quarta-feira, 22 de junho de 2011

E não importa quanto o tempo passe...

Quando se ama uma coisa, de verdade, esse amor nunca acaba. E não importa se você ficar três anos sem ver. Essa é a história do meu amor por À espera de um milagre, filme de 1999 dirigido por Frank Daranbot, que é e sempre será o meu filme preferido.



Eu adoro começar os posts com a história de como eu vi o filme pela primeira vez. Acho que as condições desse dia influenciam muito na opinião final sobre o filme. No caso desse, eu havia gravado em fita cassete (ê, saudade!) quando o SBT passou porque era muito tarde e eu queria dormir. No dia seguinte, à noitinha, eu fui assistir com minha mãe. Agora, imagina "À espera de um milagre", que já tem umas três horas, gravado no SBT com trocentos anúncios pelo meio do caminho. Nem deu para gravar outro filme na mesma fita porque ele ficou com umas quatro horas.

Já estava tudo escuro e eu  minha mãe estávamos, literalmente, sentadas no sofá e agarradas no travesseiro. E o filme foi se desenrolando na tela e nós duas não desgrudávamos os olhos da TV nem para ver os anúncios passando em FF. Quando acabou, eu estava suada e mal conseguia respirar. Eram umas onze horas da noite e já havia passado muito da minha hora de menininha-de-13-anos dormir. Tinha aula no dia seguinte e ia acordar muito cedo.

Mas quem disse que eu dormi? Passei a noite toda rolando na cama e as imagens das execuções simplesmente não saíam da minha cabeça, principalmente a do Delacroix. Poucas vezes fiquei tão impressionada com um filme que nem era assim para impressionar. Passou na TV de 14" do meu quarto o "Cidade dos Homens", o Jornal da Globo, o Programa do Jô, o filme do InterCine e quem disse que eu dormia? Fui para a escola parecendo um zumbi, mas morrendo de vontade de contar para todo mundo sobre o filme que eu tinha visto (Acho que foi ali que a faísca do blog surgiu. O meu desejo de botar para fora o que sinto quando vejo um filme muito bom ou muito ruim)

Agora, falando sério. "À espera de um milagre" é realmente um filme muito bom. Também fazia muito tempo que eu não via um filme com o Tom Hanks e tinha esquecido como ele é bom ator. Estava reparando ontem na expressão dele quando o John Coffey chega na Minha Verde. Ele dá uma levantadinha minúscula na sombrancelha quando vê o tamanho do cara, mas minúscula mesmo. Mas é suficiente porque você sabe tudo o que ele está sentindo.

Não é só a atuação do Tom Hanks que está perfeita, não. É impossível falar do filme e não citar Michael Clarke Duncan, o John Coffey. Meu Deus, como ele ainda me impressiona! A cena dele aos prantos agarrado nas duas menininhas loiras é de arrepiar! Outro ator poderia ter feito aquela cena ficar patética, afinal, era um negão de quase dois metros, forte como um touro, chorando feito um bebê. Duncan deu uma sensibilidade e uma delicadeza tão grande para Coffey, que ficou muito fácil acreditar na sua bondade extrema.

Mas nada disso seria possível sem a direção primorosa de Frank Darabont. Ele é que conduz com sensibilidade todos os atores, sabendo quando um deve se sobressair mais do que os outros. No caso deste filme, apenas de Hanks ser o protagonista no 'papel', sabemos que o protagonista 'de verdade' é Duncan e seu John Coffey. E o ator teve todo o espaço para deixar sua marca, tanto que foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

 
Pra finalizar (porque o post já ultrapassou e muito o tamanho recomendado de paciência de um leitor), preciso comentar sobre "O Picolino". O musical de 1935, estrelado por Fred Astaire, tem papel fundamental no decorrer do filme. E aquela cena, meu Deus, é linda! "Heaven, I'm in heaven..." Isso só serviu para coroar a grande marca do filme: sua extrema sensibilidade. E é com esse video que eu fecho o post de hoje. Sonhem, amem e, assim, se sintam no céu.



 

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