sábado, 17 de janeiro de 2009

Um filme para o preconceito em todos nós.

Bom, para o post de hoje eu escolhi o filme que me trouxe ao mundo mágico dos musicais. Depois desse, meu conceito de 'filme chatopraburro, com um monte de gente cantando ao invés de falar e dançando em lugares estranhos' caiu por terra - conceito que surgiu na minha mente depois de assistir "O fantasma da ópera", esse sim chatopraburro.
"Hairspray - em busca da fama" tem, claro, pessoas que cantam do nada e dançam em todos os lugares. Mas seu diferencial é o jeito como isso é feito e abordado. Enquanto em "O fantasma da ópera" as pessoas dizem praticamente TODAS as falas cantando, em "Hairspray" as pessoas cantam músicas de verdade. E músicas muito animadas! Imagina, o filme se passa nos anos 60, então só tem música para dançar! Além disso, as músicas dão sentido ao filme, não surgem sem motivo aparente ou só para que o filme seja classificado como 'musical'.
Para vocês entenderem melhor, esta é a história de Tracy Turnblad, uma rechochuda adolescente que tem como sonho entrar para o The Corny Colins Show, um programa de música com 'as crianças mais legais da cidade.' Só que as pessoas que faziam o programa não eram tão legais assim e, por isso, havia muito preconceito e Tracy custou para conseguir entrar por ser gorducha. Além do mais, neste show havia o 'Dia do negro', porque os dançarinos negros não podiam dançam no mesmo dia que os brancos. Só que Tracy era uma garota com um pensamento bastante politizado e começa a perceber esses terríveis sentimentos que as pessoas tinham. Sem nenhum preconceito, ela faz amizade com os dançarinos negros e parte com ele em busca de seus direitos e pelo fim desse apartheid.
Por isso, "Hairspray" é um filme especial. É animado, divertido - do tipo que te faz abrir aquele sorrisão o tempo todo - mas ao mesmo tempo politizado. Você sai do cinema com vontade de dançar, mas também pensando em como as pessoas tendem a ser cruéis sem motivo. E pensando em como nós podemos ser assim também: quando achamos alguém 'feio' por ser mais gordo ou por ser negro, quando compactuamos as cotas, que nada mais são do que um preconceito ao intelecto dos negros, ou quando falamas frases como 'ahh, é porque ele é negro...' E nossa fofa Tracy, em meio à músicas divertíssimas, muita cor e dança, nos faz pensar sobre isso.
Além disso, o filme conta com um elenco maravilhoso. Nikki Blonsky no papel principal está perfeita. John Travolta, como a mãe da Tracy, é simplesmente uma mulher, sem deixar transparecer que é tranvestido. Christopher Walken, com aquele expressão toda séria, está impagável como o pai, o dono de uma loja de coisas palhaças. O aparentemente boboca Zac Efron me surpreendeu como um ator interessante no papel do famoso Link Larkin, assim como Amanda Bynes, que também fez um trabalho ótimo. Queen Latifah, nossa rainha, está deslumbrante e seu vozeirão transcende as paredes da sala de cinema.
Este filme eu realmente indico a todos. Conheçam esse musical, conheçam essa alegria! E que todos os que assitam saiam dessas quase duas horas de um jeito diferente. Que todos os que assistam queiram se tornar, assim, um pouco Tracy Turnbland.

2 comentários:

  1. eu prefiro o travolta em pulp fiction :p

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  2. celly vc gosta de musicais?!!
    cade dream girls hã,hã??
    cade carmem a hip hopera hã?
    sao musicais tb!! o ultimo num tao bom assim!
    mas dream girls é mt legal!! tem eddie murphy,
    jamie foxx,tah e tb a Beyonce,mas tirando
    ela acho q vc vai gostar VIU!!!
    bjinhos

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