terça-feira, 13 de outubro de 2009

Um fã cinéfila, mas acima de tudo, paralâmica!


Tenho três filmes na lista aqui para escrever, mas antes desses, eu tenho que comentar sobre a mais recente película em minha vida: "Herbert De Perto". É claro que eu, fã confessa e loucamente apaixonada não poderia perder isso por nada. E aproveitando o feriado de Nossa Senhora Aparecida, lá fui eu me descolar para a Tijuca - para quem não conhece, é longe da minha casa - só para ver a história da vida desse que é, há quase dez anos, o meu maior ídolo.

Herbert Lemos de Souza Vianna nasceu na Paraíba, do dia 04 de maio de 1961. Filho de um Brigadeiro, morou em Brasília durante muitos anos, onde conheceu Felipe Ribeiro, ou simplesmente Bi, que se tornaria mais do que um amigo do skate: seria o baixista da sua banda. Já morando no Rio, após uma determinada situação, eles conhecem João Barone, que tiraria de vez o posto de baterista deVital - sim, aquele que passou a se sentir total com seus sonhos de metal... Esse tal Herbert, o do meio em três irmãos, era aquele que ensinava o professor de violão a tocar quando era criança. Era o cara dos óculos de armações grossas e do casaco azul do Mickey Mouse. Herbert Vianna era um garoto, falando de maneira genial com milhares de outros garotos, se achando o maximo só porque abriu o show do Lulu Santos no Cirvo Voador. Mal sabia ele que os Paralamas do Sucesso - nome esquisito dado por Bi - iria voar mais alto do que eles podiam imaginar. E grande parte graças àquele garoto de óculos e casaco do Mickey.

O documentário feito por Roberto Berliner e Pedro Bronz passa de maneira tão delicada sobre os momentos da vida de Herbert Vianna que você se sente ali, como uma mosquinha observando as coisas. Como o Berliner é amigo do Herbert, teve acesso a momentos tão íntimos que quem é fã se sente mais do que privilegiado em ver o ídolo tão de perto - como a viagem da família Vianna e o Luca, filho mais velho, tentando colocar o gato dentro da mochila.

Eu li que o Herbert pediu para não ficasse nada muito triste. Mas é claro que isso é meio impossível. Quem conhece a história e logo reconhece Lucy - a esposa que faleceu no acidente em 2001 - já sente aquele nó na garganta. Ver os depoimentos do Dado Villa-Lobos, do José Fortes e da mãe do Herbert, principalmente, emocionados contando o período difícil em coma e toda a recuperação, deve sentir pelo menos esse nó na garganta mais intensificado. Impossível não se emocionar também no show em que Herbert se declara para "a mulher de sua vida" cantando uma música em inglês - perdoem-me se não sei o nome - emendando com "Se eu não te amasse tanto assim". Até a criatura mais fria do mundo sente um pulsar no peito ao ver isso.

Mas claro, tudo isso passaria como meras imagens interessantes só para os fãs mais árduas assistirem se Berliner e Bronz não tivessem feito um trabalho maracilhoso de edição e som. As músicas paralâmicas se encaixam perfeitamente em cada momento da vida e todo mundo se emploga, seja ele um mero espectador ou alguém que tem todos os CDs e conhece todas as músicas que tocam de cor. Eu faço parte do último grupo e, confesso, saí dançando ao som de Ska, a música que toca nos créditos. Mas mesmo tendo esse olhar tão imparcial, consegui perceber como é um "filme bem feito", sabe, um filme acima de tudo. Um documentário que é tão bom ao ponto de agradar aquele que nem gosta do som dos Paralamas.

Só posso terminar esse post dizendo que valeu pena. Valeu a pena me deslocar em um trem lotado de botafoguenses e crianças até o metrô e depois até a Tijuca. Valeu a pena mudar de lugar e sentar no lugar errado de propósito tudo porque eu, muito anta, comprei a cadeira mais perto da tela possível - que bom que o cara que realmente tinha comprado o ingresso pro assento que eu sentei foi legal. Saudações paralâmicas, cara! - Valeu a pena ir até a Central do Brasil, perder o último trem, pegar dois ônibus para voltar para casa e quase chegar sem fôlego. E vocês sabem por quê? Hoje eu pensei o dia todo no documentário e fiquei refeletindo algumas coisas sobre a vida desse paraibano. E como esse tal de Herbert Vianna é realmente um máximo.! E como eu sinto orgulho de me auto-denominar paralâmica!




4 comentários:

  1. Marcelle, tbm sou paralâmico de carteirinha e estou esperando o filme passar aqui em Salvador no dia 21. Dá uma olhada lá no meu blog sobre a banda: http://www.tendoolua.blogspot.com
    Um abraço,
    Rodrigo

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  2. Ah, a história dele é bem tensa, ne? Eu achei um absurdo quando ele foi indiciado pela morte da mulher... Meio... Assim.. Cruel. Adoro Paralamas, apesar de não ser uma Paralâmica! XD Eu me sinto tão velhiiinha. Eu os ouço desde, sei lá... No mínimo uns 10-12 anos. ^^

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  3. ola... visitei aqui e li alguns posts. Tambem tenho um blog sobre cinema e se possivel de uma passada lá.
    parabens
    bjo

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  4. Ola Marcelle... estou de volta, ja adcionei um link seu, quando possivel adcione o meu tbm!
    bjooos

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