a dieta engordiet. Depois disso tudo, eu merecia, né?



Agora, como algo dessa magnitude foi capaz de acontecer no Rio? De quem é a culpa dessa história toda? Pra mim, um pouco do governo, que não investe em infra-estrutura adequada. Imagina uma chuva dessas em 2016, no meio das Olimpíadas? Outra parte da culpa é da própria população, que, mesmo sofrendo há décadas com tragédias decorrentes da chuva, continua jogando o lixo onde bem entende. Ou vai dizer que você aí nunca presenciou alguém jogado lixo pela janela do ônibus? Esse lixo entope os bueiros, que limpos já não são suficiente; sujos então...



Se 2012 ainda estivesse sendo filmado, Roland Emmerich bem que podia usar as imagens de reportagem como cenas do filme. Aquele alagamento gigantesco por toda a cidade, carros abandonados por todo o lado, gente que desceu dos ônibus e seguiu o caminho a pé (como foi o caso de muita gente que estava no mesmo 460 que eu) , pessoas ilhadas, gente passando mal, mães com crianças de colo no meio da chuva, grávidas desesperadas, gente que desligou o carro no engarrafamento e parou para bater um papo com os "vizinhos" de tragédia, deslizamentos de terra, gente perdendo suas casas, gente perdendo familiares e amigos que morreram soterrados ou afogados. Enfim, algo muito mais terrível do que aquele Cristo Redentor se espedaçando... Mas é sério, parecia cena de filme mesmo. Agora, se algum dia fizerem um filme sobre o dia 05/04/2010 no RJ, deve privilegiar o caos psicológico na cabeça das pessoas. Imagina não saber se você vai conseguir chegar em casa? Imagina estar às duas da madrugada em uma cidade como essa, temendo arrastão, assaltos? Saber que nem a polícia, nem os bombeiros, nem a Defesa Civil podem chegar até você?



O que nos resta agora é rezar pelos mortos e feridos, por quem corre o risco de perder o pouco que tem e para que isso nunca mais aconteça. Mas rezar só não adianta, pois sem o posicionamento do poder público e sem uma mudança de atitude da população, nem Deus pode fazer esse milagre sozinho.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Laranja Mecânica": um pouco da velha ultra-violência.


Feito em 1971, "Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick, é um marco na história do cinema. Conta a forte história de Alex (Malcolm McDowell) um jovem sem limites e extremamente violento, cujo passatempo favorito é espancar velhinhos e estuprar mulheres. Entretanto, um dia ele é preso e aceita ser cobaia de um tratamento intensivo e polêmico para "retirar" toda a violência nele contida. "Laranja Mecânica" ficou conhecido como um filme politicamente incorreto, chegou a ser proibido em alguns países, foi retirado de circulação pelo próprio Kubrick e se tornou - não tem palavra melhor - uma lenda!


Como toda lenda, "Laranja Mecânica" sempre foi cercada de mistérios. Teve uma época que ele só podia ser visto escondido, emprestado por baixo dos panos, como se fosse contrabando, com uma imagem péssima, a gravação da gravação. Tudo porque algumas pessoas começaram a achar que tudo aquilo que aparece era como se o Kubrick estivesse dizendo "Olha, que legal! Estuprar e espancar!". Claro que não era isso; mas as cenas eram tão fortes e tão reais para a época, que gangues começaram a se espelhar. Quem aí nunca ouviu falar da famosa cena do estupro ao som de "Singing in the rain", por favor saia do blog e se mate. Qualquer reles mortal já pelo menos ouviu o eco dessa história. Na época, os garotos começaram a cantar essa música em seus estupros. E a culpa caiu para cima de quem? Mr. Stanley Kubrick, que se tornou o "responsável" pela onda de violência que se instaurou. Por esse motivo, ele se viu obrigado a retirar o filme. E durante muitos anos, "Laranja" foi sinônimo de mistério; aumentado pelos boatos de gente que saiu vomitando do cinema durante as exibições.


Claro que, pros padrões atuais de carnificina alá "Jogos Mortais" e seus discípulos, "Laranja Mecânica" é brincadeira de criança, filme da Tela Quente. Porque simplesmente tripas não escorrem e não tem nenhuma cabeça aberta com o cérebro à mostra. Então, você me perguntará, por que diabos tanto drama? A questão central é exatamente essa: Kubrick nunca deixou nada à mostra. O terror psicológico de você quase-ver, quase-chegar-lá, ou só ouvir os gritos da pessoa atacada é pior do que ver a coisa em si. Na supracitada cena do estupro, a gente nem vê o estupro em si. Mas aquela preparação... Já dá arrepios...


Quando chega a parte do tratamento, a coisa piora. A tortura que fazem ao Alex nos atinge também e, juro, você passa a quase ter pena dele. O sofrimento psicológico é mais forte e mais intenso que a tortura física que ele causou nas pessoas. E ele sofre, sente dor de verdade, náuseas. E você lá, junto com seus anti-herói. Esse é outro fato interesse no filme: você torce pelo Alex. Mesmo sendo contra todos os seus princípios torcer por alguém como ele, mentiroso, violento, estúpido e cruel. Ele faz aquelas atrocidades na primeira parte do filme por pura e simples diversão. E agora você me pergunta: como torcer por um cara desses? Pois é, mas você torce. E muito.


Nos extras do DVD do meu irmão, tem uma entrevista com o filho do Malcom McDowell na qual ela diz que já encontrou gente que abriu a camisa no meio da rua e mostrou uma tatuagem enorme do pai dele no peito. Aquela cara do Alex, os cílios postiços e o chapéu-coco se tornaram um símbolo. Você não precisa ter visto o filme para saber quem ele é e o que ele se tornou na mente de tanta gente: sinônimo de ultra-violência. E, claro, McDowell se tornou sinônimo de puta ator.

Mr. Stanley Kubrick nunca fazia algo meia-boca. Nem dois filmes iguais. Quando resolveu fazer ficção científica, ele fez O filme de ficção científica. Quando decidiu se aventurar pelo suspense, ele fez, para muitos, O filme de suspense. E isso não foi diferente com "Laranja Mecânica". Ele fez O filme sobre a cultura jovem. O mais forte, o mais intenso e, pode acreditar, o mais inesquecível.
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Ps.: Eu demorei quase dois meses escrevendo esse post e confesso que, ainda sim, ele não me agradou. Escrever sobre obras-primas é extremamente complicado porque, sinceramente, não me sinto ainda capaz o suficiente para tecer algum comentário realmente válido sobre. Entretanto, assistir "Laranja Mecânica" e não escrever sobre ele seria pior ainda. Um filme como esse deve ser visto e comentado, para que todos se sintam interessados em assistí-lo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um pouco de tudo em um post só.

Eu larguei esse blog às traças. Ô desgraça... E, mais uma vez, por motivo de forças maiores. Tipo, o computador queimar bem quando eu precisava dele apra terminar o relatório de estágio nas férias. Tudo bem, tudo bem... Ele sempre me sacaneia nessas horas. Por causa disso, eu parei de comentar sobre os filmes asssitidos, não comentei sobre os indicados ao Oscar, a cerimônia do Oscar e tudo o que vem acontecendo no mundo da sétima arte nesses últimos meses. Agora que o computador voltou a funcionar, esse post tem como objetivo colocar em dia tanto assuntos pendentes.
Primeiro: o Oscar. Fiz um postezinho correndo dizendo que fiquei feliz de "Avatar" ter perdido as principais categorias. Eu não gotei, achei o filme só técnico e, além dessa parte, não tinha novidade nenhuma. E um filme assim não pode ganhar o Oscar de Melhor Filme, né não? Eu gostei da cerimônia toda, apesar de ter visto só a metade - culpa da Globo e do BBB. Mesmo assim, vale a pena só pra ver o Zé Wilker e seus comentarios hiper irônicos e engraçados.
Agora, os filmes vistos esses meses. Primeiro, o lindo-perfeito-maravilhoso-e-gostoso Johnny Depp em "Don Juan". Preciso dizer mais alguma coisa? E, segunda, eu vi "Eclipse de uma paixão", um filme com o DiCaprio e o David Thewlis, o Lupin de Harry Potter. Eu tenho poucos comentários sobre esse. Na verdade, como eu tenho que fazer um trbalho sobre ele, fica complicado simplesmente ver e "sentir" e filme... Sei lá. É diferente. Mas tenho que comentar que é MUITO estranho ver o "Lupin" branquelo daquele jeito pelado no filme... Hehehehe.
É isso. Eu vi muitos filmes nesse meio tempo, mas como lembrar de todos?? Vou volvar os poucos que lembro aqui, ok?
• "Morte no funeral": Legal, divertido e engraçado. Um bom passatempo para um dia modorrento.
• "Férias ao Sol": filme das gêmeas Olsen. Precisa falar mais alguma coisa?
• "Eu vos declaro, marido...e Larry": eu ri. Apesar de ter o Adam Samdler. Eu não vejo graça nenhuma no Adam Sandler.
O máximo que eu consegui lembrar foram esses três. Eita, Alzeimer... Tô ficando velha! :D

segunda-feira, 8 de março de 2010

[Correndo...]

Ui, estou na sala de computadores da faculdade escrevendo correndo só pra deixar aqui a minha felicidade de ver "Avatar" perder o Oscar de Melhor Filme. Juro que, quando meu amado Tom Hanks anunciou o resultado, eu pulei de felicidade em plenas duas horas da madruga e, confesso, fiquei parecendo uma louca pulando sozinha na sala. Mas enfim, o que importa foi ver o dinheiro e o excesso de glamour exagerado perderem para um filme mais inteligente, mais criativo e, o principal, com mais história.

Espero comentar melhor outro dia e PROMETO MESMO que esse blog vai ressurgir das cinzas. Como a Fawkes!

Beijos porque eu tenho que ir: minha aula vai começar! :D

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Kinsey: vamos falar de sexo"


Epa, pessoal. Calma aí. Não pensem que eu estava vendo algo como "Sex Hot" sei lá. Afinal, eu nem tenho tv a cabo! O filme do título estava passando na Globo, lá para umas duas e bráu da noite, depois de "Lost" (que, aliás, está um saco... mas isso é assunto para outro post.) Enfim, o Intercine é especialista em passar esses filmes que você só pode ver nessa faixa de horário e lá estava eu, mandando o sono e o calor pro espaço, assistindo a esse filme que, apesar do título, não é pornô!



Na verdade, ele conta a história real de Kinsey (Liam Neeson), um biólogo estudioso de vespas, que causa alvoroço na sociedade norte-americana ao lançar em 1948, um livro sobre o comportamento sexual do homem. Ele começa seu estudo ao percebeer como seus alunos na universidade não sabem nada sobre sexo e chegam à sua sala com perguntas como "Masturbação dá câncer?". O resultado desse estudo é um livro polêmico, mas que revolucionou aquela sociedade tão cheia de dedos quando o assunto é sexo.


Eu recomendo o filme a todos, mas aconselho cautela. Ele é bem direto e, se você é evergonhado como eu, não assista ao lado dos seus pais! Ainda mais se você foi uma leitora, afinal, ninguém quer ver um nu masculino frontal com o papai sentado do lado... Além disso, o filme tem inúmeras sequências de sexo, o que também pode causar um certo desconforto. Mas, mesmo assim, insisto em dizer que não é um filme pornô. Sabe aqueles videos educativos que todo mundo já viu sobre n assuntos? Então, é só educação. Você vê uma imagem de uma penetração, mas Kinsey tá lá explicando sobre os aspectos técnicos da coisa toda... E isso é bastante interessante porque, mesmo com tantas imagens que poderiam deixar os espectadores mais tímidos como eu vermelhos como um tomate, ele não é envergonhante, pois é como se você tivesse lá simplesmente aprendendo anatomia.


Mas a melhor parte da coisa toda está mesmo no método que o Kinsey usa em suas pesquisas. O cara simplesmente chega pra pessoa e diz "Quantas vezes você se masturba por dia?", "Você já fez sexo com quantoas pessoas?", "Em quais posições?", etc etc etc. Imagina na década de 40/50 alguém chegar para ovcê eprguntando isso? É, no mínimo, extremamente curioso... Mas ele criou todo um esquema super interessante para deixar as pessoas à vontade para abrir seu coração e seus segredos sexuais mais obscuros.


Assim, o filme conquista, é diverdito pra caramba e te prende naquela história magnífica. E podemos ver o que um homem conseguiu fazer com a mente de toda uma nação: uma grande revolução.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Efeitos especiais e...?





Eu vi "Avatar" um dia desses com as meninas: Ana, Flavi e Reh. E com a pressão mais alta e os belíssimos comentários das meninas ao longo do filme (tipo: "como eles vão transar se ele não tem piu-piu?") eu pude prestar mais atenção à película de James Cameron, que alguns por aí estão chamando de 'o melhor filme de todos tempos'. Hãn? Eu entendi direito? Quer dizer que "Avatar" tirou o posto do GENIAL "Cidadão Kane", do GÊNIO Orson Wells? Como diria Michael Kyle: 'errrrr... não.'

Explicando o filme: o planeta Pandora está recebendo militares cujo objetivo é se apossar de uma mina muito preciosa que está bem embaixo da moradia dos aborígenes, os Na'vis. Junto com eles, um grupo de cientistas tenta estudar as estranhas espécies do planeta e a relação dos indígenas com as plantas e os animais. É algo mais do que simples respeito, é como se fosse uma rede, repleta de ligações, como o próprio cérebro humano. Nesse cenário surge Jake Sully, um militar que está paraplégico e vai parar em Pandora para continuar o estudo iniciado por seu irmão que foi assssinado durante um assalto. Como o DNA deles é igual, ele pode usar o Avatar - ser criado pela mistura do DNA humano e dos Na'vis - que tinha sido feito para o irmão.

A partir daí começa aquela história toda: homens maus que só querem as terras indígenas; um homem que, a princípio tinha esses mesmo pensamentos, mas que depois se apaixona pelas tradições e por uma nativa, muda de lado e desencadeia uma grande guerra. Guerra com direito a super aviões, helicópteros ou naves espaciais esquisitas com duas hélices (!) que, segundo a Ana, é só pra ficar maneiro! Mas pera ae, isso tudo de índio, guerra e amor entre raças diferentes me lembra.... "Pocahontas"!! Pois é, eu tentei, eu juro que tentei, mas para mim Jake Sully era John Smith e Neytiri era a índia Pocahontas, casal que tanto povoou minha imaginação lá pros meus cinco aninhos *-*

Eu nem preciso dizer nada dos efeitos. É algo além das minhas palavras. Completamente, absurdamente, inteiramente espetacular. E olha que eu nem vi em 3D, hein? Todas as sessões já estavam lotadas e nós ficamos de fora. Imagina ver aquilo em 3D? Já é real demais em 2D. O planeta é lindo, todos aqueles bichos alá Pokémon também e, claro, fica a sensação de que tudo é real, que, caso a gente arranje uma super nave espacial, podemos ir parar e Pandora. sim, retiro o que disse sobre "2012". Nenhum outro filme tem chance de ganhar o Oscar de Efeitos Especiais concorrendo com "Avatar" - só "2001 - uma odisséia no espaço", mas aí também já seria sacanagem. Com esse ninguém briga...

Agora, eu acho que podia ter algo mais. Não sei explicar exatamente o quê, talvez um diferencial no roteiro, sei lá. Só efeitos especiais não me conquistam assim, completamente. E por isso, "Avatar" acabou não me conquistando completamente. Mas fica a mensão honrosa ao James Cameron por realmente ter nos proporcionado uma experiência cinematográfica impressionantes.

Ps: para quem, assim como a minha amiga, fiocu curioso para saber como os os Na'vis fazem sexo, eis a reportagem do Omelete. com http://www.omelete.com.br/cine/100024347/Zoë_Saldana_explica_como_os_Na_Vi_fazem_sexo_em_Avatar.aspx









Sim, eu aluguei "Orgulho e Preconceito" de novo!


Bom, a história é a seguinte: eu fui semana passada na locadora e aluguei três filmes do Harry Potter - porque, sabe como é, eu gosto de gastar dinheiro a toa - e fiquei com eles durante todo o recesso de fim de ano. Infezlimente, o pessoal aqui de Mal. Hermes não cuida nada bem dos DVDs da locadora e parece que eles foram arrastados no chão de tão destruídos. Resultado: quem disse que eu consegui ver "A câmara secreta" toda? Fui devolver e obviamente reclamei com a atendente, porque 'aquilo era um absrudo, como as pessoas cuidam do dvd assim, etc' Para minha - grata - surpresa, ela disse: 'Olha, você tem duas opções. Ou você espera a gente madar o menino que limpa eles consertar ou você pega outro filme de igual valor e leva sem pagar nada.' E não podia ter sido melhor! Ganhei de Natal do Mintira o livro "Orgulho e preconceito" e estava louca para ver o filme de novo! Tudo bem, eu podia ter alugado Star Wars, já que não vi o episódio V inteiro no domingo; ou qualquer outro filme inédito para mim. Mas a verdade é que eu estava morrendo de saudades do Mr. Darcy!


A razão desse post é escrever de novo sobre o filme, só que com um novo olhar. O primeiro post, lá atrás, é repleto de emoção, escrevi do fundo do meu coração mesmo e nele só tem espaço para romance, cenas lindas, arrepios e coração disparado. E sei que deixei de lado o excelente trabalho que o Joe Wright fez na direção. Além disso, agora que li o livro, posso parabenizar a roteirista Deborah Moggach pela fidelidade e respeito a obra de Jane Austen. As falas são praticamente idênticas, assim como a trama toda em si. Algumas coisas são diferentes, é claro, pois é difícil simplesmente transpor o livro. De tão fanática que estou, vi o filme com o áudio comentado do diretor e ele explica como foi laborioso transpor principalmente as inúmeras cartas presentes no livro. Segundo ele, cartas não são nada cinematográficas.


Então vamos por partes. Primeiro, o roteiro. O final é diferente, mas nada que atrapalhe a adaptação. É só ver "Wacthmen" sendo elogiadíssimo pelos fãs da HQ mesmo tendo um final diferente. Os diálogos têm a mesma linguagem do século XVIII, ou seja, não foi modernizado para um fácil entendimento - não que seja dificil entender claro, mas é tudo bem pomposo, como mandava o figurino da época.


Segundo: Joe Wright. Eu sou apaixonada por planos longos e ele abusa desse recurso no filme. Acho que dá uma veracidade maior ao que está aconcendo. Por exemplo, no grande baile de Netherfield, a câmera passeia pelos cômodos da mansão, mostrando o que cada personagem está fazendo. Você se sente como se fosse mais um convidado, um sortudo que está assitindo a tudo de camarote. Só falta ser convidado para dançar - de preferência pelo Mr. Darcy! Essas cenas são super difíceis de fazer, porque todo mundo tem que estar muito bem ensaiado, mas acho que vale a pena. Fica muito bonito, com mais alma e mais emoção, fatores às vezes retirados com o excesso de cortes. Aliás, a grande dança de Darcy e Lizzie, nesse mesmo baile, foi filmada em vários planos e em um longuíssimo. E Wright acabou escolhendo o longo, por ter 'tudo o que a montagem passava, e muito mais.' No fim, ainda no tal áudio comentado que falei anteriormente, o diretor se autocriticou (com ou sem hífen?!) por achar um pouco piegas aquilo ali. Mas, po, um romance tem que ter umas ceninhas mais fofuchas, né? Senão, qual é a graça? E nem achei tão piegas assim. A cena na chuva tem um quê a mais de piegas, porque todo bom romance tem que ter uma cena na chuva. Mas nem reclamo. Aquele aguaceiro só realçou os belos olhos do Mr. Darcy - brincadeirinha, Mintira!


A fotografia e a trilha sonora também são de cair o queixo. Queria saber como baixar as músicas do filme, mas acho difícil conseguir. As paisagens da Inglaterra e as grandes mansões imponentes dão um toque pralá de especial. O figurino é super fofo; amei aqueles lacinhos de fita que as Bennets usam o tempo todo. Até a Mary, a irmã mais séria, tem um figurino fofo.


Enfim, é isso. Sei que é meio chato ler sobre um filme de novo, mas, depois de assiti-lo mais calma e menos apaixonadamente, acho que ele merece um post que aborde seus aspectos técnicos também, que são tão maravilhosamente realizados. Os planos muito bem escolhidos, a sequência, o roteiro, a fotografia. É tudo magicamente bem feito.


Agora, um segredinho, só entre a gente: o Mr. Darcy ainda é a melhor coisa desse filme!