domingo, 18 de janeiro de 2009

Um dia chegaremos a tanto?


"WALL-E": simplesmente o melhor filme de animação de todos os tempos. Exagero? Não, nem um pouco. "WALL-E" é um filme ímpar. Em todos os sentidos. Mas antenção, não leve as crianças para assistir porque provavelmente elas não entenderão da Missa a metade... Não a história, porque, hoje em dia, tem crianças mais antenadas sobre a destruição do planeta do que muitos adultos. Mas pelo jeito como esta história é contada. A primeira parte não possui nenhuma fala, nenhum alarde, mostra só o dia-a-dia de WALL-E, recolhendo o lixo dos humanos ao lado de sua barata de estimação e pegando para si algumas coisas deixadas para trás, como fitas de vídeo, pisca-piscas e até roupas.Com certeza isso não é um atrativo para crianças que preferem bombas e bichos voando ao invés de um filme praticamente mudo. Na minha humilde opinião, este é o maior exemplo de um filme infantil feito para adultos.

Além disso, esse filme é cheio de referências e intertextualidades. E, por isso, o filme ganha um toque a mais. Existem as referências óbvias, como o inesquecível computado HAL de "2001 - uma odisséia no espaço", ou o balé de WALL-E e seu amor EVE no espaço, referente ao mesmo "2001" e seu balé de satélites ao som de 'Danúbio Azul'. Mas também tem referências mais sutis. Mais delicadas. E mais bonitas. WALL-E é um Vagabundo (de Chaplin) moderno. Um romântico mudo, um atrapalhado, um apaixonado de coração enorme.


Porém, o filme também trata da destruição do planeta. E de um jeito chocante. Uma nave espacial, com os humanos pesando mais de cem quilos, levitando em um tipo de cama flutuante, bebendo todos os alimentos e incapazes de olhar para o lado e ter uma conversa de verdade com alguém, mesmo que este alguém esteja a 5 cm. de distância?? Esse é o nosso futuro?? Se for, estamos ferrados porque provavelmente não haverá um robozinho-atrapalhado-coletor-de lixo que esbarre em um dos humanos para que este esbarre em outro e eles, finalmente, consigam ser 'enxergar'. Não teremos esse robozinho para abrir nossos olhos e o nosso coração para a realidade.


Mas, enquanto isso, temos esse filme, mais uma obra de arte da Pixar. Enquanto esse dia não chega, vamos tentando aprender com WALL-E que o coração e o amor movem tudo, até um ser 'sem coração' como este robô. Aprender que um aperto de mão pode ser um gesto capaz de transmitir todo o amor do mundo. Ou simplesmente, aprender a pensar um pouco, e cuidar nosso planeta, assim como WALL-E cuidou cuidou para nós.

2 comentários:

  1. Concordo! ja vi o filme! E é realmente uma crítica ferrenha ao modo como agimos hoje. Não duvido que estejamos, com o passar dos anos, cada vez mais próximos da realidade retratada no filme!

    ResponderExcluir
  2. eu ainda nao assisti esse
    filme e nao é o tipo de desenho
    q eu prefiro.Prefiro desenho como
    madagascar, toy story(um pouco velho
    eu sei).Mas se for pra falar do tipo
    de filme q mostra como esta a realidade
    das pessoas em conviver com as outras,
    ou cuidar bem do q é seu,como o planeta
    em q vivemos,prefiro assistir o "dia em
    q a terra parou".A critica ta mt boa!!
    e ai celly vamos ver?? é, num tem homem
    bonito hehe!!so keanu reaves q num é isso
    tudo hehe!!bjinhos

    ResponderExcluir