sexta-feira, 24 de junho de 2011

O azar (?) do feriadão

A pessoa que vos fala resolve fazer um passeio cultural. Aproveitar o dia sem trabalho + faculdade para enriquecer o cérebro com coisas inteligentes. Eis que ela decide ir com o namorado e as amiguinhas para a Mostra Hitchcock, no CCBB. Esperando muito suspense, lá vão os quatro assistir A Mulher do Fazendeiro. E qual é a nossa grande surpresa? Ninguém morre, nenhum suspense. Entre os 54 filmes expostos, nós caímos exatamente no filme comédia pastelão. E, ainda por cima, mudo.

Não me entendam mal. Não estou dizendo que o filme é ruim, muito pelo contrário. Até porque seria heresia dizer que um filme de sir Alfred é ruim. Eu até gostei bastante, é fofinho, tem romance. Mas, po, que azar! Estou esperando até agora que alguém morra.

Mas falando do filme especificamente, eu realmente não sabia que o Hitchcock fazia filmes assim. Assim que eu digo com aquela historinha bobinha do fazendeiro viúvo que, depois de casar a única filha, decide procurar uma nova esposa. E suas tentativas mal sucedidas, misturadas com o caseiro mal-humorado e a empregada apaixonada, garantem as "risadas" nos 97min do longa. 

"Risadas" entre aspas mesmo. Minha amiga Janaina dormiu. A outra amiga, Ana, me olhava com uma cara do tipo "vou te matar". Afinal, que sai de sua casa naquela chuva com consciência de que quer ver um filme mudo de 1928? Ainda por cima sendo uma comédia daquelas que só o pessoal da época acha mesmo graça? Minhas amiguinhas não sairiam e, por isso, o desejo de me sufocar com os casacos.

Só o pessoal "das antigas" realmente riu o tempo todo. Uma senhora fofíssima, no auge dos seus mais de 80 anos, ficou o tempo todo dizendo "Ahhhhh, ele gosta dela", suspirando. No final, só disse "Muito bom, muito bom..."

Mesmo assim, valeu muito a pena. Eu, particularmente, não tenho problemas com filmes mudos. Principalmente porque acho que eles trazem de volta o que anda faltando nos filmes hoje em dia: atuação. Afinal, só com muita gente fera que um filme quase sem fala fique "entendível" . A expressão dos atores é fundamental, bem como a genialidade do diretor.

E, com o Hitchcock, genialidade é apelido.

2 comentários:

  1. Quem é essa amiga janaina q dormiu? q feio!!!rsrsr
    Realmente esperava um suspense, ate um terrozinho basico, mas... cinema mudo não minha praia, não tive sorte, fica pra proxima!!rsrrs
    bjs

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  2. Sobre o A. I. e comentário no meu blog: Com coisa que eu tbm não choro, né? O problema é quando a sala de aula está lotada de alunos e um idiota berra para os outros: OLHA LÁ, O PROFESSOR TÁ CHORANDO COM O FILME...

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